(POV DE JÚLIA MONTSERRAT) O corredor vazio fedia a cera barata e ao silêncio sufocante que antecede um ataque. Era hora do almoço. Os gritos das crianças estavam abafados pelas portas duplas do refeitório, deixando as alas das salas de aula em um isolamento fantasmagórico. Eu caminhava devagar, a prancheta de presença apertada contra o peito. Então, o som ecoou. Passos. Secos e pesados contra o piso de linóleo. Atrás de mim. Meu sangue congelou nas veias. Parei de respirar no mesmo instante. Virei o pescoço tão rápido que a minha cervical estalou, mas o corredor estava completamente vazio. Apenas armários de metal e sombras. O coração disparou, martelando contra as minhas costelas como um pássaro em pânico. A lembrança do mascarado na mansão Leone invadiu minha mente. Sinto tod

