Mais uma semana na empresa Kirimli, ja perdi as contas de quantas vezes eu fui desastrada, nem sei quantas vezes eu ja bati meu rosto nas portas de vidro da empresa, de quantas vezes eu cai, nem de quantas vezes minha dicção me constrangeu, senhor Nedim esta me ajudando em tudo, ja engatei a faculdade de volta, trabalhar e estudar esta sendo bem complicado, mais eu queria isso, essa correria esta me fazendo bem até.
Cheguei na empresa cumprimentando todo mundo, acho que não tem muita gente acostumada aqui com educação e gentileza. Pois bem fiquei encarregada de cuidar de toda a parte burocrática da empresa. De repente Andrea secretária do sr. Nedim entrou como um furacão na minha sala, ela estava com o coque bagunçado parecia que tinha corrido uma maratona.
–Violet pode levar um café para o sr. Kirimli? —Pensei em recusar mais parecia que Andrea estava ocupada, não que eu não estivesse também mais já estava na hora de eu dar o ar das graças a ele.
Fui para a cozinha da empresa e fiz o café, estou com receio me afastei dele, depois que tivemos uma pequena discussão eu preferi ficar longe, para o bem da minha saúde mental.
–Claro que Deus me proteja de eu não cair ou fazer qualquer coisa errada.
Segui para a sala do senhor Kirimli, posso ser sincera com vocês? Eu muito que escutei as meninas aqui suspirando pelo nosso chefe, eu particularmente não achei ele tão interessante assim, não faz minha vibe, aliais as vezes eu penso que sou lésbica, as vezes. Bati na porta de vidro de sua sala, estava fechada com persianas acredito que para não ver nada do que ele faz ali.
–Entre. —Sua voz estava rouca, entrei e francamente eu não pensei em olhar aquilo não.
–Desculpe eu trouxe o café, Andrea não pode vir. —Falei olhando para baixo, havia uma mulher que estava com a saia levantada até a cintura, abaixada na mesa, deixei a xícara na sua mesa e sai parecendo um pimentão, Eu te mato Andrea por essa vergonha.
Assim que eu estava prestes a sair ele me chamou, mil vezes droga.
–Violet quero os relatórios até o fim da noite nem mais nem menos que isso, sem erros.
–Claro pode deixar. — Falei simples sem fitalo nos olhos, ja estava constrangedor ter visto tudo aquilo, nem quero pensar o que é que a moça fazia ali. –Senhor o que foi isso?
–Violet esta tudo bem? —Olhei para o senhor Nedim e sorri. Vi sua mão na maçaneta da porta.
–Esta tudo bem, hã senhor Nedim acho melhor esperar, bem o senhor Kirimli esta ocupado agora. —Falei e sai em disparada para minha sala.
Eu preciso me concentrar.
Yusuf Kirimli...
Já faz um mês que a gente não tá junto
Finjo ser outro, todo dia disfarço um sorrisão
Olheiras de tanta noitada
O copo tá sempre cheio
Mas eu queria mesmo era segurar a sua mão
Logo eu
Que sempre preferi ficar em casa
Logo eu
Botava fé: Um dia a gente casa
Fiz as malas, mas não fui embora
Bati a porta, mas fiquei lá fora
Tô esperando você perguntar
Qual é o nome
Da sua saudade?
A minha é você
A minha é você
Qual é o nome
Da sua saudade?
A minha é você
A minha é você
V-O-C-Ê
V-O-CÊ
A minha é você
A minha é você
Já faz um mês que a gente não tá junto
Finjo ser outro, todo dia disfarço um sorrisão
Olheiras de tanta noitada
O copo tá sempre cheio
Mas eu queria mesmo era segurar a sua mão
Logo eu
Que sempre preferi ficar em casa
Logo eu
Botava fé: Um dia a gente casa
Fiz as malas, mas não fui embora
Bati a porta, mas fiquei lá fora
Tô esperando você perguntar
Qual é o nome
Da sua saudade?
A minha é você
A minha é você
Qual é o nome
Da sua saudade?
A minha é você
A minha é você
V-O-C-Ê
V-O-CÊ
A minha é você
A minha é você
Pois bem me fechei em minha concha, esquecer minha Branca de Neve está sendo difícil, cuidar do meu filho está sendo complicado sua primeira palavra foi mamãe, mesmo que tenha passado um ano após a morte da minha mulher esta sendo difícil seguir. Vivo nas baladas e noitadas, cada dia é uma diferente e nenhuma esta suprindo essa dor que eu sinto.
Estou no meu escritório percebi que Violet depois que a precionei na parede por que ela foi atrevida, eu não sei como me portar diante daqueles grandes olhos azuis, a menina é muito novinha mais é bem responsável eu não n**o, mais a quero distante de mim, não vou abrir meu coração novamente, estou ciente que o amor não é para mim, eu não mereço amar e nem ser amado, toda essa situação que aconteceu com a minha esposa me serviu para entender que não mereço um amor.
Já me conformei.
Amélia veio em meu escritório já que ela quer me dar por que não coloquei ela para me satisfazer.
–Andréa me trás um café.
–Sim senhor Kirimli.
Eu iria mandar a Amélia parar por que eu não estava sentindo t***o naquele boquete, quando Violet entra na minha sala com o café, assim que seus olhos me perceberam ela corou ao ver a cena que estava rolando aqui, para uma adolescente ela sabe o que Amélia esta fazendo. Não trocamos mais que dez palavras, como eu disse quero distância.
Assim que ela saiu da minha sala, eu dispensei Amélia.
–Vá embora não to afim, some.
Assim ela se ajeitou, o bom que ela não me cobra relacionamento ela sabe que eu jamais vou me interessar de novo.
Logo que ela saiu passou um tempo depois Ester veio com Henry para me ver.
–Primo sei que odeia isso, mais olha o que o Henry aprendeu. —Ela soltou meu menino de seus braços, sai da minha mesa quando eu me ajuelhei, Henry veio andando até mim, olhei para minha prima emocionado. Esse muleque é minha vida, meu legado com minha linda Klara.
–Você está andando Campeão. —Henry parou no meio do caminho, a porta abriu revelando Violet, Henry se virou e voltou a andar me deixando que nem um bobo olhando ele.
–Mamã, mamã. —Ele esticava os braços para menina em nossa frente que olhava de um jeito engraçado ao Henry, até que ela pegou ele no colo, Henry grudou nela e não queria sair nem ir com Ester nem comigo.
–Senhor Kirimli fiz o relatório.
Ela me entregou as pastas fiz mensão de pegar meu filho de novo mais ele começou a berrar, não parava de apertar o pescoço de Violet. Mais que p***a. Quando eu fui gritar para Henry soltar ela, a mesma me pediu para ficar com ele na tarde, logo ele dormiria e ela me entregaria ele, tive que aceitar pois meu moleque só chorava e agarrava seus cabelos.
Depois de um tempo ela veio com cuidado e me entregou Henry que havia dormido, era estranho por que nem com Ester ele ficava assim.