0.0.9

708 Palavras
Arthur Vejo o horário do meu celular já marcar uma hora da manhã e nada da Priscila. Ela saiu daqui não era nem dez da noite. Ah, se Wesley ao menos tocou na morena. Irei decapitar a sua cabeça de baixo. Não aceito ninguém tocar nela, sem condições disso acontecer. Não vou dormir enquanto ela não chegar. Quem sabe pode ter acontecido alguma coisa séria com ele e eu não estar lá pra ajudá-la. Não demora muito e escuto a maçaneta virar com a porta abrindo e fechando devagar em seguida. Só escuto barulho de pés no chão, invés do seu salto. -Chegou, Pri? - me penduro nas costas do sofá e ela para seu caminho e volta - Foi bom? - pergunto sem muito interesse. -Vai dormir, Arthur - fala com uma expressão de cansaço. -Tá tão cansada assim? -Da pra perceber? - passa a mão pelo seu cabelo e suspira. -Senta aqui e conta tudo pro titio Arthur - bato no sofá e ela rir nasal. -É sério. Vai dormir, Arthur. -Nem de bigodinho tá me chamando. Vem cá e conversa comigo. -É insistente demais, sem condições - larga o salto no cantinho da sala e da a volta no sofá. Priscila senta ao meu lado e cruza as pernas. -Tio Thur está aqui, minha querida. Me conte tudo, menina - afino a voz e ela rir. -Primeiro me responda, tio Thur - coloca a almofada no colo - Por que está acordado até agora? -Tentei dormir, mas perdi o sono - mentira! - Ai já viu, vim distrair a mente já que não consegui dormir. -Entendi - passa a mão no rosto - Eu não sabia que Wesley tem asma. -Desde criança. Lembro quando eramos crianças e íamos brincar com os cachorros. Wesley espirrava e sentia uma falta de ar do c*****o, mas insistia que estava tudo bem e que iríamos continuar correndo com os cachorros do meu tio. Até por muitas vezes ele parar no hospital e seus pais jogarem a culpa em mim. -Mas vocês só eram crianças. -Mas para os pais do Wesley, eu tinha a responsabilidade pelos atos dele. Wesley sempre foi teimoso e nunca me ouvia, então não tinha muito o que fazer. Wesley sempre desafiou os seus medos e faz muitas coisas que não podem diante os médicos. É só você falar que ele não pode fazer uma coisa que ele vai lá e faz - rio junto com ela. -Ele é bem legal e divertido. Gostei de sair com ele - da um sorriso sincero. -Eu também sou legal e divertido - coloco a mão no peito como se estivesse ofendido. -Meu Deus! - rir e chuta meu ombro. -Modos mocinha - imito minha vó e Priscila se contorce rindo. -No dia que eu vi vocês na recepção, não imaginei que fossem amigos. -Eu e aquele viado brigamos direto. Esse foi um dos motivos pro pai dele não me querer aqui. -O pai dele é o dono disso aqui? -Disso aqui tudo e outros prédios também. -Dessa eu não sabia. -Ele não é o tipo de cara que exibe o que tem e nem a família que ele não se orgulha muito em fazer parte. Agora a Ana você vai amar, ela é muito fofa. -Ana? - sorrir desconfiada. -Credo, menina - taco a almofada nela - Cadê a minha bíblia? Vou te tacar ela - ela rir - Ana tem quatro anos. Sou pedófilo, eu? -Preciso dormir, estou morta - se joga por inteira no sofá - Me faz uma massagem ai - bate com o pé no meu braço. -É muito abusada. Quero recompensa depois - resmungo enquanto massageio seu pé. -Terá a recompensa que quiser, bigodinho. Agora continua minha massagem - boceja e vai fechando os olhos devagar. -Ai eu vi vantagem - rio sozinho. Olho pra Priscila que dorme feito anjo. Me levanto e a pego no colo e levo pro seu quarto. A deito na cama e cubro com seu edredom. Ligo o ar no fraquinho e fecho melhor as cortinas, beijo sua cabeça e vou pro meu quarto. Arranco minha roupa ficando de box, encosto a porta, ligo o ar e me jogo na cama com tudo. Não acredito que fiquei esse tempo todo esperando por essa louca. Parece que a noite dela com o Wesley foi boa, nem vou procurar me aprofundar muito, não quero saber demais da noite deles. Adormeço com meus pensamentos bem rápido.
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