Arthur
Ela pega a lata da minha mão e coloca na parte de cima do armário, tenta.
Ela empina bem pra tentar alcançar a prateleira e falha.
Só observo ela se matar e acabar roçando sua b***a em mim.
-Vai ficar me olhando invés de ajudar ?- me encara séria de braços cruzados.
-Não consegue e ainda tenta - Pego a lata e coloco onde ela queria pôr - Está bom assim?
-Sim, senhor - sorrir - Vamos acabar com isso logo. Quuero deitar e dormir.
-Só sabe fazer isso.
-i****a - da um tapa em meu peitoral.
-p***a - resmungo - Isso dói .
-Ninguém mandou não usar camisa - debocha.
-Como se isso fosse um problema.
-E olha que tem.
-Eu sou gostoso, posso me exibir.
-Só pra lembrar, agora você mora com uma mulher.
-Nada demais.
-Vou começar a andar de shortinho e sutiã pela casa.
-Não seria um problema - sorrio malicioso.
-Você é um i****a - revira os olhos.
-Para com essa p***a.
-Que p***a?
-Essa parada de ficar revirando os olhinhos.
-Eles são meus, faço o que eu quero com eles.
-Essa p***a virando me faz pensar coisas.
-Não sei em que merda pensa. Então, pare de pensar. Já disse que os olhos são meus e vou continuar revirando.
-Tomara que fique cega. Melhor, só vai aparecer as bolinhas brancas e nada mais. Vai ficar horrorosa.
-Não tem graça - cruza os braços na altura dos s***s.
O que faz com que eles apertem em seu decote.
-Pode ter certeza que tem e muita.
Terminamos de arrumar tudo em seu devido lugar.
Preferimos pedir comida pelo aplicativo mais uma vez.
Ela estava cansada tadinha. Eu não ia deixar ela cozinhar naquele estado.
-Chegou - ela sorrir ao escutar o interfone tocar - ela corre pra atender e responde o Wesley - Eu vou buscar a comida.
Não mesmo que eu vou dar esse mole pro Wesley.
-Eu vou com você - me levanto calçando o chinelo.
-Nem pense. Fique ai, eu busco - pisca pra mim e sai dali.
Qual é a dela?
Deve tá dando mole pro Wesley.
Não mesmo que vou deixar ele pegar ela.
Priscila
Arthur quer me seguir pra tudo que é lado, cada uma.
Desço o elevador e Wesley já vem a meu encontro com a bolsa.
-Aqui, Pri - ele sorrir.
-Obrigada, Wesley. Tu é maravilhoso - sorrio em agradecimento e pego a sacola.
-Então... - ele coça a nuca - Vamos sair hoje?
-Sair? - Ele concorda com a cabeça.
-Tipo, você sabe - assinto - Sair pra comer. Não que seja um encontro, acho que isso já é ultrapassado - ele se apressa em falar - Acho que não gostaria de simular isso, né?
-Então, temos um encontro - dou um beijo em sua bochecha e me apresso até o elevador - Me busca às nove !- grito antes do elevador se fechar.
-Pode deixar !- ele acena e sorrir.
Vou até a porta do meu apartamento mais uma vez e entro.
Arthur me encara com a maior cara fechada, todo jogado no sofá.
-O que foi, bigodinho?
-Nada - se levanta e vai até a cozinha.
Então tá bom...
Coloco as marmitas em cima da mesa e pego pratos e talheres.
-Não vai comer ?- falo já me servindo da minha.
-Acho que perdi a fome - fala sem me olhar.
-Iii chora, Arthur - sirvo o prato dele da sua marmita e ele começa a garfar a mesma - Se esse era o seu problema, era só falar - ele me olha sem entender - Preguiça de colocar sua própria comida. Uma vez ou outra não me mata, só não se acostuma.
-Pode ter certeza que esse não é o problema.
-Então?
-Esquece - volta a comer.
-Pega o refri - peço e ele levanta indo até a geladeira e volta servindo nossos corpos.
Continuamos a comer em silêncio.
Eu lavei toda a louça e fui tomar um banho.
Coloquei um vestido vermelho justo e meu salto nude.
Passo hidratante e perfume, coloco meus brincos e outros acessórios.
Arrumo minha bolsa e vou até a cozinha.
-O que acha de... - ele se vira pra mim - Tu tá muito gata - me analisa de cima a baixo.
-Eu sei, eu sei - dou uma rodadinha - Gostou?
-Pra c*****o - sorrir.
Coloco minha bolsa na bancada e tomo o danone da sua mão.
-Onde vai?
-Sair.
-Ah, sim. Pra comer?
-Sim.
-Quer que eu vá com você?
-Não mesmo - rio nasal.
-Não volta tarde. Qualquer coisa me liga e me manda te buscar.
-Acho que não vou precisar - devolvo o danone vazio.
-Vai sair pra comer e já está comendo antes? Só você mesmo - ele rir nasal.
-Já mandei você se fuder hoje?
-Por incrível que parece, não.
-Então vai se fuder. Eu aguento comer mais, tá legal?
-Não duvido nada. E a batata tá de prova - escuto a campainha tocar - Vou atender - ele corre na minha frente.
-Não precisa - corro atrás dele.