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835 Palavras
Arthur Wesley parado na minha porta já perguntando pela Priscila. O que ele quer? -Vamos, Pri? - olho pra trás e a vejo com um sorriso. -Vamos. Só vou pegar meu celular - ela sai nos deixando a sós. -Qual é a tua, Wesley? -Eu não fiz nada. -Você vai sair com ela? -Só vamos jantar, Arthurzinho. Fica tranquilo. -Cuida direito dela. -Vou cuidar, papai. Esconde melhor essa tua raiva. Que vontade de socar ele. -Não tem raiva - bufo. -Sei... Relaxa. Só vamos jantar - finjo dar de ombros - Vamos, Pri? Ela aparece se colocando atrás de mim. -Pri é só para os mais íntimos. Pra você é Priscila - falo entre os dentes. -Não espanta o menino, Arthur. -Já conheço a peça. Sem problemas - sorrir debochado. Um grande filho da p**a esse aí. -Vamos, Wesley - ela passa por mim e eu fecho a cara - Tchau, bigodinho - me da um beijo na bochecha. Não aguento e abro um grande sorriso pra ela. -Se cuida, morena - ela só faz um jóia com a mão e eu fecho a porta. Me jogo no sofá e fico ali esperando a Priscila chegar do seu jantar com aquele babaca. Priscila O Wesley é bem legalzinho. Devo dizer que me faz rir bastante. Até parece com o Arthur, só que mais ajeitadinho. -Aonde vamos? - desligo o rádio. -Você está muito bonita pro que eu tinha planejado. -Eu não sabia onde iríamos. Prometo que na próxima eu me produzo menos. -Vamos ter uma próxima? - ele me olha de canto e sorrir. -Quem sabe... - desvio nossos olhares. -Vou ficar muito feliz se quiser sair comigo outra vez - sorrir de canto e olho pra janela. Assim que chegamos, descemos do carro e subimos um pequeno barranco. -Eu te ajudo - ele me da a sua mão e me ajuda a subir até a parte em que ele pôs uma toalha xadrez no gramado. Ele coloca alguns lanches, bebidas e frutas na mesma. -Desculpa se não é o que você pensou - ele rir nasal. -Fica tranquilo. Eu gostei - sorrio gentilmente. -Você e o Arthur? - enfia uma uva na boca. -O que tem nós dois? - arqueo uma sobrancelha. -Estão se dando bem? -Estamos morando juntos não faz nem uma semana. -Mas já mudou bastante ele - sorrio e concordo ao lembrar da bagunça quando cheguei - Vocês estão ficando? -Por que todo mundo pergunta isso? -Porque parecem um casal - ele rir nasal. -Muito legal você me convidando pra sair com você e dizendo que pareço um casal com outro. Ele rir - Desculpa. Mas vocês são engraçados juntos. -Engraçados como? -Brigam como se fossem um casal. E o mais engraçado é que ele te obedece que nem um cãozinho. E Arthur não obedece a Lia de forma alguma. -Lia... - tento puxar esse nome - Ah,sim! - me lembro - Lia foi em nosso apê hoje - mastigo um sanduíche - Fez o maior teatro possível. -Não sei como Arthur e Sara aguentam aquela ali. -Quem é Sara? -Mora com a Lia, dividem o apê. Vai gostar da loirinha - sorrir. -Se ela for igual a Lia, estou fudida. A mina é um porre. -Você não viu nada. -O que ela tem com o Arthur?- pergunto curiosa. -Transa - é direto. -Só uma transa? - ele assente com a cabeça - Do jeito que ela surtou, não parece que é só isso. -Surtar por nada faz parte dela. O Arthur carente da p***a, continua rendendo pra ela. -Entendo. -Pensei que iriamos conversar mais. Mas só falamos de Arthur até agora - ele me lança um olhar confuso. -O que quer falar? -Me diz sobre você. -Tenho vinte e um anos, estou prestes a começar biomedicina. Me mudei recentemente pro Rio, adoro animais, mas não, não sou vegana. Sua vez - tomo um gole do suco. - Olá! Meu nome é Wesley Medeiros, tenho vinte e três anos e tenho um milhão de trabalhos acumulados de biomedicina - afina a voz e eu começo a rir junto com ele. -Tá legal - cesso o riso - Do que mais gosta? -Dormir conta? - balanço a cabeça em negação - Eu gosto de correr. -Maratona? -Mais ou menos. Não posso abusar - suspira e estranho seu olhar baixo. -O que você tem? - ele me olha - Se eu não estiver me metendo demais. Desculpa. -Tudo bem - sorrir fraco - Eu tenho câncer no pulmão. -Sério? - sinto um aperto no coração. -Não - começa a rir. -Seu i****a - bato em seu ombro - Se prepara que eu vou te baixar a porrada - o ameaço que levanta do gramado antes de mim. -Nunca vai me pegar - fala rindo e correndo enquanto vou atrás dele. O viadinho é rápido demais. O vejo cessar a corrida e se curva apoiando suas mãos nos joelhos e começa a respirar bem ofegante. Ele está tentando puxar o ar e faz um grande esforço enquanto fecha seus olhos devagar . -Wesley... - me aproximo dele - Está tudo bem? -Estou sim - sorrir e me olha de lado - Só um pouco cansado. Fica tranquila - Ele se recompõe ainda meio suado e ofegante com certa dificuldade de respirar. -Você tem alguma coisa ai pra ajudar? -No carro. A minha bombinha está lá. -Então vamos - o ajudo a catar as coisas e descer até o carro.
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