Luna Narrando Eu não queria vir. Não queria me vestir como ele queria, sorrir como se estivesse tudo bem ou ficar exposta pra todo mundo como se meu sangue não valesse muito mais que um look bonito e uma pose no camarote. Mas eu vim. Porque Dante mandou. E porque eu precisava ver com meus próprios olhos quem tava em volta. A música batia forte, mas o que batia mais era o meu peito. A cada gole do copo, a cada risada falsa, a cada olhar de canto tentando entender quem eu era. Sabiam meu nome. Sabiam que era irmã do dono do morro. Mas não sabiam de mim. E isso me dava vantagem. Kael tava ali. No canto. Quase invisível. Mas pra mim, ele brilhava mais que todas aquelas luzes estroboscópicas. Não trocamos uma palavra. Não precisamos. Eu sentia ele em cada parte de mim. Sentia o medo que el

