Estou em pedaços.

1673 Palavras
[Revisado] ❝ Apesar dos ventos não serem favoráveis, eu coloco meu barquinho no mar. Eu coloco e vou seguindo, vencendo ondas, vencendo rochedos, vencendo abismos. Vou com meu barquinho pelas tempestades e sei que encontrarei um porto sereno com seu sorriso na praia a me esperar.❞ — Caio Augusto Leite.  ლ ••• ლ Já no hospital, Ana estava ao telefone tentando ligar para Melisse e a ligação só dava caixa postal.  Quando Daniel se aproxima dela muito nervoso e trêmulo e com a voz um pouco trêmulo.  — A médica disse que eles conseguiram remover a bala, por hoje ele está estável, mas perdeu muito sangue e precisa de transfusão de sangue. Mas se lembra que o papai é O- portanto, só recebe do mesmo sangue. E infelizmente o hospital está sem reserva de sangue O-, eu e você somos O + então só o... — Ana o interrompe, completando a fala de Daniel — Vou ligar para o Hector urgente. Vivian chega apressada na mesma hora. —Me desculpe a demora, meninos, eu estava em casa tentando acalmar a Agatha e vim correndo assim que pude, como ele está? — Ela o encara roendo as unhas, ela se senta e Daniel conta tudo a ela.  Enquanto a Ana anda em círculos ligando sem parar, para Hector. Ele não estava em casa, estava em um bar bebendo com as amigas, ele não atende o celular, mas como não parava de tocar.  Hector pega do bolso e vê que Ana está ligando e aperta o portão de ignorar e imediatamente ela liga de novo. Aquilo já estava ficando insistente, oque ela queria?  Ele pensa, ele sai dizendo aos amigos: — Eu já volto, vou lá fora fumar.  Já fora do bar ele atende o celular. — Ana. O que você quer? — Fala em um tom rude. — Ai, graça a Deus, você atendeu, preciso que venha para New York, papai levou um tiro e só você pode doar sangue. Lembra? Precisamos de você — Diz Ana relaxando os ombros.  Ao ouvir aquilo, Hector entra em transe e o cigarro cai de sua mão, ele responde de imediato muito nervoso.  — O que aconteceu? Como ele está? Estou indo para lá no primeiro voo.  — Ele está... — A chamada se encerra, pois, o celular de Ana é descarregado, impossibilitando ela de terminar sua frase, deixando Hector cheio de dúvidas e medo de que seu pai morra e ele não esteja lá. Ele sai rapidamente do bar, vai fazer as malas, para poder pegar o jatinho para ver seu pai. Naquele ínterim, Ana se encontra sentada em uma poltrona ao lado de seu pai no hospital. Hanna senta do seu lado e a olha, e fala num tom cuidadoso. — Vocês devem ir para casa, você precisa descansar já são 1 da manhã! As médicas disseram que ele está sedado, você precisa tomar banho e trocar de roupa. — Ana olha Daniel deitado já dormindo em uma mini cama no quarto do hospital.  — Eu tive tanto medo de perdê-lo — Ana fala com os cantos dos olhos estava franzidos, ela continua a falar com lágrimas enchendo seus olhos: — Por que então oque restaria da minha família? A Violet? Nós nem nos falamos, e eu me sinto tão sozinha, esses dias e vi que Nathan está morando com uma tal de April, e não é que eu ainda goste dele, não! Eu só sinto falta de ter isso com alguém!  Ana soluça, e sente suas mãos soarem e fala em tom triste — Eu ainda me odeio por não estar feliz por ele, afinal terminamos como amigos. Alguns dias são como se uma onda me atingisse, eu sou derrubada e eu não consigo respirar! E o mundo? O mundo continua girando, enquanto perco o controle e sinto v*****e de desistir, fico me perguntando se eu vou aguentar quando a próxima onda chegar...  Hanna se chega a ela e lhe dá um abraço.  — Ei, você não está sozinha, ok? Eu sempre estarei aqui. Não sabia que estava me sentindo assim, eu realmente não sei o que dizer você deveria ir na psicóloga também é bom! Mas sempre que quiser, sempre pode me ligar para desabafar, e saímos ok?  Ana a olha e sorri com os lábios cerrados. — Eu agradeço. Eu vou em casa tomar um banho. — Ana se levanta e chama Daniel para ir, vai até seu pai e beija a testa dele. Sussurra em seu ouvido — Você vai ficar bem! Na manhã seguinte o Hector chega em casa, Ana já acordada desce as escadas devagar, e ao ver seu irmão na sala ela corre até ele para dar um abraço.  — Como você está? — Logo a abraça, e olha para ela assustado. — Como o papai está?  — Ele está bem e vai ficar melhor ainda depois que ver você! — Juntos eles vão até o hospital, onde é feito todo procedimento e após isso. Todos esperam em uma das salas de espera do hospital, e Ana ainda não conseguiu falar com Melisse.  Ana sentada, balançando as pernas sem parar, deixando Hector inquieto.  Ele se aproxima dela. — Tenta se acalmar vai dar tudo certo! Ele leva a mão nos ombros dela  — Eu sei, eu não consigo controlar, e a Melissa ainda não sabe, ontem ela saiu antes de tudo, e até agora não consegue falar com ela. — Disse Ana com a testa franzida.  — Ah sim! Eu entendo, mas calma, ele provavelmente deve estar dormindo. — Ele junta as pernas. — Ah d***a! Eu esqueci de dizer a você, pode ser que a Hanna passe aqui, e eu sei que Melisse se evitou desde então...  Hector interrompe a fala dela, com a mão no queixo. — Está tudo bem! O importante é o papai.  — Vou te dizer! Sempre quis saber oque aconteceu entre vocês para vocês se evitarem tanto? Ela evita esse assunto até comigo! — Diz Ana com uma expressão de curiosidade. Hector se sente incomodado, ele pensa que quanto menos sua irmã souber, melhor! Ele troca de assunto. — Como vai a administração das empresas?  E eles ficam conversando ali, até que Hanna chega e vê Hector, ela desvia o olhar e fica de frente a Ana.  — Então como ele está?  Antes de Anna responder, Hector se levanta. — Eu vou dar espaço para vocês conversarem, estou esperando lá fora!  — Não! Não precisa, eu só vim saber como ele está pessoalmente e estou indo para empresa!— Ela juntou as mãos.   — Ocorreu tudo bem, estamos só esperando ele acordar. —  Ana responde olhando para os dois, ela respira fundo.  — Vocês já falaram com a polícia? — Pergunta Hanna, olhando para ela enquanto segura sua bolsa.  — O Daniel foi se informar mais cedo antes de vir para o hospital, eles pensam que foi um sniper, tendo vista que o tiro foi a distância e certeiro.  — Hum! Faz sentido. Mas quem teria interesse de atentar contra a vida do seu pai? — Hanna tem sua sobrancelha arqueada.  — Eu realmente não sei isso tudo é muito confuso. — Ana olha para eles. suspirando.  Naquele momento, a médica os, chama na sala de espera e diz que o pai deles havia acordado. E que eles poderiam ver ele.  — Bom! Eu já vou, diz para o tio Vitor que eu realmente estou muito feliz por ele estar vivo. — Falou Hanna se despedindo.  Ana, Hector, junto com Vivian e Daniel entram no quarto de Victor, que os ver fica feliz, suas sobrancelhas levantam, seu queixo cai, sua pálpebra estica e vem o sorrisão, Victor realmente se sente feliz ao encontrar seu filho, alguém que fazia tempo que não via.  — Meu filho que saudades! — Juntou os lábios. Está um pouco debilitado.— Onde está a Melisse?  — Ela saiu mais cedo da festa, mas ela ainda não soube o que aconteceu. Acredito que daqui a pouco ela chega.— Respondeu Vivian, que se aproxima dele e dá um selinho nele.  — Estou tão feliz que esteja vivo pai! — Exclamou Hector com uma voz de choro. Eles ficam ali um tempo com o pai. Eles ficam ali um tempo com o pai. Até que ele chega , um momento a sós com Hector.  Ana sai do hospital e vai para um dos hotéis do seu pai no Upper East Side, onde Melisse morava. Ela desce do carro, e caminha até a portaria, onde vê o porteiro o qual Ana já o conhecia.  — Bom dia Ricardo! A Melisse passou por aqui? — Ana cumprimenta, mexendo em seu cabelo.  — Bom dia Ana! Soubemos o que houve com seu pai, sentimos muito. A senhorita Melisse não veio para casa ontem á noite, pensei que ela tinha passado a noite com vocês!  Ana fica confusa, e pergunta mais uma vez. — Você tem certeza?  — Sim! Eu fiz plantão aqui ontem a noite toda e não a vi.  Nesse exato momento ela liga para a governanta da casa do seu pai, e fala de maneira um pouco apressada e ansiosa.  — Oi! Rita! Aquele motorista novo que eu contratei semana passada ele veio trabalhar?  Rita responde irritada. — Que bom que a senhora ligou para Ana! O rapaz não compareceu ao trabalho hoje, deixando a senhora Vivian sem motorista hoje de manhã. Tive que chamar um Uber.  Ana se senta na escada da entrada do hotel, ela não sabia muito o que pensava, mas se sentia com medo, passava pela sua cabeça que sua irmã havia sido sequestrada.  Ficando um tempo em silêncio no telefone, fazendo Rita exclamar do outro lado: — Senhorita Ana? Senhorita? Ainda está aí? — Oi! Sim Rita desculpa. Obrigada tá? Até mais tarde. Ela liga novamente para o celular da irmã e dá novamente sem área, Ana fica confusa, ela hesita, porém, liga para a única pessoa que Melisse sempre recorria. Sua mãe, porém, não atende deixando Ana pensativa, e bastante nervosa.
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