Capítulo Quarenta

1359 Palavras
Anahí jamais iria imaginar que logo na primeira noite fora de casa aconteceria tudo aquilo, ainda ouvia Dulce contar exatamente tudo o que tinha acontecido. m*l acreditava que o dia que tinha amanhecido tão bom, com ela e Alfonso em várias posições e brincadeira, teriam um fim de tarde como aquele, preocupada com o pai. Dulce pensou muito antes de ligar e contar a Anahí, sabia que aquilo estragaria o dia dela, mas não poderia deixar Henrique sozinho com Angel e Tisha, faltava muito pouco para que ele perdesse a calma, e ela não poderia continuar lá senão seria capaz de socar mais uma vez a cara da irmã de Anahí. Quando Alfonso saiu do banheiro enrolado com uma toalha na cintura, viu uma Anahí muito séria sentada na beirada cama com o celular na orelha enrolada no lençol, tinha ficado um tempo esperando por ela no banho, como ela não foi, resolveu tomar sozinho, mas ao vê-la daquele jeito sabia que algo tinha acontecido. Anahí: Tudo bem, Dul. Obrigada por ter ficado ontem e por me avisar. Anahí encarou Alfonso. Suspirou ao ver que tinha perdido o banho com ele. Alfonso: O que foi? Aconteceu alguma coisa? Perguntou se aproximando dela. Anahí: Me abraça? Ela não precisou pedir duas vezes. Com um passo os dois já estavam colados, o lençol que a cobria foi ao chão. E aquela aproximação poderia servir como um estímulo a excitação isso se ambos não estivessem tensos e preocupados como estavam. Ele preocupado e ela angustiada. Alfonso: Desabafe. Você sabe que pode me contar o que for. Ela o abraçou mais forte. Anahí: Ficar com você, passar o tempo ao seu lado tem sido os únicos momentos felizes que tenho tido. Confessou e como tinha sido difícil falar aquilo em voz alta. Alfonso: Eu fico triste e feliz ao mesmo tempo. Triste por perceber que tem carregado o mundo nas costas e feliz por poder melhorar seus dias nem que seja um pouquinho. Anahí: No início eu tinha muito receio sobre a gente. Achava quer era só sexo, só atração, mas você foi quebrando minhas barreiras, foi me fazendo sentir especial, me mostrou um lado seu que eu não conhecia. Obrigada por não ter desistido de mim, por não deixar que a idade atrapalhasse isso que estamos vivendo. Alfonso: Ei! Não me agradeça. Você que foi a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo. Eu estou aqui para você, se quiser dividir seus problemas, seus medos, eu sempre estarei aqui. Anahí: Minha irmã chegou bêbada em casa, mais uma vez, só que dessa vez, aconteceu briga entre ela e a Dulce e até meus pais ficaram no meio. Eu fico muito preocupada com a saúde dele. Ele ouviu o desabafo dela compreensivo. Alfonso: Sinto muito pela sua irmã ser assim, mas um dia ela vai perceber todo o m*l quem vem causando a você e com o tempo ela vai amadurecer e tudo isso vai passar. Anahí: Mas tenho medo do que pode acontecer até esse dia chegar. Alfonso: Bom, isso não depende de você. Então não se culpe, e não coloque a responsabilidade pra si. Eu sei que você tem medo de perder o seu pai, todos nós temos medo de perder alguém, mas não pense só nisso, viva ao máximo, passe o máximo de tempo ao lado dele, faça tudo que estiver aí seu alcance, viva o presente, não pense na doença dele, não deixe que o medo roube os momentos incriveis que você pode ter ao lado dele. Anahí: Eu tento, mas é inevitável..Agora sinto que o casamento dos meus pais está por um fio e eu não sei como isso pode mudar as coisas, não sei se é bom ou r**m. Alfonso: É como eu disse não traga a responsabilidade pra si. Isso é um problema deles e deixe que o tempo mostre como tudo vai ficar e viva o hoje. Pense mais em você. Faça a sua parte o que tiver ao seu alcance, mas lembre-se que você não é a responsável por eles e nem pela vida deles. Você pode os ajudar, os respeitar e trazer momentos felizes, mas tem coisas na vida que só dependem das decisões que cada um toma pra si. Anahí: Não sei o que faria agora se você não estivesse comigo. Alfonso: Acho que por isso que nossos caminhos se cruzaram. Você me traz a leveza que eu preciso e eu a paz que você precisa. Ela sorriu. Anahí: E pensar que quase dispensei tudo isso. Brincou e eles riram. O bom era que o clima nunca ficava estranho, tenso ou pesado. Alfonso fez Anahí comer antes de levá-la para casa. Claro que queria passar mais tempo com ela e mais uma noite, mas entendia que ela precisava voltar, só esperava que ela ficasse bem ao voltar para casa. Ele estacionou o carro em frente ao portão da casa dela. Alfonso: Lembre-se do que falei, nada de se culpar e não deixe que ninguém a faca se sentir assim. Anahí: Vou lembrar, me manda mensagem quando chegar? Alfonso: Mando. Eu vou jantar com meus pais e a Mel. Te mando mensagem quando chegar lá. E você me mantenha informado de como você está. Ela assentiu. Anahí: Vou sentir saudades de dormir abraçada a você.. Alfonso: Eu também, amor. Ela sorriu. Os dois trocaram mais alguns beijos e carícias antes dele finalmente dá partida no carro. Anahí só não esperava ver Angelique se aproximar com as sacolas do supermercado.. Angelique: Sua amiga veio te trazer de novo? Perguntou se lembrando do carro da outra noite. Anahí: Sim. Angelique: Engraçado, você disse que dormiria na casa de uma amiga da faculdade, mas quem te trouxe foi sua amiga do trabalho. Concluiu fazendo Anahí engolir a seco. - Eu poderia jurar que tive a impressão de que era um homem no volante. Anahí: Está errada. Não tinha homem nenhum, pare de ficar imaginando coisas só porque tem a cabeça suja. Disse dando as costas a irmã e entrado em casa. Angel: Sei. Você não me engana, irmãzinha, pode não ter tantos namorados, mas santa não é. Disse a si mesmo. Sabendo que a irmã não a escutava mais. Anahí viu a mãe fritando os salgados que eram encomendas e o pai na sala, desejou boa noite aos dois e seguiu para o quarto deixar suas coisas. Só deixou as coisas lá e voltou para dar atenção ao pai. Tisha: Como foi na casa da amiga? Anahí: Foi bem. Jantando juntas, jogamos, conversamos bastante. Se limitou a dizer. Tisha: Valeu a pena então nós deixar aqui para fazer isso? Anahí respirou fundo e Tisha se retirou ao ser repreendida pelo marido com o olhar. Henrique: Não dê importância. Anahí: Estou tentando, mas está difícil. Não quero falar disso. Quero falar do senhor. Está bem?. Enrique: A Dulce te ligou né? Anahí assentiu. - Eu disse que não precisava, estou bem, filha. Anahí: Não a culpe, nos preocupamos. Henrique: Eu sei, mas eu disse que estava bem. Anahí: Eu só precisava ver com meus próprios olhos. Henrique: Vem cá minha menina. Disse puxando a filha para recostar em seu peito. Henrique conhecia a filha e sabia que seus coração deveria estar sangrando com as coisas que Tisha vinha dizendo e ele daria todo seu colo para a confortar. - Sei que não se sente a vontade, mas quero conhecer o rapaz que fez minha filha se apaixonar. Ela sorriu. Anahí: Ele não é bem um rapaz. Mas tenho certeza que se darão muito bem. Henrique: Tenho certeza que sim. Sorriu e confortou a filha. De longe Angelique e Tisha observaram a cena. Angel: Mãe, a Annie desceu de um carrão quando chegou. Tive a impressão de ver um homem no volante, acho que ela está saindo com alguém. Deve ser um riquinho do trabalho. Tisha: Não diga besteira...A Annie apresentaria pra gente se estivesse com alguém. Angel: Talvez ela não saiba como contar que escolheu um cara rico. Insinuou. Tisha: Sua irmã não é disso. Angel: Não sei, ela tem mudado muito desde que começou a trabalhar nessa empresa de gente rica. Disse deixando Tisha pensativa.
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