Na mansão Portilha, a noite era cortada apenas pelo som do tic-tac de um relógio antigo. Eloísa andava de um lado para o outro no seu quarto, segurando um copo de vinho que m*l tocava nos lábios. A criada fiel, Marta, acabara de relatar a cena que presenciara: Gabriella e Rosa, abraçadas como mãe e filha. Eloísa atirou o copo contra a parede, o vinho escorrendo como sangue pelo mármore. — Aquela mulher ousou. Ousou desafiar-me. Camilla entrou, assustada com o barulho. — Mãe, o que houve? — O que houve? — gritou Eloísa. — A tua irmã descobriu a verdade! Camilla arregalou os olhos. — Mas... isso não é perigoso para todos nós? Eloísa respirou fundo, a raiva transbordando. — Não se preocupe. Vou acabar com a reputação dessa costureira antes que ela tente algum movimento. Quando eu ter

