Maia ficou olhando pela janela do quarto de Cecília mesmo depois que o ronco da moto sumiu morro acima. O vento quente da noite entrava devagar, mas ela sentia um arrepio subir pelas costas. Ela sabia que tinha sido o Fk que veio buscar Cecília. Ela sabia pelo jeito que a amiga saiu — meio trêmula, meio entregue, sem coragem de olhar muito pra trás. Maia apertou os lábios. — Ai, Cissa… espero que você saiba o que tá fazendo — murmurou para si mesma, sentando na beirada da cama, inquieta. A casa estava silenciosa. A mãe da Cecília cantava na cozinha. Clara e Carla estavam no quarto ao lado. Tudo normal… menos o fato de que a amiga dela tinha saído no meio da noite com o cara mais perigoso do Vidigal. Maia suspirou fundo. Se sentia responsável, de algum jeito. Foi quando a porta abr

