🍀 CAPÍTULO 02😘

865 Palavras
🍀 CAPÍTULO 🍀02 A mulher foi jogada morta ao chão, deixando as outras completamente apavoradas. Mohan virou-se, olhando uma por uma. — Se eu souber que alguma de vocês também teve algo a ver com isso, o destino será igual… ou pior que o dela. Agora sumam na minha frente e levem essa coisa com vocês. Rapidamente, elas pegaram o corpo e saíram sem ousar olhar para trás. Mohan sentou-se à beira da cama. Pegou a mão fria e frágil de Lu Fei, acariciando-a enquanto observava o rosto pálido do homem. — Você não pode morrer… ainda não. Eu não disse tudo o que sinto por você… e ainda não fiz você pagar por todos os seus crimes. Lu Fei abriu os olhos lentamente, sentindo o corpo inteiro doer. — Acho que você não poderá mais se vingar de mim como gosta… sinto muito por não aguentar mais, meu pobre Mohan… Mohan franziu o cenho, sem saber o que fazer. — O lamentável aqui é você, não eu. E eu não permitirei que morra. Você só pode morrer quando eu disser que pode. Está me entendendo, Lu Fei? Lu Fei sorriu gentilmente e tocou o rosto dele. Uma única lágrima escorreu pelo canto de seus olhos. — Eu fiz tudo o que pude para te proteger… até me sujeitei às suas crueldades. Lamento não poder fazer mais por você. Só peço que se arrependa das suas maldades… e que não machuque mais ninguém. Viva o resto da sua vida em paz… meu pobre Mohan. Irritado, Mohan jogou a mão sobre a cama e segurou seu pescoço frágil. — Você não pode morrer. Eu não permito! Lu Fei olhou profundamente dentro dos olhos dele. E, com um último sorriso suave… fechou os olhos para sempre. Mohan ficou imóvel, encarando o corpo sem vida, incapaz de reagir. Horas passaram. Todo o pico permanecia em silêncio. Ninguém ousava mencionar o sepultamento do mestre Lu Fei. Mohan saiu do pavilhão carregando o corpo nos braços. Caminhou até o salão principal e colocou-o sobre um grande altar rodeado de flores. Sentou-se ao lado, cercado por jarras de vinho. — Eu não permiti que você fugisse de mim, meu cãozinho… Você é meu. Fui o primeiro… e serei o último… mesmo depois da morte. Bebia e ria como um louco. De repente, um homem entrou correndo, a túnica manchada de sangue, e caiu de joelhos. — Meu lorde! Estamos sob ataque! As seitas remanescentes se aliaram ao jovem mestre Shan! Mohan bebeu mais um gole, deixando o vinho escorrer pelo canto da boca. — Parece que o seu querido finalmente criou coragem para vir me enfrentar… tentar tirá-lo de mim… E riu novamente. Logo, alguns homens foram arremessados para dentro do salão. Em seguida, Shan entrou — cabelos presos no alto da cabeça, vestes brancas com detalhes azuis, espada apontada para o chão. Ao ver o corpo do mestre sobre o altar, correu até ele, ignorando Mohan largado no chão. Ao ver Lu Fei magro, pálido e sem vida, as lágrimas começaram a cair. Mohan riu. — Você chegou tarde demais. Eu tirei tudo dele. Sua dignidade. Suas virtudes. Até sua postura arrogante. Shan fechou os punhos e avançou, derrubando Mohan no chão. Socou seu rosto até os próprios dedos sangrarem. — Você nunca o mereceu! Foi apenas um carrasco! Um monstro! Ele fez tudo por você! E o que recebeu? Sofrimento! Mesmo sangrando, Mohan ainda sorria. — Ele me amou? Por favor, Shan. O que recebi foram castigos, surras e treinamento forçado. Nunca um carinho. Isso ele dava a você e aos outros. Shan o levantou com força e o arrastou até o altar. — Está vendo este homem? Ele era quem o defendia dos líderes da seita! Era quem o levava escondido para o pavilhão quando você voltava bêbado dos bordéis! Era quem costurava suas roupas até furar os próprios dedos! Quem queimava as mãos tentando fazer a comida que você gostava! Quem ficava noites acordado quando você adoecia! Quem se deixou ser preso para que você não caísse numa armadilha! Shan chorava enquanto gritava. — Ele se mantinha frio com todos porque precisava protegê-lo! Não gostava de comida quente, não comia nada apimentado, tinha paladar infantil, preferia doces… odiava legumes e carne! Eu sempre precisava insistir para que comesse direito! Ele não era sem coração! Só você não enxergou isso, seu maldito! E o golpeou mais uma vez. Mohan afastou-se, segurando a cabeça. — Mentira… é mentira… Memórias começaram a surgir. Pequenos gestos. Pequenos detalhes. Olhou para o corpo do mestre, atordoado. — Diga que isso é mentira… não pode ser verdade… Shan pegou o corpo de Lu Fei nos braços. — Nem em mil vidas você será perdoado. E saiu. Do lado de fora, descia a enorme escadaria com o corpo do mestre, seguido por líderes de seitas e discípulos. Dentro do salão, Mohan caiu de joelhos. A culpa começou a corroer seu peito. Em vez de lágrimas comuns, sangue escorreu de seus olhos. Sua energia espiritual saiu do controle. Armas espirituais começaram a flutuar ao redor dele. Em um grito dilacerante, rasgou as próprias vestes. E suas próprias armas atravessaram seu corpo. 🌑 Fim deste arco.
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