Cap 08

856 Palavras
“Gostaria de ser invisível, assim ninguém poderia saber sobre os meus sentimentos” ✲ ✲ ✲ Estados Unidos Boston, Back Bay Motherhood Hospital Children [ 00:15 a.m] — Alô? — perguntou a mais velha surpresa por ver que a ligação era de fora. — Maria? — falou o loiro, tenso do outro lado da linha. — Senhor Matteo? — perguntou a mulher surpresa com a ligação do patrão e àquela hora. — Er, Maria… desculpe estar telefonando nessa hora, mas… eu queria saber se está tudo bem com Catarina. — perguntou tenso. A mais velha ficou surpresa. O patrão nunca telefonava diretamente para ela. Comemorou internamente, pensando que talvez ele estaria disposto a voltar para América e cuidar da sua menina. — Está sim, senhor Matteo. Hoje foi a formatura de nossa menina, e eu acho que a essa hora, ela deve estar com Suzume. Elas devem estar se divertindo. Não se preocupe... quando o senhor vai aparecer? — Eu… estarei retornando da Rússia na quarta. Vou ter que ir a Londres resolver algumas questões, mas… até o final do mês, estarei aí, tudo bem? A mulher sorriu, animada, e disse: — A nossa menina vai ficar feliz em te ver! Matteo sorriu fraco. Sentia falta de sua sobrinha, bem mais do que imaginava. Suspirou fundo e disse: — Então nos vemos em quinze dias… amanhã, eu telefono. Boa noite, Maria, e desculpe incomodar. — O senhor nunca incomoda, senhor Matteo. Até daqui a quinze dias… Maria desligou o telefone, com um sorriso nos lábios. Encarou o bebê da afilhada nos braços da mãe mamando e foi inundada por boas recordações de quando Catarina era pequena. Com um sorriso nos lábios e os olhos marejados, percebeu que o telefone tocou novamente e sorriu ao ver o nome de Suzume na tela. Pegou o aparelho e levou ao ouvido e disse, com um sorriso estampado no rosto: — Oi, minha princesa. Espero que estejam se divertindo e… — Maria é imediatamente interrompida por uma voz falha e baixa: — Maria… A mais velha sentiu o coração estremecer ao perceber a voz trêmula do outro lado da linha. Um silêncio sepulcral tomou conta do ambiente e Maria teve a certeza de que algo muito r**m havia acontecido. Antes de perguntar alguma coisa, uma outra voz tomou conta da linha e Maria sentiu todo o seu corpo retesar: — Maria, é Christopher… — O que houve com a minha menina? — perguntou, já se levantando e pegando seus pertences. Estava preparada para partir a qualquer momento por Catarina. — Agora, ela está bem… Onde você está, Maria? Vou buscá-la. — Motherhood Hospital Children… senhor Christopher, por favor, me diga a verdade. O que aconteceu a minha menina? — falava já a senhora chorando. — Conversamos no caminho, Maria. Mas eu juro, ela está fora de perigo. ✲ ✲ ✲ Durante o caminho, Christopher refletia sobre tudo o que havia acontecido. O mais velho decidiu ir à festa pois sabia que hoje seria um dia difícil para ela. Sabia que Hannah não iria à festa da filha, pois soube por um amigo que a loira havia viajado para a Europa com um homem. Matteo também não poderia ir, pois estava na Rússia, numa reunião da sua empresa. Naquela noite, quando viu o olhar vazio de Catarina na formatura, sentiu que algo muito r**m iria acontecer. Foi para casa e ficou o tempo inteiro pensando na garota. Não satisfeito, resolveu ir à sua casa. Parou numa conveniência que tinha uns doces que ela adorava, comprou vários e durante o percurso, repassava a desculpa esfarrapada que daria apenas para saber se ela estava bem. Quando chegou em casa, ouviu os gritos estridentes de Suzume e sentiu o corpo estremecer. Sem hesitar, subiu as escadas quase tropeçando nos próprios pés, se deparando com o jardineiro que parecia desesperado. Sem perder tempo, ele se encaminhou ao quarto de Catarina e adentrou sem aviso, mas ao ver ela desmaiada nos braços da amiga sentiu o coração dilacerar e uma dor invadir a sua alma. Então, estava certo! CABRUM… CHUÁAAA Começou a chover torrencialmente. Christopher suspirou fundo. Hoje, eles conseguiram evitar o pior, mas e se ela tentar novamente? Parou num sinal e olhou sua imagem pelo retrovisor do carro e disse a si mesmo: — Não permitirei que isso aconteça novamente, minha princesa… eu te prometo! O carro chegou na frente da maternidade e Maria adentrou no veículo sem demora. Os olhos assustados, as rugas no rosto, marcas da idade avançada, franzidas: tudo em seu semblante indicava preocupação. Sem hesitar, ela perguntou: — O que aconteceu com a minha menina? O homem suspirou fundo e com a voz entristecida, respondeu: — Ela tentou se matar. — Meu Deus! — disse a mais velha, levando as mãos até a boca, contendo o choro. — Mas… ela está bem. Vou levar você até ela. Catarina vai gostar da sua companhia. — respondeu com um sorriso nos lábios. O mais velho se aproximou da mulher, colocou as duas mãos em seus ombros e disse olhando em seus olhos: — eu prometo que isso não vai acontecer novamente.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR