O vento em Eryndor parecia diferente naquela manhã. As bandeiras douradas tremulavam sob um céu pesado, e a névoa que descia das montanhas deixava o castelo envolto em um manto de inquietação. Lucian caminhava ao lado de Isla pelos corredores de pedra, o som das botas ecoando como um aviso distante. Os dois estavam em silêncio — não por falta de palavras, mas porque ambos sentiam a mesma coisa: algo terrivelmente errado. Isla apertou a mão de Lucian quando cruzaram o grande salão do trono. As tochas tremulavam mesmo sem vento, e a energia mágica parecia ondular como se o ar tivesse se tornado líquido. Você sente isso também? — ela murmurou, os olhos dourados refletindo a tensão. Sim. — Lucian respondeu, a voz rouca, grave. É como se o castelo estivesse respirando... e algo dentro dele

