Cecília acordou achando que seria mais um dia comum. Café feito. Casa silenciosa. FK já tinha saído cedo, como quase sempre. Sobre a mesa da cozinha, apenas um bilhete escrito do jeito seco dele: “Se arruma. Maia vem te buscar às 10.” Ela franziu a testa. Maia apareceu no horário combinado, sorriso suspeito demais. — Vai, se troca logo — disse puxando Cecília pelo braço. — Confia em mim. — Maia, o que tá acontecendo? — Se eu falar, estraga. O trajeto foi curto, mas estranho. Maia não parava de olhar para o celular, como se estivesse conferindo tudo. Pararam em uma rua movimentada do morro, perto da praça, mas não colada na boca. Um ponto bom. Visível. Seguro. Cecília desceu da moto confusa. Foi então que ela viu. Uma loja. Pequena, mas nova. Fachada clara, vitrine simples, man

