Capítulo — Nd A manhã nem tinha começado direito e eu já tava com o rádio no ouvido, cigarro na mão e a cabeça a mil. O sol ainda tava subindo atrás do morro, iluminando as lajes devagar, como se o dia também tivesse receio do que podia acontecer. Uma notificação chegou no meu celular. Código que só quem é dos nossos entende. Eu abri. As palavras me deram um soco. Formiga. Recrutando gente. Armando. Quer tomar o morro. E o alvo principal: Th. E mais uma linha, curta, que me fez gelar por dentro: “A mulher dele vai ser minha.” O informante falou o que Formiga falou. Eu respirei fundo, tentando domar a raiva que veio subindo igual fogo no peito. A vontade de estourar a tela na parede veio forte. Mas não. Não era hora de agir pela emoção. Eu precisava pensar. Eu precisava proteger.

