Cela Fria, Olhos de Fera

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O barulho seco da tranca ecoou no corredor mofado da delegacia como um veredito final. Mariana foi empurrada sem cerimônia para dentro de uma cela escura, de paredes descascadas e com o chão coberto por uma mistura de poeira, mofo e urina antiga. O ar era espesso, denso, e o cheiro metálico do sangue seco em sua blusa se misturava à ferrugem do ambiente. A porta de ferro bateu atrás dela com um estrondo que reverberou em sua alma. Um som que não vinha só do metal, mas da realidade que a esmagava: estava presa. Acusada. Sozinha. Longe de tudo que um dia foi sua zona de segurança. Ela caiu de joelhos, a respiração curta. Sentia cada hematoma no corpo como uma lembrança da queda e da violência da prisão. Mas era o silêncio que mais doía. Um silêncio carregado de julgamentos. Do lado de for

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