Capítulo 32

1401 Palavras

No dia seguinte O sol invadia lentamente o quarto branco, refletindo nos lençóis bem esticados do hospital. O bip ritmado das máquinas soava calmo, quase como um sussurro. Alícia abriu os olhos devagar, piscando contra a luz. Estava sozinha. A cabeça doía, o corpo todo doía, mas a alma parecia o que mais estava machucada. Ela olhou ao redor, desnorteada. A lembrança do acidente voltava como um raio: o desespero, o Rafael, o calor da explosão, o medo. As lágrimas vieram sem aviso. A porta se abriu e, logo em seguida, Helena entrou. O rosto estava abatido, os olhos vermelhos. Alícia virou o rosto, ainda de costas para ela. — Filha… — Helena disse com a voz trêmula. Alícia fechou os olhos com força. — Eu sou sua filha, mesmo? Ou isso também foi mentira? Helena se aproximou com cautela

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