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Me faça sua

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Sinopse

Ela o ama desde menina.

Ele a deseja em silêncio há anos.

Uma promessa antiga o impede de tocá-la…

Mas mesmo assim eles se entregam a uma noite de amor.

Ela vai embora.

E quando volta...

Mais madura, determinada e irresistível.

Pronta para quebrar cada limite que ele tenta impor.

Entre segredos, tensão proibida e uma atração que queima demais para ser negada, ela decide...

Vai descobrir tudo o que ele esconde.

E ele percebe que, desta vez, talvez não consiga resistir.Porque alguns desejos não podem ser contidos.

Podem apenas ser vividos.

E ela está pronta para ser dele.

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A volta
Presente Nina Hoje estou voltando para o meu país depois de três anos morando no Canadá. De volta ao Brasil. Assim que desembarco, chamo um Uber. Sete minutos depois, o motorista já está colocando minhas malas no porta-malas. Entro no carro e sigo em direção à minha casa. Quanto mais nos aproximamos, mais meu coração acelera. Tum… tum… tum… Constante. Pesado. Impossível de ignorar. Puxo o ar fundo, tentando me acalmar. Mas não adianta. As lembranças voltam. Aquela noite. A forma como implorei para ele me tocar… para ele me escolher. E a resposta fria depois. Dizendo que nunca mais aconteceria. Que tinha sido um erro. Engulo seco. Meus olhos se enchem de lágrimas, mas eu não deixo cair. Não mais. Eu não sou mais aquela garota. Tenho 21 anos agora. E estou pronta para encarar qualquer coisa. Ou pelo menos… é o que eu quero acreditar. O carro para em frente à minha casa. Não avisei meus irmãos que voltaria. Quero surpreendê-los. A saudade é tanta que dói no peito. Desço, pego minhas chaves, abro o portão e entro. O calor me envolve imediatamente. E então… Eu ouço. Vozes. Risadas. Vida. Meu irmão mais velho está na churrasqueira. O do meio organiza bebidas no gelo. Meu peito aperta — mas agora é diferente. É amor. É saudade. É casa. — SURPRESAAAAA! O mundo explode. Abraços. Gritos. Risos. E, claro… Vingança. Minutos depois, estou completamente molhada, jogada na piscina como se ainda fosse a mesma menina que saiu daqui três anos atrás. Mas eu não sou. Não mais. Subo para o meu quarto. Preciso de um banho. Preciso de um minuto sozinha. Preciso… respirar. O quarto está exatamente como deixei. A mesma vista da janela. A mesma energia. E inevitavelmente… Eu penso nele. Yan. Antes, era quase um ritual. Todos os fins de semana ele estava aqui. Minha barriga se contrai só de imaginar encontrá-lo. Entro no banho. A água escorre pelo meu corpo, mas não leva as lembranças embora. Quando saio, enrolo a toalha no corpo. Esqueci minhas coisas na sala. Ótimo. Reviro os olhos para mim mesma e saio assim mesmo, distraída no celular. Dou um passo— E bato contra algo sólido. Antes que eu caia, mãos firmes seguram minha cintura. Fortes. Quentes. Conhecidas. Meu corpo inteiro trava. Devagar… muito devagar… eu levanto o olhar. — Yan… O mundo simplesmente para. Os olhos castanhos dele estão presos nos meus. Intensos. Quase incrédulos. Como se ele não soubesse se eu sou real. As mãos dele apertam levemente minha cintura. Não o suficiente para machucar. Mas o suficiente para me prender ali. O suficiente para me fazer sentir tudo. A toalha ameaça ceder. E ele percebe. O olhar dele escurece. Meu Deus… Ele está diferente. Mais forte. Mais homem. Mais perigoso. Minhas pernas vacilam. Ele solta um suspiro pesado, como se tivesse levado um golpe. — Nina… c*****o. Yan — Cadê minhas chaves? — resmungo, revirando os bolsos. Merda. Devem ter ficado no meu apartamento. Ligo para o Antony. — Fala, cara. Já sei… esqueceu a p***a da chave de novo, né? Tô abrindo. O portão começa a se abrir. Desço do carro, tiro a camisa por causa do calor e entro. — Ei, seus merdas! Eu trouxe cerveja! Os dois vêm na minha direção com sorrisos estranhos. Sorrisos demais. Eu paro. — Que p***a é essa? — Chegou uma surpresa — diz Lorenzo, claramente se segurando para não rir. Meu estômago aperta. Algo não está certo. — Onde? — Lá dentro. Eu nem penso. Entro direto. Cozinha… nada. Sala… nada. Estou prestes a xingar quando alguém esbarra em mim. E tudo… Para. Eu não preciso ver. Eu reconheceria isso em qualquer lugar. O cheiro. A presença. Ela. Minhas mãos vão direto para a cintura dela, segurando firme antes que caia. E no instante em que eu toco… Tudo volta. Cada curva. Cada detalhe. Cada segundo daquela noite. A noite em que eu perdi o controle. A noite em que eu cruzei uma linha que nunca deveria ter cruzado. A noite em que eu tirei a virgindade dela. Três anos antes — Aniversário da Nina Assim que cheguei na festa, fui atrás dela para entregar o presente. Um colar de ouro branco com um pequeno brilhante delicado. Simples. Mas pensado nela. Procurei por toda a área da casa. Nada. Então fui ao único lugar que faltava. O quarto dela. E quando eu entrei… O mundo desmoronou. Um cara qualquer estava prensando ela contra a parede. A mão dentro do vestido dela. Algo dentro de mim explodiu. — Que p***a é essa?! Arranco ele de cima dela e acerto um soco direto. — Você enlouqueceu, Nina?! — Ele não estava me forçando! — ela rebate, furiosa. — Eu quis! Aquilo me atinge mais forte que qualquer golpe. — Quer que alguém morra hoje?! — Ele só estava me beijando! Dou um passo à frente. — Beijando? Com a mão dentro do seu vestido?! O cara se levanta, assustado. — Some daqui antes que eu acabe com você. Ele não discute. Sai. E sobra só nós dois. Ela está ofegante. Corada. Linda pra c*****o. Perigosa. — É isso que você quer? — pergunto, a voz baixa, carregada. — Um i****a qualquer? Ela me encara. Direto. Sem fugir. — Não. Você sabe quem eu quero. Meu corpo enrijece. — Eu quero você. Silêncio. Mas ela não para. — Eu cansei de esperar, Yan… — ela sussurra, se aproximando. — Tenho 18 anos. Quero viver. Quero sentir. Cada palavra é uma provocação. Cada passo… Um risco. — Nina… você sabe que não podemos. Ela baixa o olhar por um segundo. E eu aproveito. Viro ela de costas. Aproximo meu rosto do ouvido dela. — Seu presente. Coloco o colar no pescoço dela, tentando me manter no controle. Tentando. Ela se vira. Me abraça. E então… Ela passa as mãos por baixo da minha camisa. Arranha minhas costas. Se pressiona contra mim. Quente. Macia. Proibida. — Eu sou apaixonada por você — ela sussurra. — E esse… é o presente que eu quero. E ali… Eu perco. Seguro a nuca dela e puxo para um beijo. Um beijo carregado de tudo que eu segurei por anos. O som que ela solta me destrói. Meu corpo reage imediatamente. — p***a… Nina… a gente não pode… — Eu quero você. Ela segura meu rosto. Olha nos meus olhos. Sem medo. Sem dúvida. — Por favor… me faça sua?

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