0.0.7

772 Palavras
Arthur  Ela pega a lata da minha mão e coloca na parte de cima do armário, tenta. Ela empina bem pra tentar alcançar a prateleira e falha. Só observo ela se matar e acabar roçando sua b***a em mim. -Vai ficar me olhando invés de ajudar ?- me encara séria de braços cruzados. -Não consegue e ainda tenta - Pego a lata e coloco onde ela queria pôr - Está bom assim? -Sim, senhor - sorrir - Vamos acabar com isso logo. Quuero deitar e dormir. -Só sabe fazer isso. -i****a - da um tapa em meu peitoral. -p***a - resmungo - Isso dói . -Ninguém mandou não usar camisa - debocha. -Como se isso fosse um problema. -E olha que tem. -Eu sou gostoso, posso me exibir. -Só pra lembrar, agora você mora com uma mulher. -Nada demais. -Vou começar a andar de shortinho e sutiã pela casa. -Não seria um problema - sorrio malicioso. -Você é um i****a - revira os olhos. -Para com essa p***a. -Que p***a? -Essa parada de ficar revirando os olhinhos. -Eles são meus, faço o que eu quero com eles. -Essa p***a virando me faz pensar coisas. -Não sei em que merda pensa. Então, pare de pensar. Já disse que os olhos são meus e vou continuar revirando. -Tomara que fique cega. Melhor, só vai aparecer as bolinhas brancas e nada mais. Vai ficar horrorosa. -Não tem graça - cruza os braços na altura dos s***s. O que faz com que eles apertem em seu decote. -Pode ter certeza que tem e muita. Terminamos de arrumar tudo em seu devido lugar. Preferimos pedir comida pelo aplicativo mais uma vez. Ela estava cansada tadinha. Eu não ia deixar ela cozinhar naquele estado. -Chegou - ela sorrir ao escutar o interfone tocar - ela corre pra atender e responde o Wesley - Eu vou buscar a comida. Não mesmo que eu vou dar esse mole pro Wesley. -Eu vou com você - me levanto calçando o chinelo. -Nem pense. Fique ai, eu busco - pisca pra mim e sai dali. Qual é a dela? Deve tá dando mole pro Wesley. Não mesmo que vou deixar ele pegar ela. Priscila Arthur quer me seguir pra tudo que é lado, cada uma. Desço o elevador e Wesley já vem a meu encontro com a bolsa. -Aqui, Pri - ele sorrir. -Obrigada, Wesley. Tu é maravilhoso - sorrio em agradecimento e pego a sacola. -Então... - ele coça a nuca - Vamos sair hoje? -Sair? - Ele concorda com a cabeça. -Tipo, você sabe - assinto - Sair pra comer. Não que seja um encontro, acho que isso já é ultrapassado - ele se apressa em falar - Acho que não gostaria de simular isso, né? -Então, temos um encontro - dou um beijo em sua bochecha e me apresso até o elevador - Me busca às nove !- grito antes do elevador se fechar. -Pode deixar !- ele acena e sorrir. Vou até a porta do meu apartamento mais uma vez e entro. Arthur me encara com a maior cara fechada, todo jogado no sofá. -O que foi, bigodinho? -Nada - se levanta e vai até a cozinha. Então tá bom... Coloco as marmitas em cima da mesa e pego pratos e talheres. -Não vai comer ?- falo já me servindo da minha. -Acho que perdi a fome - fala sem me olhar. -Iii chora, Arthur - sirvo o prato dele da sua marmita e ele começa a garfar a mesma - Se esse era o seu problema, era só falar - ele me olha sem entender - Preguiça de colocar sua própria comida. Uma vez ou outra não me mata, só não se acostuma. -Pode ter certeza que esse não é o problema. -Então? -Esquece - volta a comer. -Pega o refri - peço e ele levanta indo até a geladeira e volta servindo nossos corpos. Continuamos a comer em silêncio. Eu lavei toda a louça e fui tomar um banho. Coloquei um vestido vermelho justo e meu salto nude. Passo hidratante e perfume, coloco meus brincos e outros acessórios. Arrumo minha bolsa e vou até a cozinha. -O que acha de... - ele se vira pra mim - Tu tá muito gata - me analisa de cima a baixo. -Eu sei, eu sei - dou uma rodadinha - Gostou? -Pra c*****o - sorrir. Coloco minha bolsa na bancada e tomo o danone da sua mão. -Onde vai? -Sair. -Ah, sim. Pra comer? -Sim. -Quer que eu vá com você? -Não mesmo - rio nasal. -Não volta tarde. Qualquer coisa me liga e me manda te buscar. -Acho que não vou precisar - devolvo o danone vazio. -Vai sair pra comer e já está comendo antes? Só você mesmo - ele rir nasal. -Já mandei você se fuder hoje? -Por incrível que parece, não. -Então vai se fuder. Eu aguento comer mais, tá legal? -Não duvido nada. E a batata tá de prova - escuto a campainha tocar - Vou atender - ele corre na minha frente. -Não precisa - corro atrás dele.
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