[Revisado, obrigada por está lendo este livro, espero esteja gostando! Você é importante!]
Passear pela calçada contigo tem a mesma sensação de ir a um bom restaurante concorrido. Na sua testa está escrito RESERVADO, e eu espero de verdade que o lugar seja meu.
— Gabito Nunes
•『 ♡ 』•
— Sequestrada sério?— Diz Daniel para Ana com uma voz relaxada, cruzando os braços.
— Eu acho que você anda você lendo livros e suspense demais, maninha! Lembra o aniversário dela de 20 anos? Ela ficou tão doida que sumiu por 4 dias com aquela amiga grega dela, perdeu até aquele desfile importante para mamãe? — Indaga Hector em tom de desdém.
— Eu não sei , mas porque ela surtaria de novo? E outra notícia do atentado ao papai já está em todos os jornais, como é que ela não viu? — Ana responde em tom de preocupação, estalando os dedos.
— Assim como a traição do noivo dela também está em todos os jornais. — Daniel fala rindo um pouco em tom de deboche.
Ana o encara brava, cruzando os braços firmemente. — Como é que vocês sabem disso?
— Ué fofa, está em todos os sites de fofoca. — Responde Daniel, mostrando o celular.
— Olha, você tá tensa maninha, tem que relaxar, que tal balada essa noite? — Convida Hector.
— Você não muda mesmo, acha que tudo é festa? — Ana pergunta com uma expressão fechada, e nariz franzido, ela torcia para que seu irmão realmente mudasse. Não por ele ser festeiro, mas por achar que festas e baladas eram solução para tudo.
— E você continua a mesma chata de sempre! O papai está bem, o r**m já passou, vamos precisar relaxar, vamos! — Ele insiste articulando com os braços.
— Eu passo. — Ana tem sua expressão séria, saindo do hospital.
•『 ♡ 』•
Naquela noite Ana chamou sua melhor amiga para uma noite das meninas.
— Eu realmente acredito que precisa de mais uma xícara de chocolate. — Brincou Hanna olhando para Ana em sua cozinha, franzindo o rosto.
Ela ergueu as palmas das mãos para a amiga pedindo um tempo. — A receita diz apenas uma xícara, até porque eu sou a profissional aqui. — Ela a encara rindo olhando para ela com os olhos estreitos.
Ana tem farinha por todo seu rosto.
— Ainda podemos pedir pizza ?— Falou Hanna, soltando uma risada rouca.
— Você está com medo que fique r**m? Vai por mim, não vai! Mas me diz como vai com o Mat? — Pergunta Ana, enquanto separa os ingredientes na mesa.
— Está bem! Mas tive que viajar de última hora. — Hanna responde com os lábios inferiores caídos. Nesse instante o celular de Ana toca em cima da mesa, era Hector.
— Pode recusar para mim, estou com a mão cheia de farinha, e manteiga.— Falou enquanto passa manteiga na forma do bolo.
— Sim! — Hanna responde se dirigindo até o celular, ela acaba revirando os olhos ao ver quem está ligando. — É ele que não para de ligar? O que ele quer?
— Ele me chamou para sair, mas não estou no clima! Você sabe como é sair com Hector e como ele fica meio...
Hanna interrompe a fala de Ana. — Eu realmente não quero falar do seu irmão agora. — Ela olha para Ana e sua feição fica um pouco triste. O cheiro de farinha pairou na cozinha.
— Nunca entendi oque houve entre vocês! Você sempre evita esse assunto! — Os olhos de Hanna lacrimejam um pouco após ouvir a pergunta de Ana. — Ela leva sua mão ao rosto e enxuga os olhos, porém seus olhos continuam molhados.
— Está tudo bem?
— Eu tenho medo que você me veja diferente se eu te contar! — Responde Hanna saindo da cozinha, com os olhos molhado e coração pesados, Ana caminha atrás dela.
— Me desculpe, eu não devia ter falado nada, diz ela, abraçando sua amiga forte — Eu engravidei naquela época Ana.
— O que ?— Ana tem sua expressão surpresa com o que ouviu, com as mãos apoiadas na mesa.
— Eu estava nervosa, grávida aos 16. Eu disse ao seu irmão e ele surtou, me pediu para tirar, disse que não estávamos prontos para uma criança, que isso iria acabar com nossos planos de futuro e que eu tinha que abortar, eu relutei no começo. Mas a nossa r*****o sempre foi tóxica, eu sempre fiz tudo o que ele quis. Eu era tão cega por ele! E eu... eu fui a clínica e fiz um aborto.
Hanna tem seus olhos inundados de lágrimas, a tristeza nublou as suas feições ela continua com um tom de voz um pouco falhado.
— E eu, eu juro eu me arrependi assim que sai da clínica sozinha! Eu me senti tão só em todo esse processo, e fiz de tudo para esquecer porém, eu nunca esqueci, e seu irmão acabou se afastando cada vez mais, eu não sei foi um dos piores anos da vida, até que eu percebi o quão tóxica aquela r*****o era pra mim!
Ana fica chocada ao ouvir tudo, ela não imaginava que seu irmão havia feito aquilo, e cerra os punhos de raiva mais logo respira fundo, tentando focar na amiga. — Eu sinto muito que tenha que passar por isso, e só. Eu estou me sentindo uma péssima amiga agora, desculpe se não te dei segurança para me contar isso. — Levou as mãos nos ombros dela.
— Você sempre foi uma ótima amiga, a verdade é que eu sentia vergonha, foi nessa época que comecei na terapia. — Hanna a olha enxugando as lágrimas. — Mas vamos continuar na receita ok? Eu estou bem! E seu irmão n******e me fazer mais m*l.
— Está bem mais cheio de segredos, ok? Você sabe que pode contar comigo para tudo, diz Ana após abraçar a amiga.
Às duas voltam para cozinha e finalizam a receita. Naquela Noite Ana descobriu algo que Definitivamente a fez conversar com seu irmão, não deveria ter agido daquela forma.
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No dia seguinte. Ana está indo para o trabalho, após liga várias vezes para o celular de sua irmã, ela dirige até a construtora onde vai ficar para substituir seu pai, quando entra na recepção vê Daniel, e seu amigo Yuri o mesmo do baile e do episódio desastroso do vômito, ela tenta se esconder e desviar, mais Daniel acaba avistando ela e a chama.
— Essa com certeza é a melhor para o negócio. — Grita Daniel aponta Ana.
Eles caminham até ela, e o coração de Ana bate mais rápido. —Oi! Maninha!
— Oi ! O que está fazendo aqui? — Pergunta ela com um sorriso tímido.
— Esse é meu amigo Yuri, ele está interessado em comprar imóveis na região para investir.
— Oi! Ana, tudo bem? — Ele para em sua frente olhando para ela.
Yuri sempre pensou que Ana não ia muito com a cara dele, mas tentava não criar preceitos sobre ela. Yuri não era um cara que gostava de julgar pelas aparência, algo que ele aprendeu com sua avó.
Para Ana, ouvir o nome dela sair daquela boca linda, fez seu coração palpitar. Ela o olhou para ele e sorri envergonhada, suas bochechas ficam vermelhas.
— Sim, eu penso que vai gostar de falar com um dos nossos corretores!
Seu irmão jogou as mãos pra cima. — A qual é todo mundo sabe que você é a melhor e conhece os melhores lugares. — Insiste Daniel.
— Está bem, mais a tarde, pela manhã terei que cobrir uma reunião para o papai! — Ana aceita, caminha até o elevador e sorri de orelha a orelha, afinal ela iria passar a tarde toda com ele.
Fez uma dancinha da vitória no elevador, e se sentiu uma adolescente naquele momento. Mas ao entrar em sua sala teve pensamentos destrutivos e ansiosos. Provavelmente ele nem iria gostar dela, vai ver está querendo um apartamento para uma possível noiva.
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Ao sair da reunião, ele a esperava no térreo, ele definitivamente era estiloso, é só olhar ele, fez as bochechas de Ana rosar e sentir borboletas no estômago, novamente ela caminha até ele, chegando perto.
— Desculpe se demorou muito, os acionistas estavam cheios de perguntas.— Ela sentiu o perfume amadeirado dele ao se aproximar.
Ele sorrir levantando as bochechas. — Não se preocupe, por onde vamos começar? — Yuri pergunta andando ao seu lado até o carro.
Eles vão de carro visitar o primeiro apartamento West Village. O caminho foi todo em silêncio, após Ana perguntar ''Como vai o noivado?'' E Yuri retrucar ''Como sabia que eu era noivo?'' Ele perguntou brincando, mas fez a moça corar enquanto dirigia.
— É bem "hype" esse bairro eu confesso, muita gente jovem, mas vale a pena assistir, as casas são muito boas e os preços! Muitos procuram casas por aqui! — Ana explicou saindo do carro, pegou sua bolsa e colocou nos ombros.
Suas pernas estavam bambas, mas ela procurava se controlar, era estranho o jeito que ele a olhava fixamente.
— Não é um bairro bom para crianças? — Ele sai fechando a porta do carro, olhando para ela.
— Eu diria que não! — Responde Ana enquanto abaixa a cabeça e caminha até a cobertura, ele vem logo atrás, acompanhando os passos dela.
Logo entram na casa.
— Essa é a melhor, tem chão de madeira, definidamente mais prático! Eu gosto de imaginar o cliente antes e aí escolho o local, por exemplo, eu imagino que essa seja uma casa ideal para um solteiro que adora festas. — Explica Ana, ela gagueja, pois está um pouco nervosa.
Ele sorria — Gosto da maneira que fala! O Daniel fala muito de você, ele diz que você é a mais inteligente e amorosa da família! — O rapaz de cabelos negros olha fixamente para ela.
— Sem dúvidas o Daniel é exagerado! — Colocou a mão na boca para tapar o sorriso.
Ana está pensando em como ela gosta dos olhos dele, ela realmente gostava de como os lábios dele se curvaram em um sorriso, ademais ela não sabia como puxar assunto. Até por que era só uma tarde! '' nada de mais Ana, provavelmente você nunca mais verá ele na vida'' era o que ela pensava.
Ela sobe um degrau da escada.
— Vem? Lá em cima tem algo que eu quero te mostrar!
Eles sobem as escadas, e vão até à cobertura. Ela estava vazia, mas eles se deparam com uma vista de toda cidade, era lindo, e dava para ver o céu, bem melhor. Era tudo tão calmo, a calma que Yuir procurava, fora que Ana parecia saber exatamente seu gosto.
Ele torceu a aliança no dedo — Essa casa definitivamente se vende sozinha! — Afirma Yuri com uma expressão de surpresa.
— E olha esse vento! Eu adorei. — Ele sorrir para Ana e seu coração se derrete, suas mãos ficam geladas, oque denota nervosismo, de fato ela tinha forte interesse nele.
— Ótimo! — Subiu os pés nos salto.
Ele subiu os ombros, respirando fundo. — Isso pede uma comemoração, certo? Vamos no restaurante comemorar?
Os pensamentos de Ana se confundem e ela realmente quer dizer sim! mas ela tem medo. Ela olha eles nos olhos dele, e para por um segundo para e os olhos deles estão sobre ela. Sentiu uma onda de otimismo dentro dela ''Só vai! O que pode dar errado'' ela pensou nos segundos em que olhava ele ali pedindo para sair com ela!
— Sim, vamos. — Ela aceita com um sorriso confiante, mechando no cabelo.
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Yuri a levou em um restaurante italiano, e aquele restaurante tinha mais cara de encontro do que uma simples comemoração por fechar um negócio, ela pensou consigo mesma.
— Então brindemos a compra de hoje! — Disse sorrindo iluminada mente. — Ela leva a taça para um brinde, o olhar deles se cruzam, os joelhos de Ana se balançavam involuntariamente.
— O que você mais gosta de fazer, Ana ? — Continua á olhando fixamente para ela.
— Bom, eu gosto do meu trabalho! — O olhou, cruzando as pernas.
— Ah, isso é bom! Mas eu estou falando de algo escondido, algo que amei. — Ele fala com uma paixão nos olhos, que faz Ana pensar ''Ele realmente parece estar interessado em me conhecer''
— Dançar, eu amo dançar. "Jazz" principalmente, comecei por recomendação médica para ajudar com a ansiedade. — Ela relaxa os ombros na cadeira. — Mas confesso que é algo que nunca mais fiz desde que me formei.
— Que pecado! — Responde com sorriso de canto. — E porque não dança mais? Deve ser lindo você dançando!
— Bom como você pode ver eu fui a única que me interessei pelos negócios família, acabei ficando responsável demais pelas coisas da empresa, o que eu gosto, mas acaba me deixando sem tempo para outras coisas.
— Uau, isso é incrível, a maioria das pessoas não pegam tanta responsabilidade assim, tão nova. — Ele a olha pegando a taça de vinho. — As pessoas da nossa idade geralmente só pensam em curtir... Eu pareço um velho falando.
— Não não. — Ela rio.— Você tá certo! Bom, o meu pai gosta que a maioria das coisas sejam cuidadas por alguém da família. Eu não faço nada de mais, e você? — Ela leva os olhos sobre ele.
— Bom, agora que eu saí do Japão por problemas com a minha família, eu diria que nós j*******s somos difíceis de lidar. — Ele solta um riso.
Ele também estava nervosa, mas sabia disfarçar. Já Ana nem tanto, suas pernas suavam enquanto ela dava leves encaradas no cardápio desviando o olhar nos olhos dele, aqueles olhos lindos que ele tinha.
— Portanto estou focado em expedir meus negócios. Acho que precisava de mudanças.— Yuri a olha se inclinando um pouco para frente na mesa, os olhos dele percorrem todo corpo dela.
Ana dá um sorriso bobo e meio sem pensar. Mas se sentiu a v*****e para falar. — Eu tenho medo de mudanças! O que dizer, eu aceito elas mas... — A loira olha para o lado, com uma das mãos brincando com o brinco na orelha. — Não sei para mim mudanças são difíceis de acompanhar, e algumas são grandes demais, não que eu seja acomodada, ou talvez eu seja!
— Acho que todos nós tempos um pouco de medo, eu diria! E eu sei que m*l nos conhecemos, mas você me parece ter coragem para passar por mudanças.— Diz ele prensando os olhos rapidamente, ele pergunta mais e mais sobre ela, seus gostos, momentos na vida...
A partir dali a conversa começa a fluir, eles conversam sobre músicas, infância e sobre a cultura japonesa, Yuri contou algumas histórias de como foi sua infância, ela cora e rir.
Tudo ali a faz pensar o quão mais interessante ela estava se tornando, deixou de ser um ''rostinho bonito'' para ela.
As borboletas em seu estômago fizeram uma dança charmosa enquanto ela recodava como era bom, sair assim para conversar.
O sorriso do rapaz só aumentavam na medida em que ela contava coisas sobre ela. Ana rio alto, Yuri não se forçava muito, de fato ele era engraçado, naquela hora Ana não poderia acreditar que aquilo estava acontecendo, também notava que a campainha de Yuri era agradável.
Por um momento ele pega a taça e bebe o vinho, olhando para ela, quando o telefone de Ana toca, ela abre sua bolsa e pega o celular. É a Melisse ligando. Ana sente um alívio inexplicável, pois sua irmã finalmente estava ligando.
— Um minuto eu tenho que atender é a minha irmã! — Diz ela olhando para o celular.
— Sem problemas, Linda. — Se encostou mais em sua cadeira.
— Alô? Melisse onde você estava? — E para surpresa de Ana uma voz masculina fala ao celular dizendo: — Estamos com sua irmã! Ou vocês entregam 5 milhões de dólares, ou ela morrerá, deixem em malas de cor vermelha na costa até amanhã. Sem polícia ou FBI saberem, caso queiram que ela não sofra mais. Ligamos pela manhã.
A ligação termina e o coração de Ana gela, ela sente suas mãos tremerem, e com a voz trêmula olhando para Yuri . Ela foi do céu ao inferno.
— Sequestraram a minha irmã! Eu preciso sair daqui, eu preciso avisar meu pai. — Após dizer isso, ela se levanta depressa sem se despedir, agarrando sua bolsa, com os dois braços.
Ele anda atrás dela. — Ei, ei, ei ? Calma, eu não sei mais respirar! Você não está em condições de dirigir! Posso te levar? — Diz ele com uma expressão confusa.
Ela sente uma tontura, seu coração acelerado; e o suor se tornando excessivo. A ansiedade parece invadir seu corpo e Ana realmente não sabe o que fazer, ela aceita fazendo sinal positivo com a cabeça, Ele chega mais perto e a abraça apoiando a cabeça dela em seu peito.
Ana o abraça forte, e rapidamente entra no carro, Yuri vai dirigindo até a casa de seu pai.