Capítulo Dezenove

1597 Palavras
Quando a semana começou o clima estava estranho entre Anahí e Alfonso, ela tentava ser o mais profissional possível, Alfonso respeitava não puxando assunto ou tentando conversar sobre algo fora do âmbito profissional. O que não passou despercebido por ninguém que já os conheciam sabendo que ambos se davam tão bem e agora pareciam somente patrão e funcionário falando somente o essencial, além dela não o encarar nos olhos. Ele estava focando sua mente no que Cláudia havia dito, ele sentia falta da namorada, da companhia dela. Não concordava com o tempo, na visão dele algumas coisas realmente precisavam melhorar, mas nada que levasse ao tempo no relacionamento. Ele não via Anahí da forma como Cláudia havia falado, não tinha interesses românticos com sua secretária, concordava que ela era bonita e uma jovem interessante, mas isso não era o suficiente para que ele desejasse se envolver com ela. Ele tentava não pensar em Anahí de biquíni, tentava não pensar em suas reações ao vê-la daquele jeito. Ele se recusava a pensar nisso. Ucker foi até sua sala o chamar para almoçarem e os dois sairam da empresa juntos. Ucker conhecia o amigo que tinha, desconfiava que algo deveria ter acontecido ao perceber como o amigo estava estranho naquela semana. Ucker: Vamos lá, eu te conheço desde o colégio. Pode me falar, o que aconteceu? Perguntou quando os dois se acomodaram na mesa. Alfonso: A Cláudia pediu um tempo. Disse ao amigo e sócio. Ucker ficou surpreso. Sabia que o relacionamento não ia bem desde a chegada de Anahí, mas não esperava que ela tomasse a inciativa. Ucker: Isso foi no fim de semana? Alfonso assentiu. - O que a fez decidir isso? Perguntou tentando entender a situação do amigo. Alfonso contou tudo, absolutamente tudo, entre eles não tinham segredos, ele não tinha reservas em compartilhar o que pensava ou sentia com deu melhor amigo. Ucker prestou atenção em cada palavra, cada detalhe daquela conversa. Para ele parecia algo inevitável, visto que desde que tinha visto Anahí com Alfonso sabia que os dois tinham mais em comum do que qualquer outra mulher com quem Alfonso já tinha se relacionado, além da química que os dois tinham. Ucker: Olha, eu acho que ela está certa. Disse e Alfonso o encarou. - Não digo para você investir na Anahí assim de cara, tipo, investir e t*****r com ela, isso pode acabar machucando os três. Mas pense sobre o assunto, não o evite, não se recuse a pensar sobre isso. Alfonso: Não há o que pensar, Ucker. Eu posso achar a Anahí uma mulher interessante e pode ser que exista uma atração, mas é só isso. Eu não me envolveria com alguém tão mais nova quanto eu. Ucker balançou a cabeça em negação. Ucker: O que tem ela ser mais nova? Isso não impede nada, só pense. Talvez seja mais que atração e você pode se arrepender de não se entregar a alguém que possa te fazer bem, que possa te fazer se sentir vivo. Alfonso: Eu já encontrei essa pessoa. É a Cláudia. Ucker: Discordo, eu te conheço desde os nossos 14 anos. E você é com a Cláudia exatamente do jeito que foi com as suas ex namoradas. A diferença é que você amadureceu e o relacionamento de vocês foi sem traições e mentiras. Você gosta dela, tem carinho, respeito, admiração, mas amor? Isso não! Você nunca teve aquela pessoa que te fizesse perder o ar, que mexesse com todas as fibras do seu corpo. Eu tive muitas mulheres na minha vida, você sabe, mas só a Belinda se me fez amar dessa forma. Alfonso: Vocês brigavam muito. Sempre viviam de indas e vindas. Isso não é um relacionamento saudável. Ucker: De fato, não era. Mas éramos intensos no nosso sentimento. Brigávamos e depois tinha aquele sexo selvagem de reconciliação. Só que chegou ao fim e eu estou tentando aceitar isso, mas não quer dizer que eu não esteja a procura disso de novo. Você se acomodou a um relacionamento estável e cômodo para você. Te aconselho que só pense na possibilidade. Alfonso deu o assunto por encerrado não queria discutir com seu melhor amigo. Logo tratou de mudar de assunto. E assim se seguiu durante toda aquela semana, Anahí evitando encarar seu chefe e Alfonso evitando pensar nela. Só que a notícia do tempo no relacionamento dele chegou a sua irmã e consequentemente a sua família, isso só fez Alfonso querer evitar a casa dos pais e da irmã não queria ter que dar mais explicações do motivo pelo qual Cláudia pediu um tempo. Com isso, Melissa se viu obrigada a ir até a empresa do irmão já que o mesmo estava a evitando há dias. Ela percebeu uma Anahí bem diferente também. Mel: Olá, Anahí! Anahí: Olá, Dona Melissa! O Senhor Herrera está em uma reunião, vou avisá-lo que está aqui. Disse pegando o telefone, mas Melissa pós a mão em cima a impedindo. Assim que Anahí chamou Alfonso pelo sobrenome Melissa já sentiu que algo estava errado desde ali. Ela não parecia a mesma. Melissa: Senhor Herrera? O que foi que aconteceu? Anahí: Não aconteceu nada. Disse na defensiva. Melissa: Certo, e eu sou a Madona! Você não parece a mesma desde a última vez que vim aqui, o Poncho tem me evitado e agora esse comportamento seu. O que aconteceu nessa viagem? Anahí: Não aconteceu nada, a viagem ocorreu muito bem. Não há nada estranho. Eu aviso que vai espera-lo? Melissa assentiu. Quando Alfonso atendeu respirou fundo ao saber que Melissa iria o aguardar até encerrar a reunião. Sabia que uma hora a irmã o procuraria para conversarem, posto que ele não atendia as ligações e nem tinha ido ver a sobrinha naquela semana. Melissa não era de muitos rodeios era bem direta por isso quando entrou na sala do irmão após ver os empresários saírem do seu escritório, ela foi logo se acomodando e perguntando o que estava acontecendo. Alfonso respirou fundo sabendo que não adiantaria esconder nada da irmã, os dois se conheciam muito bem para saber quando alguma coisa estava incomodando ou estava errada. Então, ele se viu contando novamente naquele mesmo dia tudo o que tinha acontecido. Não era que Melissa fosse a favor de Anahí contra Cláudia. Ela gostava das duas, ela reconhecia como Cláudia foi importante na vida do irmão e como os dois foram felizes por bons anos. Só que ela queria que o irmão vivesse um amor profundo, arrebatador, alguém que o fizesse sentir nada e tudo ao mesmo tempo. Por isso enxergava que talvez ele devesse dá aquela chance a química que existia entre ele e Anahí, uma pessoa completamente diferente dele, que vive outra realidade de vida, alguém que com certeza teria muito a ensinar o irmão. Ela via em Anahí a chance do irmão romper todas as suas barreiras a começar por aquela ideia fixa de que nunca dava certo pessoas de idades tão distantes darem certo juntas. Melissa: Eu sinto muito pelo seu namoro com a Cláudia. Eu gosto dela, sei o quanto ela foi importante para você, mas você não pode mantê-la em um relacionamento que a está fazendo m*l. É o injusto para c*****o! Alfonso: Está dizendo que agora eu faço m*l a ela? Que sou um egoísta em querer estar com a mulher que eu amo? Melissa: Estou! Eu estou dizendo que para você está bom do jeito que está, sem perceber que a sua atração com a Anahí machuca a Cláudia, sem perceber que o jeito que você olha para sua secretária machuca e mágoa a Cláudia. Você não pode querer manter a Cláudia ao seu lado por comodismo, porque é bom para você. E pra ela? Você pensou ou se colocou no lugar dela? Como seria para você vê que a sua namorada olha para outro homem de forma diferente? Com desejo? Perceber que talvez exista muito mais que atração entre ela e o outro do ente vocês? Alfonso: Não! Eu não pensei. Disse honesto e percebendo por aquele ângulo viu que Melissa tinha razão. Melissa: Não é justo com ninguém, Poncho! Nem com a Cláudia e nem.com a Anahí. Porque aquela garota está no fogo cruzado entre você e a Cláudia. Sem saber o que fazer direito para não trazer problemas a você e consequentemente ao emprego dela. Alfonso: Eu não sei o que fazer. Me diga o que eu faço? Eu estou tentando não pensar nisso, nem no que a Anahí faz comigo. Disse se sentindo perdido. Melissa: O que ela faz com você? Alfonso: Mexe comigo mais do que gostaria. Confessou. Melissa: Não posso te dizer o que fazer. Mas posso te aconselhar vendo as coisas do lado de fora. Deixe a Cláudia livre. Vai doer? Claro que vai. Vai magoa-la? Lógico. Mas vai feri-la muito mais acompanhar de perto o inevitável. E quanto a Anahí, não pense muito. Só faz o que realmente tiver vontade. Se permita pela primeira vez na sua vida se entregar totalmente. Disse sorrindo para o irmão. E foi com esse conselho que ela deixou um Alfonso pensativo e confuso. Quando saiu da sala do irmão viu Anahí trabalhando em sua mesa e sorriu. Melissa: Anahí? Chamou e a outra se virou e a encarou. Anahí: Sim? Melissa: Eu sei o que está acontecendo aqui, e quando a Cláudia deixar de ser um dos motivos pelo qual você evita tanto o meu irmão, se permita. E com isso deixou para trás uma Anahí totalmente surpresa sem reação. Pelo visto eles não eram tão bons em disfarçar o que estavam sentindo.
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