Capítulo — Th O rádio ainda estava ligado, jogado em cima da mesa. Um chiado constante preenchia meu ouvido enquanto eu conferia pela milésima vez o mapa da favela rabiscado com marcações de segurança. Eu não gostava de trabalhar com achismo. Aqui em cima, erro significava sangue. E eu tinha jurado que nunca mais ia deixar o sangue de quem eu amo cair no chão. Nd bateu na porta da minha sala, mas não esperou resposta pra entrar — ele nunca esperava. Eu já percebia pelo jeito dele quando vinha algo importante. Ele fechou a porta devagar. Raro isso. Quando homem fecha porta devagar é porque a notícia pesa. — Fala — eu disse, levantando os olhos pra ele, braço cruzado, tentando parecer calmo. Mas por dentro já tinha um vulcão aceso. Nd respirou fundo. — As antenas confirmou, mano. — El

