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CEO SOLITÁRIO

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Sinopse

Célio Valença, desde muito cedo teve que aprender a lidar com a solidão, já que perdeu os pais para uma fatalidade. Junto ao irmão, Laerte, cuida dos negócios deixados pelo pai, dando continuidade ao legado da família. De comum acordo com o irmão, torna-se CEO das empresas, mas devido a sua arrogância somada ao jeito frio de ser, encontrar a secretária perfeita, que tanto busca para trabalhar ao seu lado, é algo difícil.Porém, a contratação inesperada de uma nova secretária poderá virar sua vida de cabeça para baixo.Luna Marins é jovem, linda, doce e simpática, que tem a vida marcada por lutas e desafios. A única capaz de aguentar o temperamento difícil do seu chefe para garantir a sua vaga no emprego que garantirá um sustento melhor para a sua família.Ela é dona de uma paciência jamais vista por ele, que fará o que mulher nenhuma fez, despertando nele um sentimento de curiosidade para saber quem de fato é, e o motivo de ser a única a aguentar seu temperamento difícil.Luna conseguirá tocar o coração do CEO solitário profundamente?PARA ENTENDER MELHOR ESSA HISTÓRIA LEIA FAZENDEIRO SOLITÁRIO.

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1. CÉLIO
O tempo é implacável... Após a perda dos meus pais, tive que deixar o luto de lado e lutar bravamente para manter de pé o que meu pai deixou, junto com meu irmão, Laerte. Meu irmão e eu fizemos um acordo em que ele cuidaria da fazenda e das plantações, já eu cuidaria das negociações, o lado burocrático, o que me obrigou a vir morar na capital, tornando-me o CEO de tudo o que temos hoje. Mesmo estando longe dele e de Lurdes, uma mulher forte, que sempre cuidou de nós dois como uma mãe, temos uma conexão forte. Desde a minha mudança, acostumei-me a viver sozinho nesta casa grande. Sou cobiçado por muitas mulheres, mas nunca assumi nenhuma. Minha tia Lurdes sempre disse que quando estamos apaixonados o coração acelera, sentimos um frio na barriga e, graças a Deus, nunca senti tais efeitos. Aprendi nesse tempo que, no mundo dos negócios, para se manter nele e ser respeitado, deve ser rígido e não acreditar em todas as pessoas. Por isso, contrato somente os melhores para trabalhar comigo, o que inclui assistentes e secretárias. A cada ano que passa, as nossas indústrias somente crescem, a carga de trabalho aumentou e com toda essa demanda tenho trabalhado até mais do que deveria, assim como o estresse tem sido o meu fiel escudeiro. Laerte detesta vir para a capital, preferindo ficar na fazenda, mas em uma das suas vindas forçadas, interessou-se por Vanessa. Ele até que tentou mentir para mim e negar o que sentia, mas quando vi a foto dela sobre a sua escrivaninha não quis acreditar no que via. Apesar de ele parecer ser bruto, um homem da roça, é amoroso e pelo jeito se apaixonou por ela. Após comprarmos tudo o que pertencia à Escobar, Laerte se foi, levando Vanessa com ele e espero que essa história não acabe em sofrimento, pois sei que ela vem de um término de relacionamento conturbado. Soube disso pelo Eduardo, meu único amigo. Muito reservado e sério, não sou o chefe bonzinho que todos queriam ter numa empresa, pois se os colaboradores não atenderem aos meus requisitos, mando embora na mesma hora. Detesto pessoas sem eficiência e rapidez. Estou no meio de uma reunião importante quando Lucy, minha secretária, entra na sala trazendo as pastas que pedi. Agradeço e ela se retira. Porém, fico desequilibrado ao ver que estão trocadas. Detesto erros, ainda mais vindo dela, que foi contratada por Eduardo como a melhor secretária desta cidade. Respiro fundo, peço licença aos demais executivos, e vou até a mesa de Lucy. — Senhorita Lucy, o que houve agora? As pastas estão trocadas e você sabe que odeio erros. Odeio pessoas irresponsáveis. Não sei se quando foi contratada, disseram para quem trabalharia. — Sim, disseram de quem se tratava. Só não me falaram que era um carrasco, bruto. Vou pedir demissão agora mesmo! Entendi por que ninguém aguenta trabalhar com você. — Dirija-se como senhor a mim. Sou eu quem manda aqui. — Não nasci para ficar ouvindo desaforos! — Ela sai, deixando-me no meio do expediente. Derrubo tudo o que tem em cima da mesa no chão e Eduardo aparece bem na hora. — Célio, o que está acontecendo? — Se eu não fechar esse negócio, devido a um erro da maldita secretária que você arranjou, já sabe o que vai acontecer... Você será demitido junto a ela. — Mas, Célio, o que houve, cara? Fala. Saio da sua frente tentando contornar toda a situação e embaraço que aquela mulher me deixou, para conduzir sozinho a reunião. Mesmo atrasando um pouco a reunião, os executivos entenderam a situação e finalizamos a negociação com sucesso. É uma vergonha um homem como eu, não ter uma secretária, mas o que vale é que o negócio foi fechado. Assim que retorno para a minha sala, encontro Eduardo, que está à minha espera. Olho para ele, com uma cara nada boa. — O que faz aqui, seu canalha? Veio me atormentar? Porque é só isso que faz contratando secretárias irresponsáveis. — Você pediu para contratar uma secretária, mas somente uma se candidatou à vaga. As mulheres não aguentam grosserias, tanto que perdi a conta de quantas já passaram por aqui. — Agora terei que me vestir de anjo para agradar as mulheres? É para rir ou chorar? — Algo está errado, amigo, e se continuar assim, nem eu aguentarei mais tanta exigência. Você não quer contratar mulheres que tenham filhos! Isso é o fim! Se o seu irmão descobre isso, ficará bravo. — Vou te colocar no olho da rua, isso sim! Laerte parece que está apaixonado, mas isso não vem ao caso agora. Anuncie novamente a vaga de secretária. — Ninguém virá, enquanto não mudar esse seu jeito. — Virá, sim, você verá e irá queimar sua língua grande que tem dentro da boca. Eduardo sempre está comigo, mesmo que briguemos bastante durante boa parte do tempo. Ele me ajuda a organizar uns documentos e pela noite saímos para tomar whisky e tentar relaxar, afinal, foi um dia infernal, apesar de todos os contratos fechados. — Sabia que com esse seu gênio, patrão, irá terminar sozinho? — Não pedi a sua opinião e sabe que detesto quando você me chama de patrão. Vivo sozinho desde sempre; já me acostumei a viver assim. O trabalho é a minha vida e só isso. — Nossa, que chato! — ele resmunga. — Você vive falando de mim, mas só anda comigo. Nunca te vi com mulher, seu canalha. Agora, mudando de assunto, anunciou que preciso de uma nova secretária? — Sim, mas ninguém ainda se candidatou. Ouço em silêncio o que ele diz, enquanto penso em suas palavras, bebendo de uma vez o líquido âmbar que desce rasgando a garganta. Assim que termino, despeço-me dele e sigo para a minha casa. No caminho, não me vejo sendo flexível com colaborador nenhum, pois isso tiraria a minha autoridade e respeito, construídos à base de suor. Quem quiser trabalhar na minha empresa, terá que se adequar ao meu modo de trabalho e ao meu jeito de ser.

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