O rádio estourava no ouvido de FK. — Avançaram pelo acesso da Curva! — Tentaram subir pelo beco da pedreira! FK estava atrás de um muro baixo, a arma firme na mão, os olhos atentos a cada movimento. O cheiro de pólvora já tomava o ar, misturado com poeira e adrenalina. — Segura ali. Fecha o flanco. — ordenou, a voz fria. — Ninguém corre. Ele se moveu rápido, preciso, conhecia cada viela como a palma da própria mão. Os homens dele obedeciam sem questionar. Não era grito. Era autoridade. Um estalo seco. FK sentiu o impacto no braço antes mesmo da dor. — p***a! O tiro pegou de raspão, queimando a pele do braço esquerdo. O sangue escorreu quente, mas ele não soltou a arma. Nem diminuiu o ritmo. — Continua! — falou no rádio, como se nada tivesse acontecido. — Eles tão recuando. Não dá

