Samanta Narrando O dia m*l tinha clareado e eu já tava acordada, sentada no batente da janela, enrolada num lençol velho, olhando o morro ainda meio embaçado pela névoa. Tudo parecia quieto demais. O tipo de silêncio que grita nas entrelinhas. Luna ainda dormia no colchão ao lado. Tinha um sorriso bobo nos lábios. Aquele sorriso de quem teve uma noite daquelas. Eu nem precisava perguntar. Era só olhar os olhos dela quando chegou ontem, nem tentava disfarçar. A energia entre ela e o Kael tava densa, quente, viva. Mas, enquanto ela vivia essa paixão intensa, eu sentia o mundo girar de um jeito estranho ao meu redor. Dante. O nome dele grudava na minha mente como melado em dedo de criança. Desde aquela noite no baile, depois da explosão, depois do jeito que ele me olhou no meio do caos...

