O gosto do proibido

1194 Palavras

Luna Narrando Eu acordei com o gosto dele ainda na minha boca. O toque firme das mãos. O calor da pele. A forma como o corpo dele se moldava ao meu, como se já me conhecesse, como se não fosse a primeira vez. Mas era. Era a primeira vez que eu sentia que estava cruzando uma linha da qual não tinha como voltar. Não importava que não tivesse acontecido de verdade. Que a gente tivesse parado a tempo. Que o desejo ainda estivesse engasgado na garganta. O que houve ali foi mais que físico. Foi decisão. Um grito abafado de algo que a gente vem ignorando desde o momento em que me viu de volta naquele morro. Levantei, ainda atordoada. Coloquei uma camiseta velha, fui até a janela. O céu estava nublado, meio acinzentado. Aquele tipo de dia que combina com silêncio. E o que eu mais tinha dentro

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