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3085 Palavras
Lorena narrando — Com açúcar? — Sem, por favor , eu não como nada que tenha açúcar. — Como consegue? – a Joana pergunta – nossa eu amo um doce. — Na verdade, acostumei assim, desde criança cheia de regras. — Nossa, mas nada de docê? – Patricia pergunta — Não. Meu pai sempre me criou com muitas regras, alimentação saudável. — Você não come um brigadeiro, sorvete? – eu n**o – um açaí com leite ninho? — O que é isso? — O que? — Açai com leite ninho? — Você não sabe o que é? — Não – eu falo rindo — Bom, aqui a gente tem pão normal, margarina, queijo, mortadela, uma geleia – ela fala me entregando. — E qual delas é light? — Nenhuma – a Patricia fala – você come ovo? Posso fazer sme azeite nada. — Sim, obrigada. Joana me encara o tempo todo e eu olhava para ela e sorria, Patricia prepara o ovo e me entrega. — Obrigada – eu respondo – a senhora é muito gentil. Eu como aquele ovo que estava uma delicia, não era o mesmo que a minha governanta preparava, mas era gostoso. — Será que alguém me leva até a boca? — VocÊ vai assim? – Joana pergunta — Eu não trouxe roupas. — Eu te empresto. — Obrigada. A gente sobe até o quarto dela que era rosa e cheio de poster para tudo que era lado. — Acho que alguma dessas deve te servir – ela começa a colocar algumas roupas em cima da cama bem coloridas. — Preta, tem alguma coisa? — Preta? – ela pergunta — É, eu só uso roupas pretas. — Entendi – ela fala – eu tenho uma calça – ela me entrega e eu pego no tecido vendo que era um tecido horrível. — Pode ser, eu fico com a camisa dele mesmo – eu falo sorrindo – obrigada. — De nada – ela fala – tem uma loja aqui, podemos passar la comprar roupas. — Posso pedir de alguma loja e mandar entregar aqui,? — Posso buscar para você. — Ótimo – eu falo sorrindo — Você quer um calçado também? — Eu tenho um salto. — Vai usar salto no morro? — Eu vou – eu falo — Usa um chinelo. — Chinelo? – eu falo – que nem esses? – eu pergunto apontando para o pé dela. — Sim – eu arregalo olho — Eu vou com meu salto. Eu vou até o quarto de Marcos, coloco a calça que ela me emprestou que tinha servido, a camisa dele e o meu salto preto, e saio com Joana para descer até a boca, todo mundo olhava para nós. — Você é famosa aqui que está todo mundo nos olhando? — Eles estão olhando você. — Eu? – eu pergunto – será que eles me conhece das revistas? — Acho que é a forma que você está vestida — Estou horrível, eu sei – eu falo Uma dificuldade para descer até a boca, essas ruas todas desniveladas, quando chegamos, eu entro e Marcos está conversando com um homem lá. — Mosca, você me dar licença – ele fala me encarando. — Você pediu para eu vir, mas deveria investir em uma estrada descente, uma escada rolante, um elevador qualquer coisa, vou ter que subir de volta a pé tudo aquilo. — Pode subir na garupa de uma moto. — Moto? Eu andar em uma moto? — É sério que você está de salto alto? – ele pergunta — Sim, estou de salto alto – ele começa a rir – bom, vamos conversar porque depois sua irmã vai buscar umas roupas em uma loja. — Não – ele fala – fora do morro, não. — Sim, eu preciso de roupas. — E vai pagar como? — Meus cartões – ele começa a rir — Ah, isso usa os cartões que o teu pai te acha rapidinho – ele fala e eu o encaro. – compra no morro, eu anoto e você fica me devendo. Capitulo 30 Marcos narrando — Se eu vou ficar te devendo aqui, eu posso te dever lá fora da mesma forma – eu olho para ele. — Só que eu valorizo o comercio do meu morro. — Você não pode fazer isso. — Deveria ter pensado em vir com grana viva. — Como iria tirar dinheiro aqui? — Isso já não é problema meu. — Eu posso conseguir dinheiro sozinha. — Pode como? Sem seu pai saber? – eu pergunto — Vamos falar sobre como vamos fazer para atingir nossos objetivos. — Comece me contando tudo – ela me olha — Tudo o que? — Tudo sobre os seus negócio? Que você por fora.; — Eu já disse, quando eu tinha 20 anos de idade eu comecei com meu namorado na época uma rede diz de tráfico de drogas, que infelizmente não é forte por causa da máfia, porque qualquer coisa que atrapalhasse os planos deles, eles iriam atrás. — Onde é que vocês distribui? — Istambul – ela responde — Istambul, a maior rede de tráfico de pessoas está lá, você sabia? — Eu sei mas eu não mexo com essas coisas – ela fala firme. — Ninguém dentro das favelas concorda com isso, tráfico de pessoas é um crime severo para nós. — Eu sei, eu jamais faria uma coisa dessa, brincar com ser humano, com vidas dessa forma, é algo tão asqueroso, até porque eu fui obrigada a me casar, a ter a minha comandada, porque eu iria fazer isso com outras pessoas? Aceitar que fizesse? — E seu sóocio? — Carlos, é do bem – ela fala – me ajuda no tráfico de drogas, a conquistar clientes e é com isso que ele trabalha também, meu nome não pode aparecer mas sou que dou todo suporte, foi com a minha grana que tudo começou, minhas ideias e meus pensamentos.. Você sabe que precisa de drogas boas e de qualidade e principalmente baratas, as drogas feitas no Brasil não são da mesma qualidade que a nossa e nem o mesmo preço, são muito mais caras, por isso está desesperado em pegar clientes, você pega as minhas drogas, eu trago para você e você repassa como as suas. — E eu vou provar como que essas drogas são minhas? — Monta um laboratório falso Marcos – ela fala – você tem espaço e lugar para isso, de um tempo de um mês meio, dois e começa a distribuir, ninguém da facção vai desconfiar que está pegando de fora, os caminhões que chegarem são suporte de material, embalados e bem embalados. — E o que eu faço com o negocio que eu fechei com a máfia do seu pai? — Até eles começarem a te mandar vai demorar algumas semanas, Alexandre cuida dessa parte e ele não faz estoque, o erro dele, o erro que faz ele perder muitos clientes, ele te deu um praz, não deu? — Deu – eu respondo — Então – ela dar de ombros – essa idéia ele não quis pegar minha. — Então você está me falando que não mexe com tráfico de pessoas? — Eu não mexo e eu posso afirmar isso. — Se caso eu descobrir que você mentiu, a sentença dentro do meu morro, é a morte. — Você quer me ameaçar? - ela pergunta — Eu quero que vocês eja sincer.a — E eu estou sendo, você precisa de mim e eu de você, então vamos parar com essas brigas bobas e de crianças – ela fala se levantando da cadeira – eu estou no seu morro, vivendo como você quer que eu viva, agora cumpra sua palavra. — Sim, senhora madame – eu a respondo e ela me encara. Capitulo 31 Lorena narrando Joana me leva até uma loja de roupa que tinha no morro, na verdade era várias uma do lado da outra. — Joana – uma moça que deveria ter idade dela fala. – quem é? — Essa é Lorena uma amiga da família. — Oi – eu respondo — Olá – ela fala – Meu nome é Rafaela. — Prazer – eu falo olhando as roupas todas penduradas e cheias de poeiras. – é aqui que vou encontrar roupa? — Aqui é uma loja de roupa, roupa tudo que é lado – ela fala sorrindo — Mas, não é esse tipo de roupa que eu procuro. — Como você procura? — Algo mais chick? — Eu tenho um perfeirto – ela fala mexendo nas araras – aqui, ultima moda em Paris, igualzinho a da Louis Vitton – eu começo a rir — Isso é da moda de Paris? – eu olho para ela – não, isso não é da moda de Paris. Isso aqui sei lá, é algo que alguém patético inventou. — Eu gosto – Joana fala – de vestidos assim, acho lindo. Pode não fazer o seu estilo – eu as encaro. — Perdão – eu falo – não é isso que eu visto. — Bom, talvez aqui não seja o lugar que você vai encontrar as roupas que você quer usar – Rafaela fala. – Até porque aqui são bem melhores que o estilo que você está vestindo no momento. — Essas roupas não são minhas. — Você deveria era procurar educação – Rafaela fala. — Rafa, melhor não discutir – Joana fala — Porque não? – Rafaela pergunta – porque ela veio sei lá de onde e se acha melhor que a gente. — Eu não me acho melhor que ninguém, só que eu entendo de moda e as roupas que tem nessa loja, não são da moda e elas são todas ridículas. — VocÊ deveria ter vergonha de vir na minha loja me ofender – ela fala – volta para sua moda sua velha. — Velha? – eu olho para ela rindo – você me chamou de que? — Velha – ela fala – você tem o que? 35,40 anos; — Cala boca e você nunca mais me chame de velha, você não sabe com quem está falando. — Ah tá bom tia. — Vamos embora – Joana fala me pegando pelo braço. — Você vai se arrepender de me chamar de velha. — Está me ameaçando tia? Ameaçando adolescente? – ela fala rindo — Velha é a sua mãe – eu olho para ela – fica você com essas roupas esquisitas e ridículas que você vende, sua cafona. — Vai embora daqui oh tia – ela grita e Joana me leva para fora. Eu saio furiosa de dentro da loja. — Quem ela pensa que é para me chamar de velha e me chamar de tia, garota insuportável. — Você ofendeu também as roupas – ela fala – e aqui todo mundo se veste assim. — Eu preciso achar roupas do meu estilo, gucci, prada , zara , meu Deus - eu falo nervosa - deveria ter fugido com a minha mala – eu digo nervosa. – eu já sei. — O que você vai fazer? — Uma ligação. – eu pego meu celular e ligo para Marcela. — Oi – ela fala – onde você está? Estgou preocupada com você, no Mexico seu rosto está em todos os lugares como desaparecida. — Eles fizeram isso? — Sequestro no Brasil – ela fala — Meu Deus esses filhos da mãe – eu digo nervos — Onde você tá ? — Eu preciso de um favor, preciso que me compre roupas e mande entregar no morro da rocinha. — Onde? — Morro da rocinha – Joana me encara — Sério isso? — Eu preciso de roupas, por favor, você sabe o meu estilo compre todo o estoque das lojas preferidas e mande entregar ainda hoje. — Vou fazer isso – ela fala — Depois eu te ligo para a gente conversar melhor. — As coisas estão fluindo bem, Carlos me passou tudo que eu preciso fazer, conseguimos leiloar 3 garotas por meio milhão de dólar cada uma – eu abro um sorriso. — Perfeito, eu amo vocês dois. — Eu vou mandar as roupas, fica de olho ai. — Obrigada – eu falo desligando – eu consegui, vão entregar lá embaixo, você fica de olho para mim por favor? — Sim, fico sim. Fica tranquila, meu irmão não vai pegar suas roupas – ela fala rindo. Eu comemoro por dentro a venda das garotas, cada leilão os preços eram mais altos e isso significava que a gente estava levando garotas no gosto dos empresários e clientes que vão até lá. Eu preciso cuidar muito em falar sobre esse assunto até mesmo no celular, já que Marcos me deu um ultimato e foi bem claro, eu só precisava da ajuda dele para acabar com meu pai e Alexandre, e seria depois de ajudar ele a montar o laboratório aqui, sair como quem produz e passar para os outros morros que eu iria sganhar a confiança dele para isso. Capitulo 32 Lorena narrando Após chegar as minhas roupas, sapatos, maquiagens, perfumes, tudo que eu precisava , eu tomo um banho e coloco as minhas roupas, coloco um macacão preto com decote nos p****s e um salto alto preto, arrumo o delineador e passo o batom vermelho, Marcos entra no quarto. — O que é isso no meu quarto? – ele pergunta – que bagunça é essa? — São as minhas coisas que eu pedi para uma pessoa de confiança mandar para cá. — Você é louca? E se eles descobrirem? — São tudo novo – eu falo — E onde você vai? — Ué, jantar. — Onde? — Lá embaixo. — Desse jeito? – ele pergunta me encarando — Sim, é minha roupa – ele passa a mão pela cabeça. — Esse é meu quarto. — Eu estou aqui, você vai dormir onde? — Aqui – ele fala — Comigo? — É claro, esse é meu quarto e não seu. — Eu preciso de um lugar para guardar as minhas roupas, onde é o closet aqui? — Não tem closet, só guarda roupa e não tem lugar para suas coisas – ele fala apontando o guarda roupa – no mínimo de uma casa para você guardar todas essas coisas. — Não posso deixar minhas roupas caras, assim – eu olho para ele. — Eu não tenho quarto de hospedes, você vai dormir aqui ou no sofá. — Você dorme no sofá, obvio – eu falo e ele começa a rir. — Não – ele fala – eu vou tomar um banho , tentar me mexer no meu quarto com tudo isso de sacola. Ele sai e eu desço para jantar, é quando vejo o irmão mais novo de Marcos. — VocÊ vai onde? – Joana pergunta — Porque todo mundo tá perguntando onde eu vou? — É que você está arrumada – Th fala – achei que você não iria sair do morro. — Mas eu não vou – eu falo – eu vim jantar. — Assim? – Joana pergunta — É a minha roupa – eu falo — De usar em casa? — Sim – eu respondo Eles se encaram e começam a rir e eu fico sem entender. — Por favor Th e Joana – Patricia fala – ela é acostumada assim, do mesmo jeito que ela é super estranha para vocês, vocês também são para ela. — Obrigada. — Você está linda Lorena. — A senhora também – eu respondo. Marcos desce e me encara e não diz nada, eu fico ali parada observando eles, depois todo mundo se reúne para jantar e tudo era bem diferente da minha realidade, estava me sentindo muito perdida nesse lugar. O tempo todo eu respirava fundo e pensava em meu objetivo, que era matar Alexandre e o meu pai, a tia dele coloca a comida na mesa junto de Joana. — Eu fiz bastante salada e frango grelhado na manteiga que eu comprei, acredito que você deve comer. — Obrigada, eu como sim. — Fazendo comida separada , porque? – Marcos pergunta. — Não é separada, só estou fazendo um agrado. – a tia dele fala — Ela vai comer o que tem na mesa, o que comemos.. — Para de ser desagradável – Joana fala para ele. — Tudo bem, eu como o que vocês vão comer – eu falo – se é isso que ele quer. — Fica tranquila – Patricia fala. A gente come e quando a gente termina. — Aqui cada um lava a louça uma noite, hoje é você. — Lavar louça? – eu pergunto para Marcos. — Sim, a louça é sua. — E como lava uma louça? — Você não sabe lavar uma louça c*****o? – Th pergunta – é sério isso, você faz o que? Nada? — Na minha casa existe uma coisa que abre, enfia dentro e lava – eu falo — Uma lavadora? – Joana pergunta – e você sabe mexere nela? — Não, quem fazia isso era os empregados. — E se não tivesse empregado? — Ah, sempre tem empregado , 24h – eu respondo. — Ensina ela a lavar louça Joana – Marcos fala. — Marcos – a tia dele fala. — Ensina – ele fala – ela vai ficar aqui, ela tem que aprender a se virar. — Porque está fazendo isso? – eu pergunto para ele – você não para de pegar no meu pé. — Você é m*l educada com os moradores do meu morro e vai aprender na marra a ter respeito por todos. – ele fala se levantando e saindo. — Outro dia você lava – Joana fala – eu lavo hoje. Eu me levanto e vou atrás dele e ele tinha saído de dentro da casa e começou a descer o morro. — Marcos, espera – eu falo – me espera – eu tento andar naquelas ruas desniveladas, nem dava para chamar de rua – Marcos! – eu grito e ele para se virando e tood mundo olhando, meu salto pega em um buraco e eu caio por cima dele, rolando por tudo – meu pé , meu pé – eu digo nervosa e chorando – tá doendo muito. — Anda levanta. — Eu não consigo levantar seu ogro. — Levanta – ele fala nervoso. — Eu já disse que eu machuquei meu pé – eu olho para ele – você é cego? – ele respira fundo e me pega no colo – me larga, você tá louco. — Cala boca garota.
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