Capítulo 22 GENERAL NARRANDO Eu fiquei aqui parado na porta da boca por alguns segundos depois que a Marta e o Menor subiram a ladeira. O olhar do moleque não me passou despercebido. Eu conheço o brilho da cobiça, conheço o jeito que um homem mede o território quando quer a mulher de outro, ou, no caso, uma mulher que ele sabe que é sagrada. O Menor olhou para a Marta como se estivesse devorando ela viva, e por um momento, a vontade que eu tive foi de dar um corretivo nele aqui mesmo. Mas a Marta tem trinta anos nas costas. Ela é uma mulher feita, decidida, com uma marra que dobra até fuzil. Não é possível que ela vá dar condição para um moleque desses, um soldado que ainda tem cheiro de pólvora nova. Ela é muita areia pro caminhãozinho dele. Ou pelo menos, é nisso que eu tento acredita

