O velho do passado

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Dante Narrando A batida do baile ainda vibrava no fundo do peito quando eu e Kael voltamos pro meio da festa depois de tirar os dois estranhos do beco. Mas o olhar deles… não saía da minha cabeça. Não era cara de curioso. Era cara de recado. E quando o morro quer mandar recado, ou é com bala, ou é com sangue. Fiquei de lado no palco, observando a multidão. Todo mundo se jogando na dança, copo na mão, sorriso no rosto, como se a vida fosse só aquele momento. E por dentro eu torcia pra que fosse. Mas eu sei… paz no morro dura pouco. Vi Samanta no meio da galera, rindo com Luna, e meu peito deu aquela acalmada. Mulher segura é homem tranquilo. Cheguei perto delas, dei um beijo no rosto da minha e falei no ouvido: — Qualquer coisa, fica perto de mim. Ela assentiu, mas conheço a Samanta

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