Capítulo 5

757 Palavras
- Você estava chorando, precisava te distrair um pouco... E também eu não queria ir para aaula você mesma viu eu estava jogado no meio do corredor. Comecei a rir. - Você tem uma forma única de distrair uma pessoa triste. - Bem, todos temos nossos lados - ele disse sorrindo. - Obrigada, por isso. Mas e agora que chegamos vai ter que enfrentar a sua aula? - Pois é, sempre temos que enfrentar que nos incomoda se não isso vai tomar conta de nós, e você sabe que eu não estou falando especificamente da aula, né? Assenti. - E ai Zec? – Levei um susto ao escutar a voz do Adam atrás de mim. Esse garoto não desgruda mesmo. - E ai Adam? Espera, eles se conhecem? - Poxa cara, esperei que você já tivesse caído  fora daqui, esse colégio é um saco. - Todos são, mas as vezes você pode conhecer alguém que ilumine o seu dia – Zec falou olhando para mim. - Pois é, eu encontrei a Milena ela realmente está fazendo esse meu primeiro dia de aula passar bem rápido. E o meu bem mais devagar. - Eu estou indo para a sala, feliz reencontro para vocês... Tentei sair daquela situação estranha, mas senti o Adam me puxar pela cintura e sem querer meu rosto corou, tentei me afastar mas, ele era muito forte. - Então, ela é a sua luz? – Perguntou Ezequiel, não sei - Eu não sou a luz de ninguém. Se me dão licença eu quero voltar à sala. E você - olhei para Adam - teria que vir também. - É só dizer que quer minha companhia. Ezequiel ri da nossa situação e então olho para ele. - Tchau Adam e tchau Mi, nos vemos por aí, estou indo enfrentar a temível aula de química. Ele falou e piscou para mim. Como se me dissesse que era hora de enfrentar esse meu mais novo problema. - Então vamos - falou a criatura suprema, mas, quando eu o olhei para responder vi que estava com cara de bravo. - Vamos – Falei positivamente, para ver se ele sorria. Ele sorriu. Eu sei, eu sei não deveria querer que ele sorria, mas não gosto de ver pessoas tristes. - As damas na frente – agora seu sorriso era grande demais e a culpa é completamente minha. Eu sabia o que ele queria, pelo menos eu acho. O uniforme das garotas é uma saia um tanto curta na minha opinião com uma camisa social e blazer, os garotos amam isso, mas por outro lado, eu odeio. - Pode ir você na frente – falei. - Imagina, eu tenho que ser educado. - Você? Educado? - Para tudo se tem um começo – ele falou sorrindo. - Ai Adam, se você é mesmo educado vá na frente por favor. - Já que insiste - ele foi caminhando em direção a sala - chegamos. - Bate na porta e pede licença - ele fez o que pedi. A sala inteira olha para nós, com risinhos e palavras. A aula de física foi completamente esquecida pelos alunos. - Acho que devo pedir a diretora que compre um relógio para vocês – o professor falou sarcástico. - Professor, o tempo é relativo sabia? – o Adam não consegue ficar de boca calada. - Já que nosso caro colega acha que sabe sobre física imagino que ele não precise assistir a aula, pode ficar aí fora esperando a aula acabar. Você tem que aprender a respeitar um professor. - E você deveria aprender a respeitar um aluno. - Já para a direção – falou o professor irritado. - Ótimo - falei revoltada enquanto Adam fechava a porta - acabei de receber a minha primeira advertência e junto com isso ficar com você sozinha. - Eu não acho tão r**m, estou lutando pelos meus direitos. - Não me importo que lute pelos seus direitos, mas precisava me envolver nisso? Você está o dia todo me incomodado e me envolvendo em encrencas. Só me deixe em paz, Adam. Ele ficou quieto. - Desculpa não queria te irritar dessa forma. Agora é minha vez de ficar calada. Ficamos em silêncio por todo o caminho até a diretoria, inclusive enquanto esperávamos a diretora falar conosco. - Sabe, eu ralei muito para entrar nesse colégio. – Falei quebrando o silêncio. Ele ficou confuso e me encarou. - Eu sou bolsista, não tenho dinheiro para pagar a mensalidade, minha mãe conseguiu pagar para meu irmão, mas para mim não. Não a julgo por isso, ele é mais velho, tem prioridade. Eu não posso fazer o mesmo que você, Adam. Não posso ficar me envolvendo em confusões. - Me desculpa – ele falou cabisbaixo. - Talvez você não entenda, mas minha vida acadêmica é o único que faço certo.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR