19

3679 Palavras
Fazia um pouco mais de seis meses que Melissa e Sofia estavam namorando. Seis meses desde sua visita, seis meses desde que nada fazia sentindo para nenhuma das duas quando estavam separadas. Os dias pareciam passar de maneira lenta e tediosa. Sofia não se sentia mais confortável em seu próprio apartamento, da mesma forma que Melissa sentia falta de algo durante o seu dia todo. O namoro estava dando certo mesmo à distância e embora tivesse funcionando da forma que tinham planejado, elas não contavam que a saudade fosse machucar daquela forma. Então houve uma série de acontecimentos com as duas mulheres para que Sofia pudesse tomar uma atitude que mudaria mais uma vez essa história. Isso nos leva ao agora, com uma Sofia deitada sobre a cama olhando para o teto enquanto havia uma pequena malinha sobre sua cama e o telefone estava em suas mãos. - Você tem certeza disso, filha? - Foi Sônia quem perguntou. Fazia alguns bons minutos que Sofia conversava sobre seus novos planos com seus pais, já que aquilo os afetaria de alguma forma. - Eu tenho mãe! – Sofia sorriu. - Eu tenho muita certeza disso e embora pareça cedo para tomar uma decisão do tipo, é o que eu quero. – Carlos que estava do outro lado da linha, olhou para sua esposa e sorriu. - Estamos orgulhosos de você, Sofia. - Ele disse. - Mas resolva primeiro com Melissa, então você foca nessa parte, tudo bem? – Sofia concordou, mesmo que eles não pudessem ver o seu gesto. - Esse é o meu primeiro passo, pai. - Ela respondeu ficando sentada. - Nesse exato momento, estou pronta para ir até ela e m***r toda essa saudade. - Sofia sabia que estaria perto do seu voo. Por isso olhou em volta de todo o apartamento apenas por precaução por que ela sabia que ele se encontrava todo fechado, pegou sua pequena mala de viagem e caminhou para fora dali em direção à um táxi que passava por ali. - Quer dizer que teremos sua ilustre presença em Miami? – Sônia perguntou assustada. A família havia se mudado a anos de cuba para os Estados Unidos após a adoção de Sofi, e desde a mudança de Sofia para NY a mesma nunca havia retornado para Miami sempre com inúmeras desculpas sobre trabalho e estudo. Por hora, saber que a mulher estava disposta a ir de uma hora para outra era bastante assustador. - Talvez, mas eu não sei se poderei passar muito tempo em sua casa. - Sofia riu enquanto sentava no táxi e lhe dizia para onde ir. - Eu preciso ficar pelo menos uma semana ao lado de Melissa ou eu vou ficar louca! - Não sei se me sinto ofendida ou chocada por saber que você está vindo e que nem será para minha casa. – Sônia suspirou de forma teatral. - Você sabe ao menos onde ela mora? – a médica deu de ombros. - Obvio que sei, eu investiguei. - Eles sorriram. - Eu irei chegar em um horário que não favorece muita coisa, então precisarei ficar com vocês por que não faz sentindo eu ir até o trabalho dela. - Que mulher é essa que está se passando por nossa filha? - Carlos brincou. - Papa... Eu só estou dando o rumo na minha vida que vocês tanto falavam! - Ela suspirou. - Eu chegarei por volta das 17h, tem como um de vocês irem me buscar no aeroporto? - Claro, irei te esperar lá. Boa viagem, filha! - Obrigada! - Agradeceu antes de desligar a chamada e notar as inúmeras mensagens no aplicativo. Achou estranho e precisou clicar para saber do que se tratava. Até que viu uma foto aleatória e uma enorme quantidade de mensagens logo abaixo das meninas. Sofia apenas observou sem dizer nada já que o carro havia parado em seu destino. Ela suspirou ao pagar a corrida e seguiu para dentro do enorme edifício e quando menos esperou, já estava sentada em sua poltrona no avião voando direto para a mulher que ela ama. Talvez aquelas tenham sido as horas mais lentas de sua vida, Sofia dormiu e acordou diversas vezes, mas foi quando colocou os pés para fora daquela aeronave e viu seu pai lhe esperando que toda a agonia e aflição sumiu de seu peito dando lugar a euforia. Foi apenas um abraço apertado e um aconchego paterno, não precisou de nenhuma palavra para que ele soubesse a forma que ela se sentia, inúmeras vezes ele à observava em silêncio. Na esperança de que Sofia iria o procurar para desabafar, embora ele soubesse que demoraria... ela sempre o fazia. Eles entraram no carro e Carlos dirigiu com calma pelas ruas de Miami e Sofia estranhou, já que estava bastante acostumada com NY. - Aqui parece ser tão tranquilo! - Ela comentou enquanto observava os carros passando com calma pelo lado dela. - Sem trânsito intenso ou pessoas desesperadas pressionando a buzina. Carlos riu. - Foi por isso que decidimos nos mudar para cá. - Ele disse. - Sua mãe e eu já não temos a mesma vida de antes então sempre é bom ter um lugar tranquilo e seguro para descansar. Ela concordou com a cabeça e respirou fundo. - Aqui seria um bom lugar para trabalhar. - Ele a olhou rapidamente, mas logo voltou a encarar à sua frente. - Parece aconchegante... Exceto esse calor, eu não acredito que são 17h45min e eu tô toda suada! Ambos gargalharam. - Melissa deve se sentir a mulher mais especial do mundo por fazer você vir no verão à Miami, todo mundo sabe que você odeia o calor! - E aquilo era verdade. Para Sofia, quanto mais frio melhor. - Ela provavelmente vai surtar quando me ver aqui, mas Mel é importante pra mim pai... - Ela olhou para ele. - Mellz é a mulher da minha vida, eu não posso esconder isso e... Enquanto houver amor aqui e eu saber que é recíproco, eu irei lutar por ela até que ela me diga para ir embora. - Suspirou. - Mesmo que ela me mande seguir em frente, esse não é o tipo de amor que se acaba com o tempo. Ele ficou em silêncio por que não sabia o que dizer. - Fico feliz que esteja se esforçando para dar certo. Aceito vocês e que ela seja seu tudo de uma forma boa, você tem todo o meu apoio e de sua mãe para lidar com as coisas que tem em mente. - Sofia sentiu um peso sair de suas costas. - Mas ela sabe dos seus planos? - Não, acho que de soubesse teria tido uma síncope. - E o que você tem em mente? O carro começou a diminuir a velocidade e em volta deles haviam um conjunto residencial que parecia ser composto por casas de classe média lindas, Sofia sentiu vontade de morar ali. - Haverá um jogo de futebol do time favorito dela amanhã no estádio próximo ao centro. - Ela ainda analisava as casas. - Eu vou levar ela até lá e... Fazer o pedido! Carlos estacionou o carro na calçada por que ele sabia que Sofia iria precisar dele ainda. - Você odeia futebol! - Ele disse puxando as chaves da ignição. - Eu não odeio! - Sofia olhou para ele só notando agora que o carro tinha parado e ela removeu o cinto de seguranças. - Eu só não tenho tempo para apreciar da forma que o esporte merece! – O pai negou com a cabeça não acreditando em nenhuma palavra da filha. - Sei agora saia desse carro e vá até sua mãe. Ela tá ansiosa por sua presença desde a hora em que ligou avisando. Sofia nem disse nada e apenas fez o que lhe foi tido. Tendo a mesma recepção que teve no aeroporto só que com lágrimas da parte de sua mãe e muita conversa. Sônia obrigou que Sofia comesse alguma coisa e tomasse um ótimo banho, até mesmo preparou um quarto para a filha mesmo sabendo que ela não passaria muito tempo ali enquanto Sofia contava tudo sobre seu plano. É certo de que Sônia teve receio, ela sabia que haviam uma coisa que Sofia amava tanto e essa coisa era seu trabalho. Saber que sua filha estava disposta a largar tudo e começar de novo lhe deixava apreensiva, com medo e principalmente o orgulho. Por que Sônia sabia que Sofia não era de se arriscar, mas quando o fazia era por coisas que sempre valiam à pena. Depois de tudo pronto e de horas conversando era por volta das 21h quando Sofia finalmente chegou ao prédio de Melissa. Yoko estava na China no momento e como sabia de cor e salteado o endereço, havia passado as coordenadas certinhas e um aviso para o porteiro liberasse a entrada da latina. A mesma usava um short jeans azul e nos pés um coturno. Ela estava com uma regata preta porém com insistência da sua mãe, Sofia foi obrigada a usar um casaco com capuz por que Sônia achava que iria chover. Quando as portas do elevador se abriram e Sofia encarou o número na porta marrom ela respirou fundo e apertou o pequeno botão que parecia ser a campainha. O capuz estava sobre a mesa e quando uma Mellz sonolenta, com um short super curto e um top abriu a porta, seu coração quase saiu pela boca devido ao susto. Até que seus olhos encararam os verdes de Melissa e tudo saiu de órbita. Quando ela menos esperou, seu corpo se chocava ao de Sofia em um enorme abraço apertado. E houve beijos. Muitos deles. Elas se beijaram por horas, mesmo sem dizer nada. Beijaram-se tanto até que suas roupas estavam fora de seus corpos e o cansaço que Melissa havia expressado não existisse. Elas transaram no chão da sala, no sofá de Melissa, elas se pegaram enquanto estavam no corredor e por fim na cama onde Mel fez Sofi gozar com uma chupada. Seus corpos estavam sobre a cama e Melissa achava que estava sonhando. Ela sorriu ao olhar para Sofia que se encaixava entre as pernas dela juntando seus sexos. Melissa era o ser mais lindo que Sofia tinha colocado os olhos, ela não conseguia entender como havia conseguido ficar tanto tempo sem aquela mulher por perto. Quadris começaram a se mover, mãos à se tocar e lábios se chocaram. Foram gemidos, foram palavrões e foram juras de amor. Era quase 04h00min da manhã quando elas deram um fim na saudade e estavam no banho quando Melissa finalmente pareceu cair na real. - MEU DEUS DO CÉU! - Ela berrou simplesmente assustando Sofia que tentava c****r um dos s***s dela. - Eu não acredito que você está realmente aqui! Sofia riu desistindo totalmente de mais uma rodada, Melissa parecia curiosa demais para lidar com s**o naquele momento. - Eu estou com planos de três semanas até encontrar algo que procuro. - Sofia disse simplesmente puxando uma das toalhas que estavam sobre o armário. - O que você procura? - Melissa perguntou curiosa. - Você! - Sofia sorriu e Melissa suspirou como a boba apaixonada sempre que ela estava por perto. - Não vamos falar sobre trabalho agora, está bem? Eu só quero dormir abraçada com você nesses dias em que estou aqui por que você me acostumou muito m*l! - Fez um biquinho que Melissa não resistiu e foi até ela. - Você me deixa toda boba! - Elas saíram do banheiro e foram até a cama ainda sem roupas. - Você vai ficar pra sempre? - Melissa perguntou um pouco insegura, o sono estava falando mais alto, porém ela precisava daquela resposta. - Ainda não, mas muito em breve não haverá despedidas. - Sofia disse antes de abraçar Melissa e dormir profundamente. 「...」 - Às vezes, eu me sinto como um santo casamenteiro. - Morgan brincou fazendo Sofia rir. - É sério, eu junto os casais e eles parecem felizes, mas eu nunca consigo dar certo com ninguém! - Ela parecia indignada enquanto tomava seu café encarando sua planta no papel. - Achei que você não quisesse ninguém. – Sofia cruzou os braços enquanto erguia uma das sobrancelhas, Morgan deu de ombros. Elas estavam em uma cafeteria próxima ao trabalho de Melissa que por muita insistência de Sofia, foi trabalhar. Agora, faltava bem pouco para que a mesma fosse até ela e levasse ao lugar em que seu futuro seria traçado. - E eu não quero! - Ela rebateu. - Mas veja, Há Miley e Liam que mesmo com toda a confusão e o casamento conturbado se amam da forma deles, Ashley e Seven estão dando certo que eu só vejo ambos em site de fofoca sobre um provável noivado, Há Melissa e você... - Foi enumerando os casais. - Até mesmo Lana tem alguém fixo e eu aqui há ver navios! - Karen e Yoko estão solteiras. - Lembrou Sofia. - Não por muito tempo, as vagabundas estão transando as escondidas. - Morgan era boa com segredos, mas Sofia não sabia daquele. - Como assim? - Perguntou chocada. - Não tá sabendo não? - Sofia negou o óbvio. - Gabs e Ash estavam em Chicago quando eu estava terminando um prédio lá, acabamos indo em uma festa para passar o tempo e eu juro Sofi... Eu estava na área Vips quando vi uma cabeleira castanha com mexas loira atracada a uma chinesa do corpo malhado da p***a. – Morgan e Sofia pareciam duas velhas fofoqueiras. - Eu reconheceria aquele cabelo até se tivesse amnésia, chamei Gabriel e o mesmo ainda teve dúvidas, porém foi quando as bocas se soltaram que vimos os rostos das duas vagabundas. Nós quase caímos para trás! Sofia não sabia o que dizer. - Elas viram vocês? – Sofia realmente não sabia o que fazer, até por que aquilo não era de sua conta. Mesmo se tratando de Karen, havia um limite na amizade delas e ela sabia que no tempo certo Karen contaria. - Não, apenas na saída quando elas postaram uma foto juntas e eu, por coincidência, postei uma foto no mesmo lugar mas elas fizeram a egípcia. - Vocês contaram para alguém? - Apenas você e Ash, Karen é muito filha da p**a para que eu saísse falando essas coisas. Posso muito bem ser encontrada morta em uma vala de qualquer cidade do mundo. Sofia respirou aliviada. - Ótimo, vamos mudar de assunto por que estou um pouco chocada com isso! - Ela fez uma careta. - Então, você entendeu o que eu tenho em mente? - Sim, tenho até um lugar para analisar, porém acho que ficará corrido demais só pra mim! - Qual é você é a melhor arquiteta que eu conheço! - Morgan riu ao observar o desespero. - Não parece ser tão difícil! - Você é uma ridícula, isso sim! - Rebateu. - Acha que é fácil construir clínicas e uma casa bem feita de um dia para o outro? Isso requer muito estudo e dedicação... - Você tem um prazo de 6 meses para um e um ano para o outro. - Sofia sorriu amarelo. – Minha transferência está sendo encaminhada, então... - Você só pode estar drogada! - Morgan disse desesperada se colocando em pé. - Sofia, você é uma péssima amiga! - Estava arrumando suas coisas para ir embora. - Pra onde você vai? - Sofia ria. - Pra casa começar essa d***a, eu juro que ainda quebro essa tua cara bonita! - E foi embora, sem nem ao menos pagar a conta que ela mesma consumiu. Sofia abriu sua carteira e deixou sobre a mesa uma nota que ela sabia que seria o suficiente e saiu do pequeno lugar em direção ao lugar em que Melissa trabalhava. Ainda era relativamente cedo e como estava com o carro do seu pai, havia pesquisado no Google Maps e sabia o básico da cidade por isso não foi problema se locomover ali. O GPS ajudava bastante também. - Olá, boa tarde! - Sofia disse para a recepcionista. - Eu gostaria de falar com Melissa Mickeize, por favor? - Qual seu nome? - A garota olhou para ela por uns instantes. - Sofia Gonzáles. - Sinto em informar, mas ela está ocupada para receber visitas no momento. - E simplesmente ignorou Sofia ali mesmo que sentiu uma enorme vontade de bater com a cabeça daquela mulher no balcão que estava entre elas. Sofia não disse mais nada, apenas puxou o celular do bolso e discou para Melissa que atendeu no primeiro toque. - Oi, meu amor... – Sofia sorriu ao ouvir aquela voz. - Você poderia vir até aqui fora? – Sófia perguntou. - Sua porteira não me permitiu entrar! - A garota olhou chocada para medica. Não que Sofia estivesse menosprezando a profissão dela, ela só não estava com vontade de ser receptiva com aquela mulher. - Claro! Logo, Melissa havia desligado o telefone e em quando a garota tentava explicar para Sofia que ela não era uma porteira e sim a recepcionista. Foi bem no momento em que Melissa surgiu por um corredor e Sofia deixou de ouvir qualquer coisa que a garota dizia. - Que surpresa maravilhosa, amor! - Sofia abraçou Melissa e a mesma disse baixinho. - Vim te buscar pra ir a um lugar. - Sofia disse dando um beijo na bochecha de Melissa. - Que lugar? - Melissa estava curiosa. - Surpresa! Melissa nada disse, apenas pediu para que Sofia esperasse alguns segundos para que ela arrumasse as coisas e saiu sem dizer nada para ninguém. Ela era a Boss ali dentro, então nada importava. Entraram no carro e foram conversando sobre coisas aleatórias, Sofia queria contar sobre Karen e Yoko para Mel, mas sabia que não seria o certo e aquele nem era o momento. Tudo na cabeça dela rodava em torno das palavras que ela iria dizer. Ela estacionou o carro em uma vaga próxima do estádio e foram caminhando de mãos dadas até a fila. Melissa estava eufórica com a hipótese de ver seu time do coração jogar ao lado de Sofia, m*l poderia acreditar que aquilo era real. Conseguiram um bom lugar e estavam vestidas à caráter com camisas e chapéus do time que adquiriram na entrada, elas estavam com comidas e refrigerante e Melissa se sentia a pessoa mais idealizada do mundo. Embora o jogo ainda estivesse empatado no primeiro tempo, nada tirava o enorme sorriso do rosto de Melissa. Até que chegou o primeiro tempo e Sofia sentiu seu coração parar dentro do peito. O momento chegou. Ela olhou para Melissa e percebeu que sem ela sua vida era triste. Seus dias eram frios e tudo não passava de um medo nada. Com Melissa, tudo pareceu ganhar cor, alegria e até acordar cedo em um feriado ou final de semana era motivos para deixá-la com um sorriso enorme. Sofia amava o som da risada de Melissa por que ela sabia que não existiria som mais bonito do que aquele. Ela precisava que aquela mulher fosse sua, que aquela mulher estivesse o seu nome. Foi com esses pensamentos que enquanto todos estavam sentados e distraídos esperando o segundo tempo começar que Sofia se levantou e Melissa olhou para ela não entendendo. - Poderia ficar em pé, por favor? - Sofia perguntou com a voz trêmula e Melissa concordou sem fazer perguntas. Aquilo acabou chamando um pouco a atenção de algumas pessoas que olhavam para elas. Nada fora do comum, afinal ambas as mulheres eram lindas. Só que o quê causou um disparo no peito de Melissa foi quando Sofia puxou do bolso uma caixinha pequena e se ajoelhou. Melissa pensou que iria morrer ali e Sofia sentiu as palavras fugirem de sua boca. Agora, outras pessoas olhavam para elas por que uma ou outras faziam questão de filmar aquilo por que eles sabiam o que aconteceria ali. - Eu sei que temos uma história de muitos anos. - Sofia disse em voz alta. - Sei que ela não é a mais linda de todas e que nosso primeiro conto não teve um final feliz. Sei que nos quebramos e que ficamos perdidas por muito tempo. Sei que você quis encontrar outros métodos para me tirar dos seus pensamentos da mesma forma que eu sempre quis superar você e nunca consegui. - Melissa já tinha lágrimas em seus olhos. - Eu sei que doeu muito ficar longe de você por todos esses anos, mas havia uma parte de mim que sempre esteve reservado pra você, meu amor... - Foi à vez de Sofia deixar uma lágrima cair. - Nos conhecemos de forma inesperada e o amor surgiu sem querer, eu te amei sem olhar para seus olhos e te amei muitas vezes mais hoje de manhã quando senti seus braços em volta do meu corpo, quando abri meus olhos. Mel, o tempo em que ficamos separadas, depois que reatamos me fez entender que não há nada que eu tente fazer, eu não sei ficar mais longe de você... Isso me leva ao agora, onde eu mudo de cidade... Eu crio coragem e te faço a pergunta que muda tudo. Melissa, você quer se casar comigo? Sofia estendeu a aliança na direção de Melissa que concordou diversas vezes entre lágrimas puxando Sofia para que ela ficasse de pé. - Eu aceite, Sofi. – Melissa disse enquanto muitas pessoas batiam palmas e assoviavam. Até a TV local que fazia cobertura do jogo tinha uma câmera voltada para elas. - Nunca esqueça o quanto eu amo você! – Melissa se lembrou. - Pra sempre! - E sempre. - Sofia sussurrou enquanto Melissa beijava seus lábios mais uma vez. Naquela tarde, o time do coração de Melissa ganhou o jogo de 2x0 e dedicou totalmente a vitória para elas, quando compartilharam um dos inúmeros vídeos pela internet do pedido de casamento. Melissa só não surtou mais por que sua boca estava entre as pernas de Sofia empenhada demais em dar um o*****o para agora, sua noiva.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR