Luna Narrando Acordei com aquele frio na barriga que só dia de baile traz. O céu ainda tava meio acinzentado, mas dentro de mim era só brilho. Hoje é dia de mostrar que o morro tá vivo, que a gente dança mesmo depois da tempestade, e que mulher de quebrada carrega beleza e história no olhar. Me levantei devagar, com aquele sorrisinho no canto da boca. O Kael já tinha saído cedo, provavelmente com a cabeça no corre. Mas eu? Já tava com a mente nos preparativos. Precisava renovar meu arsenal de beleza, maquiagem de responsa, daquelas que resistem até ao calor do palco. Peguei o celular e mandei áudio: — Samanta, minha braba, acorda! Hoje é dia de baile e eu quero fechar. Bora pro asfalto comigo buscar uns brilhos e batons novos? Tô te esperando aqui! Em menos de dez minutos, ela já apar

