🍀 CAPÍTULO 03🍀

594 Palavras
🍀3 CAPÍTULO 🍀03 O ClĂŁ das Nuvens estava tomado por expectativa. O torneio anual entre os discĂ­pulos finalmente começaria. No pavilhĂŁo silencioso, o mestre Lu Fei meditava quando a porta se abriu suavemente. Um homem de tĂșnica dourada, bigode bem aparado e fios grisalhos que apenas realçam seu charme entrou sorrindo, trazendo um cesto nas mĂŁos. — Ainda em meditação? — disse ele. — Por que insiste tanto nisso, meu amigo? Lu Fei abriu os olhos lentamente, adaptando-se Ă  luz. — Como estĂŁo os outros? O homem suspirou, revirando os olhos enquanto deixava o cesto sobre a mesa desorganizada, cheia de livros abertos. — Lu Fei
 quando vai aprender a cuidar de si primeiro? Seu pavilhĂŁo Ă© um caos. VocĂȘ vive se machucando e ainda age como se nada importasse. Lu Fei levantou-se com um leve mancar — o pĂ© ainda machucado. — Estou acostumado. AlĂ©m disso, tenho vocĂȘ para reclamar por mim. O homem cruzou os braços. — VocĂȘ precisa de uma companheira. NĂŁo entendo como consegue parecer tĂŁo impecĂĄvel diante da seita vivendo assim. Lu Fei apenas pegou um bolo do cesto e saiu para se banhar. Em outro pavilhĂŁo— — Seu folgado! Levanta logo! — Shan puxou o cobertor. — Vamos nos apresentar na arena. NĂŁo podemos desapontar o mestre depois de tudo o que ele fez! O tecido caiu. Mohan abriu os olhos. O quarto parecia
 diferente. Ele sentou-se devagar. Olhou as mĂŁos. Sem cicatrizes. Sem marcas de espada. Correu atĂ© o espelho. Seu rosto era jovem. Seu corpo, intacto. Shan parou atrĂĄs dele, confuso. — Sua bebedeira finalmente fritou seu cĂ©rebro? Mohan virou-se lentamente. — VocĂȘ
 estĂĄ no meu inferno tambĂ©m? — Inferno? — Shan colocou a mĂŁo na testa dele. — Eu nĂŁo fui para bordĂ©is como vocĂȘ, seu i****a! Mohan agarrou o braço dele. — Estamos no ClĂŁ das Nuvens? O mestre
 ainda estĂĄ vivo? Shan arregalou os olhos. — Claro que estĂĄ! E quase morreu selando a f***a espiritual enquanto vocĂȘ estava se divertindo! As palavras atingiram Mohan como lĂąminas. “Foi naquele dia
” O dia em que Lu Fei o carregou nas costas apĂłs ser jogado na escadaria como lixo. Sem esperar mais nada, Mohan saiu correndo. Entre bambus que dançavam ao vento, Lu Fei caminhava ao lado do lĂ­der Xiao. — Quem vocĂȘ acha que terĂĄ os melhores discĂ­pulos este ano? — perguntou Xiao. — NĂŁo importa quem vença — respondeu Lu Fei serenamente. — Importa se aprenderam verdadeiramente o que lhes foi ensinado. Xiao sorriu de lado. — Como alguĂ©m tĂŁo jovem pode ser tĂŁo sĂĄbio? — Ou talvez vocĂȘ esteja ficando velho. Foi entĂŁo que passos apressados ecoaram. Mohan parou diante deles, ofegante. Seus olhos tremeram ao ver Lu Fei vivo. — Mestre
 vocĂȘ estĂĄ bem? Lu Fei o encarou friamente. — O que estĂĄ fazendo aqui? NĂŁo deveria estar na arena? As lĂĄgrimas jĂĄ escorriam pelo rosto de Mohan. — Me perdoe
 por tudo
 Lu Fei franziu o cenho. — VocĂȘ fez algo errado? Mohan caiu de joelhos. — Eu sou um monstro
 nĂŁo mereço vocĂȘ
 Lu Fei aproximou-se e tocou levemente sua cabeça. — Se seu arrependimento for sincero, qualquer erro pode ser corrigido. Mas nĂŁo repita os mesmos pecados. Redima-se com açÔes. Mohan agarrou a perna do mestre, chorando. Xiao o puxou. — JĂĄ chega. VocĂȘ sabe que ele nĂŁo gosta de contato fĂ­sico. Lu Fei afastou-se. — VĂĄ para a arena. Enquanto via o mestre se afastar, Mohan fechou os punhos atĂ© sangrarem. — Nesta segunda vida
 eu vou protegĂȘ-lo. Nem que isso me custe tudo.
Leitura gratuita para novos usuĂĄrios
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR