CAPÍTULO 2

1534 Palavras
NARRAÇÃO DANIEL Ela realmente está indo embora e me deixando na frente de todo mundo? Isso só pode ser alguma piada de muito mau gosto. Que p***a ela acha que está fazendo? Levanto rápido da cadeira, sem me importar com quem olha, fala ou repara no que está acontecendo. Sou Daniel Brandão e ninguém me larga assim. - Senhor! Um dos garçons corre atrás de mim, enquanto ela já está do lado de fora do restaurante. - O senhor não pagou! Paro de andar e tiro minha carteira do bolso. Arranco algumas notas que podem muito bem pagar o que pedimos e não consumimos pelo menos três vezes. - Fique com o troco. Volto a andar rápido e assim que saio do restaurante, entro em choque. - O que está fazendo? Pergunto à louca da Melissa, que simplesmente está rasgando o vestido longo na parte dos joelhos. - Customizando! Esse vestido longo não combina comigo. - Esse vestido vale doze mil. - Agora esta valendo seis mil, porque só tem metade do vestido. Ela está rindo? Sério mesmo que está achando graça disso tudo? - Eu sei que você quer rir. - Rir? Estou furioso! Nunca ninguém foi tão grosseira, atrevida, sem educação e sem respeito por mim assim. Segurando o resto do vestido em sua mão, vem andando até mim, agora com um vestido curto. - Por isso me quer! Espalma as mãos em meu peito e suavemente brinca com as pontas dos dedos no tecido da camisa, me fazendo prender o ar. - Você não me quer como falsa amante. - Quero sim! - Não... Desce a mão direita em direção ao meu m****o e a esquerda pela minha nuca. Agarra meu cabelo ao mesmo tempo que encontra meu m****o duro, o acariciando por cima da calça. - Você está e******o comigo, com aquilo que não controla e não pode ter. Cola o corpo no meu e posso sentir seus s***s. Sua boca está perto do meu ouvido. - Você me quer, deseja me f***r forte e duro pra me mostrar quão poderoso e dono da p***a toda é. Segura forte minha ereção e seus lábios deslizam pelo meu maxilar até o canto da minha boca. Ela consegue me fazer parar de respirar muito facilmente e isso não é bom. Ninguém mexe comigo assim, ninguém me tira da minha zona de segurança. - Sou aquilo que você nunca vai controlar, porque não possuo dono, ninguém me controla. Solta meu m****o e meu cabelo, se afastando de mim. - Sou dona de mim. Vira me dando as costas, tira seus saltos e vai andando descalça pela calçada. - Seu carro, senhor! Vejo o garoto manobrista e percebo que meu carro está pronto para partir. Entro no carro, fecho a porta um pouco irritado e acelero, saindo com ele. Paro de acelerar quando a vejo andando. Abaixo meu vidro e respiro fundo. - Entra no carro! - Não! - Te deixo na sua casa. - Não vou pra minha casa, vou usar meu vestido novo. - Melissa, entra no carro! - Sr. Brandão, volte para o meio das pernas da sua esposa e f**a com ela pensando em mim. Vai se sentir mais calmo. Praticamente jogo o carro em cima da calçada, fechando sua passagem. Melissa apenas ergue a sobrancelha e com um ar atrevido, sobe no capô do meu carro e passa por cima, conseguindo voltar a caminhar. - c*****o! Você é... é... - Para de ser um i****a! Grita de volta. - Se quiser vir se divertir, saia da sua bolha de ouro, deixe esse carro e vem andar comigo. Enfio meu rosto no volante e respiro fundo. Devia desistir dessa louca e procurar alguém mais controlável. Essa mulher nunca vai aceitar ser minha falsa amante e se aceitar, vai me dar uma dor de cabeça absurda. Tiro meu rosto do volante e vejo que ela já está bem longe. Não sei o que estou fazendo, só sei que puxo o carro pra estacionar direito e assim que arrumo saio dele, correndo em direção Melissa. - Espera! Grito correndo bastante e ela não para de andar. - Disse pra me esperar! - O mundo não para, Sr. Brandão! Seja mais rápido para viver a vida. Assim que a alcanço, percebo que está com um enorme sorriso. Que merda eu fiz? Agora está se achando as minhas custas. - Tire o paletó! - Pra que? - Apenas tire. Paramos de andar e tiro paletó. Imagino que esteja com frio, já que seu vestido é bem decotado. Coloco em seus ombros ela sorri. - Muito gentil! Obrigada! - De nada! Tira o paletó do ombro e anda até um homem que dorme na calçada. O cobre e ele sorri pra ela. - Obrigado! - Agradeça a ele! Aponta com a cabeça pra mim e não acredito que acabei de perder meu paletó Armani para um mendigo. Essa merda custou caro demais pra ser usado por um senhor sujo. - Obrigado! Que Deus lhe recompense por isso. Dou um pequeno sorriso e voltamos a caminhar. - Está calado demais. Melissa diz me observando. - Apenas contabilizando o quanto já me fez jogar fora de dinheiro. Vestido, paletó, um jantar onde eu não comi nada. Sua risada alta me faz querer rir também, mas me seguro. - Imagino que o valor gasto comigo hoje, seja o valor gasto por sua mulher em um dia comum no shopping. - Quase isso! - Então pare de reclamar. Esse vestido vai se divertir muito essa noite, aquele homem vai ter uma noite aquecida depois de passar frio. - Como resolverá minha fome? - Vai ver daqui a pouco. Segura meu braço e paramos de andar. Vira e suas mãos desfazem o nó da minha gravata. - Vai dar minha gravata pra alguém? Sorri e puxa ela pelo meu pescoço, até sair toda. - Quer me amarrar com ela, jogar meu corpo em seu ombro e me levar pra onde quiser? - Quero! Revira os olhos e enrola a gravada na mão, colocando ela em meu bolso em seguida. - Não terá seu desejo realizado hoje, Sr. Brandão! Seus dedos abrem os primeiros botões da minha camisa. - Pronto! Agora parece um homem de trinta e poucos anos, indo curtir a noite. Olho para baixo e vejo um Daniel Brandão parecendo um estagiário saindo de seu trabalho pra ir beber. - Vamos pra que bar de esquina? Não responde e volta a andar. - Não é um bar. Fala após cinco minutos e entramos em um beco. - Mas um local de tradição e cultura. Um local onde você pode ver um povo livre, apenas celebrando a vida. Começo a ouvir uma música e ao fundo do beco vejo luzes iluminando algumas pessoas dançando. Não é uma musica que reconheça e tão pouco já vi essa dança antes. - Quem são? - Alguns amigos cubanos! - Cubanos em São Paulo? - Você acha que em São Paulo só tem brasileiros? Acha que só tem gente como você? - Não! Sei que tem pessoas diferentes de mim, mas não cubanos. - Pois temos vários lugares onde alguns povos vivem sem serem notados. - Estão aqui de forma ilegal? - Não! Estão a trabalho e sempre estão próximos para não se esquecerem de suas tradições. É como carregar Cuba em seu coração. - Mel! Um homem se aproxima e a toma em seus braços, erguendo seu corpo e a rodando. Isso me incomoda muito. - José! Ele coloca Melissa no chão. - Você está! Olha todo radiante pra ela e segurando sua mão, a roda somente para seus olhos devorarem. - Uau! - Gostou do meu vestido novo? - É lindo e realça seu belo corpo e olhos. - Obrigada! Meu maxilar e meus dedos doem de tanto que os aperto. Isso é estranho e irritante demais pra mim. - Esse é meu amigo, Daniel! - Prazer! Estica a mão pra mim e a pego, apertando forte. - Fiquem a vontade, já sabe onde tem tudo, Mel. - Pode deixar! Solta da minha mão e some em meio as pessoas dançando. - Mel? Pergunto a encarando com os olhos estreitos. - Algumas pessoas muito próximas e queridas por mim, me chamam assim. - Entendi, Mel! Se aproxima e sussurra perto dos meus lábios. - Pra você é Melissa! Agarra minha camisa e me puxa para o meio da dança. - Dança comigo! - Não sou bom com danças que não conheço. - Só acompanha o meu corpo. Paramos de andar e sua perna direita se encaixa entra as minhas. Leva a minha mão para a parte superior de sua b***a, meus dedos bem no limite. Uma mão se apóia em meu braço e a outra em minha nuca, puxando meu rosto pra perto do dela. O ar quente que sai de sua boca bate em meus lábios de tão próximos que estão. Sua b***a se afasta e então volta, batendo seu sexo em minha coxa, no ritmo da musica que é muito sensual. Esfrega seu sexo em minha perna e geme. Seu nariz desliza no meu e então seu peito bate em meu tórax. - Pronto pra ficar mais e******o por mim?
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