A vassoura estava empunhada como uma legítima arma de ataque. Eu não sei o que se passou pela minha cabeça ao pensar que conseguiria enfrentar um eventual ladrão que invadisse a minha casa. Com uma vassoura ainda por cima. Mas já era tarde. Seja lá quem fosse, continuava forçando o trinco, decidido a entrar. A pessoa estranha não conseguiu abrir, e isso me fez tomar coragem de me aproximar da porta e tentar escutar algo. Caminhava a passos curtos e encostei meu ouvido perto da madeira da porta. -- m***a* de chaves, onde as coloquei? - Era um voz embargada, como se estivesse bêbado. Bebado. Roger? Eu acendi a luz da varanda e caminhei para a janela lateral. Afastei a cortina e lá estava ele: com um aspecto terrível*, batendo desesperadamente nos bolsos da calça e dando camisa a procur

