Capitulo 25

1422 Palavras

O amanhecer após o funeral de Mariana trouxe uma quietude que parecia abraçar a cidade costeira, como se o próprio mar respeitasse a perda. As ondas sussurravam contra o cais, e o céu tingia-se de um azul suave, prometendo um dia calmo. Na casa de Ângelo, o silêncio era mais denso, carregado pela ausência que ainda ressoava nos quartos. Laura acordou na cama que partilhava com ele, o calor do corpo de Ângelo ao seu lado um lembrete reconfortante de que, mesmo na dor, estavam juntos. Ele dormia profundamente, o rosto suavizado pelo sono, mas as linhas de tensão dos últimos dias permaneciam, gravadas como sulcos na pele bronzeada. Laura levantou-se com cuidado, os pés descalços tocando o chão de madeira, e caminhou até à sala. Clara dormia no berço, o peixe de madeira da feirinha agarrado a

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