Capítulo Quarenta e Seis.

1437 Palavras
Se Alfonso queria deixar Anahí em casa? Claro que não, por ele os dois passariam não só o fim de semana, mas a semana toda juntos naquele apartamento. Ela ficava mais leve, sorria, brincava, não tinha todo aquele peso a cada vez que chegava no trabalho ou quando ele ligava e ficava sabendo das constantes brigas que ela andava tendo com a mãe. Alfonso: Promete que não vai chorar? Nem se deixar abalar? Disse carinhoso ao estacionar em frente a casa dela. Anahí: Eu vou tentar. Sorriu fraco. Tinha ignorado a mãe o dia todo, sabia que quando passasse pela porta teriam uma briga. Como da outra vez, o que a fez ligar para Alfonso e desabafar caindo no choro em seguida. Alfonso: Any, baby, escuta, se acontecer de novo, eu quero que você me ligue, eu venho te buscar na mesma hora. Anahí: Eu sei que sim, mas eu preciso encarar, preciso enfrentar meus problemas e não deixá-los me abater. Ele sorriu com carinho. Alfonso: E vai conseguir, porque você é forte. Mas se você se abalar, se quiser chorar, se quiser ir embora, sabe que pode me ligar, né? Anahí: Eu sei, e obrigada por estar do meu lado. Sei que tenho sobrecarregado com meus problemas, mas você se tornou a pessoa que eu confio, que me deixa segura, um porto seguro. Alfonso: Eu não estou com você apenas pela nossa conexão, pelo sexo maravilhoso ou por nosso momentos bons, eu estou aqui para você. Eu não sei o que aconteceu comigo, eu nem sei explicar como aconteceu, mas eu já estou completamente rendido a você, eu que sempre falei que você era nova demais, que nossas idades atrapalhariam, me deixou rendido completamente, eu não me vejo sem você, sem você no meu apartamento, no meu trabalho, no meu círculo de amigos, na minha rotina, na minha vida. Disse a fazendo se emocionar. - Não chora, amor. Pediu carinhoso. Anahí: Eu acho que esse não é o local mais indicado para uma declaração, mas Dulce sempre me disse que os lugares não importam, o que realmente vale a pena são os momentos, e ouvir você me falar tudo isso, só me fez confirmar tudo o que já sentia por você, tudo o que eu já sinto faz tempo, o ciúmes lá no início, o jeito como mexeu comigo apenas no olhar, o jeito como me beijou, como seus braços me envolveram, como seu corpo se uniu ao meu, saber que você me amparou quando chorei, segurou a minha mão quando eu não sabia o que fazer, me ouviu sem me julgar, aceitou a minha família toda torta, não desistiu de mim, não desistiu da gente. Tudo isso só faz eu confirmar o que eu já sabia desde ontem a noite quando a gente fazia amor. Disse com os olhos rasos de lágrimas. Alfonso: O que? Perguntou com um misto de emoção e alegria. Anahí: Que eu te amo. Que o que sinto por você nunca senti por ninguém antes, que nunca viu sentir por mais ninguém. Que não importa o futuro, você sempre será o amor da minha vida. Você me estendeu a mão e conquistou tudo, meu coração, meu corpo, minha alma. Falou sincera. Alfonso: Any, não fala isso, eu tenho vontade de te lavar de volta e nunca mais te deixar ir embora. Eu também nunca senti isso, nunca, em toda a minha vida, eu achei que amei a Cláudia, mas o que eu sinto por você é tão maior, tão mais forte, que se isso não for amor, eu não sei o que é. Você mudou esse cabeça dura. Ela sorriu. Anahí: Eu te amo, Alfonso Herrera. Alfonso: Eu também te amo, Anahí Portilla. Não importava que eles estavam dentro do carro, parado em frente a casa dela, só importava que eles setiam a necessidade de se declarar um para o outro. Ainda se beijaram, não com desespero ou urgência. Mas intenso, longo, profundo, devagar. Anahí saiu do carro com o coração apertado, porque tudo o que queria era voltar para os braços de Alfonso de novo, e isso era recíproco. Ao colocar os pés em casa, Anahí já sabia o que viria e não demorou, assim que viu a filha chegar, Tisha começou a falar, gritar com a filha. Angelique saiu do quarto ao ouvir os gritos da mãe e já sabia o que viria. Henrique só teve tempo de fechar o chuveiro e pegar a toalha. Tisha: Olha como você vem se comportando? Está largada agora? Dorme fora, é festas, bares, onde passou a noite, Anahí? Para de agir como uma qualquer. Gritou furiosa e Anahí sentiu o coração doer com as ofensas da mãe. Angelique: Mãe, por favor, não fale assim. Pediu ao ver como a irmã estava sendo magoada, nem com ela que aprontou todas a mãe havia falado daquele jeito. Anahí: Qual o seu problema comigo? Eu nunca te dei motivos para falar dessa forma comigo. Eu avisei onde estava, o meu pai sabia onde eu estava, não estava largada, não estava agindo como uma qualquer. Tisha: Como não? Dormindo fora? Passando o dia inteiro na rua, voltando só no domingo, fala, Anahí, tem homem no meio? É isso? É por isso que você está agindo como uma vagabunda? Falou no auge da sua irritação e aquilo feriu Anahí. Henrique chegou na sala naquele momento. Henrique: Tisha! Falou e o olhar duro e gélido já dizia por si só. - Chega! Tisha: Chega? Eu não quero que ela apareça grávida, eu errei com a Angelique, não vou errar com a Anahí também. Henrique: Elas são pessoas diferentes, com princípios diferentes, deveria saber disso. Nem eu, tratei a Angelique dessa forma, não vou permitir que chame minha filha de vagabunda. Não quero que você ofenda nenhuma das minhas filhas. Tisha: Você sempre me acusou de proteger a Angel e olha só o que está fazendo, está protegendo a Anahí. Henrique: Não estou protegendo, estou falando de fatos. Eu sei, sempre soube onde minha filha estava e com quem estava. Para de cobrar uma coisa que você não tem direito. Ela me avisou e eu não te contei, porque não quis. Ela tem o dinheiro dela, é maior de idade, ajuda nas despesas da casa, deixa a garota sair um pouco. O que você queria? Que ela ficasse dentro de cabeça te ajudando com as coisas? Quantas vezes ela fez isso, quantas vezes ela te ajudava nas encomendas, deixando de sair, e ao invés de você dá uma parte do lucro a ela que estava desempregada, você dava a Angelique, para gastar em festas e bebidas, não seja incoerente, não seja hipócrita, não seja o tipo de pessoa que vai me fazer te odiar. Você pode ser minha esposa e mãe das minhas filhas, mas não me faça perder por você o pouco da admiração que ainda tenho. Disse irritado, ofegante. Anahí percebeu que a discussão iria mais longe, isso se ela não visse o pai levar a mão ao peito e gemer de dor. Angelique amparou o pai e Anahí se aproximou nervosa. As duas o ajudaram a deitar no sofá. Anahí: Pai! Gritou nervosa. Henrique: Ai! Eu...eu...disse gemendo de dor. As filhas já tinham os olhos cheios de lágrimas e Tisha a culpa. Angelique: Ele está infartando, Annie. Disse ao ver o pai passar m*l e não sabe o que fazer, o nervosismo era tão grande, que a paralisou. Anahí ligou para úncia pessoa que poderia as ajudar naquele momento. Porque ela não tinha cabeça para isso. Alfonso recebeu a ligação de uma Anahí aos prantos que o pai dela estava infartando. Ele m*l tinha chegado no prédio, voltou ao carro e de lá ligou para a ambulância. Sabia que Anahí não estava com cabeça para pensar em nada e tomou todas providências necessário, inclusive ligando para o seu pai e pedindo um favor, não levaria Henrique para qualquer hospital, daria ao sogro o melhor tratamento possível. Quando estacionou enfrente a casa dela, viu uma Anahí desolada sendo amparada por Dulce que também chorava, uma Angelique aos prantos na calçada e um Tisha ao choro entrando na ambulância. Vizinhos olhando apreensivos. Henrique na maca sendo locado na ambulância. Anahí: Poncho, meu pai! Disse chorando assim que se jogou nos braços dele. Ele a amparou, a abraçou. Alfonso: Ele vai ficar bem, meu amor. Disse tentando consolar. Tudo isso sob os olhos atentos de uma Tisha que a última coisa que viu foi Alfonso beijar a cabeça da filha, e Anahí o agarrar como se fosse uma tábua de salvação e assim as portas da ambulância se fecharam.
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