CAPÍTULO 1

1827 Palavras
DOIS DIAS DEPOIS NARRAÇÃO DANIEL Olho meu relógio e já são quase meia noite. Melissa deve estar se trocando para ir embora. Espero que tenha recebido meu presente, que aquele segurança de merda tenha feito o que mandei. Olho a porta onde ela sai escondida todas as noites e nada dela. Meu celular começa a tocar e vejo que é a Isabel. Não quero tirar meus olhos da porta e não quero deixar Isabel irritada por não atendê-la. Pego meu celular e enquanto saio do meu carro, atendo o telefone. - Oi! - Onde você está, bebê? - Sabe que odeio quando me chama assim! Sua risada me faz revirar os olhos. - Eu sei! Está tarde e não está na nossa cama comigo, me fodendo de quatro como eu quero. Paro de andar e repenso a possibilidade de desistir do plano com Melissa e ir pra casa comer minha mulher. - Estou nua, te esperando! Sussurra sexy e respiro fundo. - Onde está? A porta se abre e Melissa aparece. Usa o vestido que mandei de presente. Está linda! - Vou jantar com um amigo! - Jantar essa hora? - Sim! Respondo sem conseguir formular uma desculpa descente, já que estou sem palavras com a sedutora Melissa, que me olha de um jeito mandão possessivo, com uma sobrancelha erguida. - Preciso desligar? - Vai me trocar por um amigo? - Sim! Beijos! Desligo e enfio o celular no bolso. - Está uma delícia! - Coisa feia mentir para a esposa. Agora sou um amigo? Colocas as mãos em sua cintura e tenta não sorrir. - Achei que me queria como sua falsa amante gostosa e não como amigo. - Quero como falsa amante. Me aproximo e puxo seu braço, deslizando minha mão por seu braço, alcançando sua mão. Trago aos meus lábios e beijo um por um de seus dedos. - Por isso o jantar. Trago sua mão ao meu braço e quase a arrasto para o meu carro. - Para conversarmos e eu te convencer a ser minha. Seu corpo trava e para de me acompanhar. - Ainda não disse se aceito jantar com você. - Esta usando o vestido que dei, isso é claramente um sim para mim. - Não! Estou apenas te mostrando como fiquei linda e você tem bom gosto. Para ver como ficou e só. Agora vou para minha casa, dormir sexy e chique. Quando se vira para ir embora, rodo-a novamente para mim e seu peito se choca contra o meu. Seus longos cabelos castanhos cobrem seu rosto e vejo apenas um pouco de seus olhos azuis e sua boca carnuda em um batom vermelho, da cor do vestido. - Não aceito um não. Vai jantar comigo. - Não! Responde firme, tirando o cabelo de seu rosto. - Não perguntei se quer, estou dizendo que vai. - Não recebo ordens de um homem com síndrome de Deus. Abro um sorriso enorme, que faz seus olhos se arregalarem. - O que vai fazer comigo? - Ser seu Deus! Me abaixo e agarro sua cintura. - Não faça isso! A jogo sobre meu ombro e me ergo de novo, com ela pendurada. - Me solta seu rico de merda! Quem você pensa que é? - Deus! Tenta se jogar para trás e seguro sua b***a. Sinto o quanto ela é redonda, passando a mão nela. - Você está passando a mão na minha b***a? - Estou vendo a perfeição que eu criei? - i****a! Levo um tapa na cabeça e o pouco que vejo de seu rosto, está sorrindo. - Sou Deus e você meu cupido. Vai fazer minha mulher morrer de ciúmes e dar pra mim i*************a surtada. - Se ela ainda não deu assim pra você, então sinto te informar que o problema está no seu p*u divinal. A coloco no chão, prendendo seu corpo no meu carro. - Vai por mim, esse p*u divinal já fez loucuras com ela. Abro a porta do carro e encaro seus olhos incrivelmente azuis. - Agora entra que vamos jantar em um lugar delicioso. - Não estou com fome. Cruza os braços e me lança um olhar desafiador, como se eu não fosse enfiá-la no meu carro a força. - Então vamos beber! - Não estou com sede. - Então vamos conversar! - Não temos nenhum assunto em comum para conversarmos. - Para de ser insuportável e apenas venha comigo. - Não está sabendo lidar com alguém que te diz não? - Muitas pessoas me falam não, você é só mais uma tentando me irritar. - Eu te irrito? - Muito! - Então por que não escolhe outra mulher para te dizer sim senhor? - Por que não gosto de coisas fáceis. - Então se eu te disser sim senhor, o tempo todo, vai me deixar em paz? - Sim! - Certo! Vamos jantar, senhor! Entra no carro e puxa o cinto enquanto a encaro, tentando entender essa mulher. - Vou desistir de ser submissa as suas vontades e sair do carro. Fecho a porta na cara dela e sigo para o meu lado. Entro e fecho a porta. Enquanto puxo meu cinto, ela mexe no meu rádio. - Não acha que é muita liberdade mexer no meu rádio? - Não acha que é muita liberdade passar a mão na minha b***a? Estamos tentando não rir. - Vamos logo para a sua tentativa de me convencer a ser sua amante. Quando mais rápido isso acabar, mais rápido volto pra casa, pra minha cama. - Agora entendo porque é solteira, sendo tão linda assim. - Me acha bonita? - Você sabe que é, esta é uma das razões para te escolher. Dirijo até o restaurante de um amigo. Certeza que se jantar lá com a Melissa, logo Isabel ficará sabendo. - Por que sou solteira? - Porque é a versão feminina e de TPM de Deus. Insuportavelmente chata em sua perfeição. - Então somos Deus, em diferentes gêneros? - Sim! Nós dois estamos rindo. - Não n**o que sou chata, principalmente com fome. - Disse que não estava com fome. - Menti! Era pra você desistir logo de mim. - Não sou um homem que desiste, Melissa! Vai ser minha falsa amante querendo ou não. Paro o carro em frente ao restaurante. Assim que abro a porta para sair, impeço que Jonas abra a da minha acompanhante dessa noite. Dou a volta no carro e abro a porta de Melissa. Estico minha mão e assim que ela coloca a dela sobre a minha, sai de uma forma sensual que faz Jonas abrir a boca. Sua f***a no vestido expõe suas lindas pernas. - Obrigada! Sussurra de forma melodiosa, na sedução pura. - É um prazer! Devolvo com uma voz firme e minha mão se apóia em sua cintura, puxando-a para mim. - A chave está no contato. Digo ao garoto que deve ter uma bela ereção agora. - Viu por que te quero como minha amante? - Falsa! Não se esqueça disso. Entramos no restaurante e de longe vejo o amigo de Isabel, conversando com alguns clientes em uma mesa. Somos conduzidos para uma mesa próxima e nos sentamos. Espero que esse jantar chegue aos ouvidos da minha mulher. - Já desejam pedir? Olho para Melissa que parece querer me devorar. - Pede pra gente! - Claro! Peço um vinho e um peixe ao molho de coco. - Obrigado! Entrego o menu ao garçom que se retira. - Vamos negociar! A bela mulher a minha frente diz, apoiando os braços sobre a mesa. Seu decote se amplia, quase me dando uma visão de seus s***s. - Quanto estaria disposto a me pagar para essa cena toda de ciúmes? Me curvo, também apoiando os braços sobre a mesa. - Quanto vale essa cena toda pra você? - Muito! No fim serei a p**a que fode com Daniel Brandão, ganharei uma fama nada saudável pra mim. - Ninguém vai saber do nosso falso caso. - Acha mesmo que nunca vão saber? Em qualquer buraco que se enfiar comigo, vai sair na mídia. Amanhã mesmo vão saber desse nosso jantar. - As pessoas vão saber dos jantares, mas apenas falar sobre isso. Na frente de todos faremos um jogo de sedução, sem qualquer contato. Você será uma amiga. - Amiga? Isso é tão obvio. - Essa é a idéia! Isabel ficar com ciúmes do óbvio. - Pelo que entendi, vocês se excitam fazendo ciúmes. Então esse jogo de amiga não vai fazer ela acreditar. Na hora vai saber que é um joguinho. - Por isso quero o jogo de sedução. O garçom chega com o vinho, enche nossas taças e se retira. - Ela tem que ver mais que um jogo de sedução. Sussurra antes de beber seu vinho. - Não vou ter qualquer contato intimo com você. - Não falei nada sobre isso, na verdade nem aceitei essa merda toda. - Vai aceitar! - Você acha mesmo que não saquei seu jogo comigo? Estreita os olhos para mim. - Me trazer em um restaurante movimentado e chique, onde provavelmente vem sempre com sua esposa foi muito esperto. Pela forma como olhava aquele homem no fundo do restaurante, deve ser um conhecido que passará tudo a sua mulher. Iniciou todo o seu joguinho, enquanto tenta me convencer a fazer parte dele. Sinto algo em minha perna. - Quero um milhão! Olho para baixo e vejo seu pé em minha coxa. - O que? - Um milhão pra ser sua falsa amante. Seu pé está em minha virilha e olho em volta. Apenas uma pessoa está vendo essa carícia, o amigo da Isabel. - Aquele homem está me vendo enfiar o pé onde não devia, Daniel Brandão! Agora ele tem certeza que temos algo. - Você está quase no meu p*u. - Não vou tocá-lo dessa forma, apenas finja que estou nele e se divirta. Seus dedos brincam em minha coxa. - É melhor parar! - Por quê? Pergunta e lambe os lábios. - Estou fazendo seu joguinho! Fingindo te seduzir para que todos achem que sou sua amante. É só uma cena! Abaixo minha mão e seguro seu pé. Minha respiração está acelerada. - Não posso fingir estar e******o, quando eu realmente estou de p*u duro. A sua cena acaba de se tornar verdadeira. - Está de p*u duro com um simples toque na sua virilha? Parece que alguém aqui não é tão f**a assim. Puxa o pé da minha mão. - Acha que pode se manter firme com esse jogo de sedução? Acho que pode ser um perigo pra você. Pode começar a me desejar mais do que deve. - Isso não vai acontecer! - Já está acontecendo. Levanta e arruma seu vestido. - Tenha um bom jantar, Sr. Brandão! - Aonde você vai? - Aproveitar meu vestido novo em outro lugar bem longe do seu mundo. Encontre outra mulher que não te cause uma ereção com o pé, para brincar de falsa amante.
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