Os dias passaram devagar, como se o tempo estivesse tentando curar as feridas de Alícia com a mesma lentidão que o corpo dela se recuperava. Lucas esteve ao lado dela em cada passo: nas consultas, nas madrugadas de dor, nas lágrimas silenciosas que vinham sem aviso. Ele não cobrava nada. Apenas ficava ali, firme, presente, disposto. — Você sabe que não precisa se apressar pra nada, né? — disse ele uma noite, enquanto a ajudava a se acomodar melhor no sofá da casa da Lígia. — Eu tô aqui. Sem pressa. Sem exigências. Alícia sorriu. Ainda com o braço imobilizado e os pensamentos bagunçados, ela sentia uma calma perto dele que há muito não sentia com ninguém. — Obrigada por não desistir de mim. Ele se aproximou e tocou sua mão com delicadeza. — Nunca foi uma opção. Na semana seguinte, Alí

