O nome que fere mesmo morto

1567 Palavras

Luna Narrando Quando ele disse o nome, eu congelei. Teobaldo. A xícara quase caiu da minha mão. Só não caiu porque o choque me travou inteira. O ar ficou espesso, difícil de puxar. Os olhos dele buscavam os meus, mas eu não conseguia sustentar o olhar. Esse nome... não era só um nome. Era o som do portão sendo arrombado de madrugada. Era o grito da minha mãe me mandando correr pro quarto dos fundos. Era o estampido da arma que matou meu pai. Me apoiei na bancada. As pernas tremiam. O chão parecia se mover, como se o barraco tivesse se transformado num barco afundando devagar. — Onde você ouviu isso? — perguntei, tentando manter a voz firme. Kael demorou um segundo pra responder. Um segundo longo demais. — No Mutirão. Com Zecão. Ele disse que Teobaldo mandou matar teu pai. E que Dant

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