O convite de Alfonso veio muito a calhar, principalmente, porque os dois dormindo abraçados em um sono bem tranquilo Anahí estava longe das confusões da sua casa, naquela madrugada fria e chuvosa.
Como prometido Dulce foi até a casa de Anahí, jantou com eles, ajudou Tisha e ficou até tarde jogando baralho com Henrique, os dois riam e conversavam, o clima era agradável e foi assim que foram se deitar, Dulce ficaria na cama de Anahí. E como de costume se despediu dos pais da amiga com um beijo no rosto. Eles só não contavam que Angelique chegaria aos gritos em plena três da madrugada debaixo de uma chuva forte e completamente bêbada. Dulce acordou irritada com a falta de noção daquela garota, e não era nem preciso dizer que os pais também acordaram assustados e preocupados, logo todos estavam do lado de fora, no quintal da casa com aquele frio e os corpos ainda quentes por estarem debaixo das cobertas e enquanto Angelique ainda agritava e socava o portão.
Tisha: Filha! Disse e se apressou para abrir o portão. - O que aconteceu? Perguntou preocupada com o estado de Angelique.
Angel: Min-mi-nha xaaave. Disse trocando as sílabas totalmente alcoolizada, o cheiro de bebida era tão forte que Henrique e Dulce taparam o nariz.
Tisha: Vamos entrar! Dulce balançou a cabeça. Era inacreditável que Tisha pudesse ser tão compreensiva com quem não merecia.
Angel: O..que...essssaaa galota faaz aqui? Disse embolado e encarou Dulce, que não deixou de empinar o nariz e encarar de volta.
Dulce: Ao contrário de você eu me preocupo com eles e estou aqui para ajudar Disse direta. Angelique bem que tentou avançar, mas acabou perdendo o equilíbrio e se não fosse por Tisha teria caído.
Angel: Sai! Sai daqui! Vai emboora! Gritou assustando a todos com a explosão.
Dulce: Você não manda em mim, sua ingrata. Disparou sem se importar com o que os pais de Anahí diriam, não iria ficar calada.
Tisha: Dulce, por favor! Pediu não querendo mais brigas entre as duas.
Dulce: Inacreditável.
Angel: Por...que..voxe não vai para sua caaaaazaaa...
Tisha: Chega! Vamos parar vocês duas. Angelique, filha, você precisa de um banho e um café forte.
Angel: Não..quee-ro...
Henrique: Não tem querer olha seu estado. Disse pela primeira vez depois de muito analisar o estado da filha.
Angel: Chaaaatoooo! Henrique revirou os olhos já tinha se acostumado com aquilo.
Henrique: posso ser chato ao seus olhos, mas não sou inconsequente como você.
Tisha: Henrique! Repreendeu.
Henrique: Para de ficar passando panos quentes para tudo que ela faz, é por isso que ela chegou a esse estado, porque você apoia.
Angelique: EU OOODEEIO VOXXESSSS.
Tisha: Não diga isso, filha. Vamos entrar e vai ficar tudo bem. Com a fala da esposa Henrique perdeu a paciência puxou Angelique pelos braços e a puxou porta a fora. Ela gritou, Tisha implorou para o marido soltar a filha. Dulce sorriu, estava cansada de ver Angelique aprontar todas e nunca ter punição nenhuma. Angelique trocava as pernas e gritava enquanto o pai a puxava pelos braços, se debateu ainda mais quando o pai a jogou no chuveiro com água fria.
Angelique: PARAAAA!
Henrique: Isso não é nem perto do que te aguarda amanhã. Você está bêbada demais para uma punição, mas amanhã a conversa será outra. E ai da sua mãe se se meter. Disse impaciente e irritado. Tisha chorava ao ver a filha naquele estado, não poderia se meter senão tiraria a autoridade do marido.
Quando Henrique saiu do quarto da filha deixou mãe e filha por lá. Encontrou com Dulce no corredor e ela estendeu a caneca a ele.
Dulce: Café forte. O entregou.
Henrique: Obrigado. Me desculpe por ter que presenciar isso.
Dulce: Está tudo bem, tio. Acho que eu teria feito pior. Disse sincera. Ele voltou para o quarto e se irritou ainda mais ao ver Tisha alisar os cabelos da filha, Angelique deitada com a cabeça apoiada no colo da mãe.
Henrique: Dê a sua filha. É café! Disse deixando a caneca em cima do criado mudo e saiu dali.
Tisha: Nossa, nossa filha. Corrigiu, mas ele já não estava mais ali para ouvir.
Tisha voltou para o quarto do casal quase meia hora depois, não foi preciso dizer que ele não a olhou nos olhos, não a abraçou na hora de deitar.
Tisha: Henrique... Tentou conversar.
Henrique: Eu não quero brigar ainda mais com você. Estou cansado de ver como você defende tudo o que a Angel faz. Estou farto e se não quiser que briguemos é melhor me deixar quieto. Disse se nem se virar para encara-la. - Estou cansado para viver assim, se Isis não mudar eu não vejo outra alternativa.
Tisha: O que quer dizer?
Henrique: Eu me separo de você, eu quero paz e viver na mesma casa com você e a Angel não me traz a tranquilidade que eu preciso. Disse já esgotando da vida que estava levando. Ela se calou, amava o marido, mas não o colocaria acima da filha, por hora ela resolveu se calar. Talvez, quando a noite terminasse e o dia chegasse aquela conversa séria esquecida.
Dulce ficou mais um pouco na sala até resolver ir se deitar, ao passar pelo corredor a porta do quarto de Angelique estava aberta, as duas se encararam.
Angel: Perdeu alguma coisa aqui? Enfrentou. Dulce só riu. - Do que está rindo? Está vendo alguma coisa engraçada ? Perguntou irritada.
Dulce: Coisa engraçada não, mas uma pessoa insuportável sim. Foi só questão de segundos para Angelique avançar e as duas estarem brigados. Dulce acertou um tapa no rosto e isso deixou Angelique ainda mais furiosa, coisas de segundos as duas se embolavam no corredor, entre puxões de cabelos, tapas, chutes e xingamentos. Tisha e Henrique saíram do quarto com o barulho e os xingamentos entre as duas. Tisha ficou chocada ao ver as duas se agredirem daquela forma.
Angel: Sua p*****a!
Dulce: Olha quem fala a garota mais fácil do bairro. Já deu para metade dele. Tisha pôs as mãos na boca. Henrique tentava separar as duas, mas a força que as duas faziam para se agredirem dificultava.
Angel: Você tem inveja de mim, sua m*l amada, até hoje não se conforma do Daniel ter ficado comigo e não com você.
Dulce: Aquela porcaria? Não fazia questão e também do jeito que se oferecia é claro que ele ia comer, só faltou esfregar essa b****a suja na cara dele.
Henrique: Não fique só olhando, me ajude aqui. Pediu a esposa que pareceu “acordar” e ajudar o marido.
Angel: Você me paga! Vai me pagar! Gritava sendo segurada lá mãe e Henrique segurava Dulce.
Dulce: Se enxerga, garota! Você ainda vai se arrepender de tudo o que está fazendo a sua família. Você não se importa com eles, muito menos com o seu pai, nem com a saúde dele. Um dia todos vão te odiar e vice ficar sozinha. A vida vai se encarregar de fazer você pagar por tudo que tem feito, você vai cair.
Angel: Sua praga não me atinge. Não sei como a Anahí te aguenta. Aliás as duas devem ser do mesmo nível. Disse venenosa, Dulce fez menção de avançar, mas não foi preciso Angelique sentiu o rosto arder e virar com violência. Encarou o pai com os olhos cheios de lágrimas.
Henrique: Você está na minha casa, não vou permitir que ofenda mais ninguém, muito menos a sua irmã. Não a compare com você.
Angel: Claro, tinha que proteger sua queridinha.
Henrique: Eu protejo quem merece e se ela é minha queridinha, foi porque alguém precisava dar a ela o que sua mãe negou, principalmente por estar ocupada demais passando a mão na sua cabeça. Dulce é como minha filha, é minha convidada e quero que a respeite se não pode fazer isso sugiro que procure um outro lugar para morar, assim poderá fazer o que bem entende da sua vida.
Foi naquele momento que Angelique percebeu que teria de ser mais rápida se quisesse mudar de vida. Se quisesse sair daquela casa e viver uma vida de luxo e riqueza como sempre desejou e não contando moedas ao final de cada mês.