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Escolhida pela lua e Rejeitada por um Alfa (Livro 02)

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Sinopse

Isla Draven é agora a Rainha, carregando a luz da Deusa e o poder Lunaris. Ao lado de Lucian, o Rei Alfa que a escolheu como companheira, ela luta para reconstruir seu reino. Mas seu crescente poder atrai perigos antigos.

O culto sombrio dos Devotos do Eclipse renasce, liderado por Damon, o ex-companheiro que volta das sombras. Obcecado em recuperar Isla — a poderosa Filha da Deusa da Lua —, Damon anuncia que a guerra ainda não acabou.

Dividida entre o amor e o dever, Isla deve dominar o que seu poder exige dela antes que as reviravoltas da profecia a consumam. O novo reinado é a chave para um novo e mortal conflito.

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– O Novo Recomeço. Parte 1
Parte 1 A lua cheia repousava sobre os campos de Eryndor, refletindo em prata as muralhas restauradas do castelo. O vento carregava o perfume de flores novas — um aroma de renascimento. A guerra havia cessado, e pela primeira vez em muito tempo, o reino dormia em paz. Do alto da torre real, Isla observava o horizonte. Seu manto prateado tremulava como se tivesse vida própria, e seus olhos, antes marcados pela dor, agora brilhavam com algo novo: serenidade. Ainda havia cicatrizes — em seu corpo, em sua alma — mas elas não doíam mais. Eram parte de quem ela se tornara. Ela era a Rainha de Eryndor, portadora do sangue Lunaris, herdeira da bênção da própria Deusa da Lua. Mas mais do que títulos e poder, Isla havia conquistado algo que julgava impossível: paz dentro de si. Ainda acordada, minha rainha? — a voz de Lucian ecoou suavemente, carregada de calor e humor. Ela se virou e o encontrou encostado no batente da porta, o corpo relaxado, mas o olhar atento. O rei havia trocado a armadura por uma túnica escura, simples, mas a força que emanava dele continuava a mesma. Quando sorria, o mundo inteiro parecia se curvar a esse gesto. Não consigo dormir — Isla admitiu, olhando de volta para o céu. Acho que ainda não me acostumei a… não ter medo. Lucian se aproximou, os passos lentos, firmes. Então talvez seja a hora de aprender o que é viver sem ele. — Ele parou atrás dela, pousando as mãos em seus ombros. Você venceu, Isla. O passado não tem mais domínio sobre você. Ela respirou fundo, sentindo o calor dele a envolver. Eu venci com você ao meu lado. Lucian inclinou-se e beijou-lhe a têmpora. Não. Eu apenas caminhei contigo. A força sempre foi sua. Por um instante, ficaram em silêncio. O vento brincava com os cabelos dela, e a lua parecia mais próxima. Isla fechou os olhos e sentiu o pulsar suave do vínculo — aquela linha invisível que unia sua alma à de Lucian. Era como uma batida dupla, um coração dividido em dois corpos. Mas havia algo mais. Um calor crescente, uma energia que vinha de dentro e se espalhava pelo ar. Ela franziu o cenho. Você sente isso? — perguntou, a voz quase um sussurro. Lucian ergueu o olhar, e o brilho prateado começou a emanar da pele dela. Sim — ele respondeu, com os olhos atentos. É o seu poder… despertando. A luz se intensificou, dançando ao redor dela como pequenas faíscas lunares. Isla ofegou, assustada e fascinada ao mesmo tempo. Eu pensei que já o conhecesse. Não — Lucian sorriu, passando os dedos pela luz que flutuava no ar. Isso é só o começo. --- Na manhã seguinte, os sinos do castelo tocaram. Era o Festival da Lua Eterna, o primeiro desde o fim da guerra. O povo se reunia na praça central, levando flores e tochas, cantando para agradecer à Deusa. Isla caminhava entre eles, sem coroa, sem joias — apenas com um simples vestido branco. As crianças corriam à frente, rindo, e os aldeões a cumprimentavam com sorrisos sinceros. Ela sentia algo diferente naquele dia. Não apenas alegria… mas vida. Havia sido rejeitada, humilhada, exilada — e agora era o símbolo de renascimento. Eryndor a via como uma bênção viva. Majestade! — uma menina pequena correu até ela, segurando um ramo de lavanda. É pra você! Dizem que a Deusa gosta desse cheiro. Isla se ajoelhou e aceitou a flor, tocando o rosto da criança. E eu também gosto — respondeu com um sorriso suave. Obrigada, pequena. Lucian observava de longe, o peito inflado de orgulho. Ele a tinha visto quebrada, ferida, lutando para sobreviver. Agora, a via renascida — não como uma vítima, mas como uma rainha. Quando ela se aproximou, ele estendeu a mão. Pronta para falar ao povo? Isla respirou fundo, subindo no pequeno palanque improvisado. O murmúrio cessou. Todos os olhos estavam voltados para ela. Povo de Eryndor — começou, a voz clara e firme. Durante muito tempo, vivemos na escuridão. Perdemos amigos, famílias e até a fé. Eu mesma esqueci quem era. Fui rejeitada, e por um tempo, achei que fosse apenas uma sombra. O silêncio era absoluto. Mas aprendi que até a lua, quando desaparece, não deixa de existir. Ela apenas se esconde, esperando o momento certo para voltar a brilhar. E assim somos nós. Podemos cair, podemos ser esquecidos… mas nunca deixamos de ter luz. As palavras ecoaram pela praça. E quando ela ergueu a mão, uma brisa suave varreu o ar — e as tochas se acenderam sozinhas, uma a uma, como se a própria lua as tivesse tocado. O povo aclamou, e Lucian apenas sorriu. Isla desceu do palanque, o coração acelerado. Eu não sabia que conseguiria fazer isso… — murmurou. Conseguiu porque falou com verdade — Lucian respondeu. E porque finalmente acredita em si mesma. --- Mais tarde, no jardim do castelo, Isla caminhava sozinha. As flores noturnas brilhavam sob o luar. Ela sentia algo vibrando dentro dela — uma força que não sabia controlar. De repente, uma voz suave sussurrou entre as árvores. “Filha da Lua… sua jornada apenas começou.” Isla parou, o coração disparando. Quem está aí? — perguntou, olhando em volta. O vento soprou, e uma forma translúcida se formou à sua frente — a Deusa da Lua, envolta em véus de prata. Seus olhos eram dois sóis brancos, serenos. Minha filha — disse a deusa, a voz ecoando dentro da mente dela. O que você sente é apenas um fragmento do poder que carrega. Ele se alimenta do vínculo, da fé e do amor. Quanto mais puro o elo, mais forte a luz. Isla caiu de joelhos, emocionada. Eu não sei se sou digna disso. A deusa sorriu. A dignidade não nasce do sangue, mas do coração. Você foi quebrada, mas não se rendeu. Foi rejeitada, mas escolheu amar. E por isso… será o farol entre a escuridão e o mundo. A luz envolveu Isla, e a voz se dissipou como uma canção antiga. Quando ela abriu os olhos, estava sozinha novamente — mas a energia permanecia ali, vibrando no ar, viva. Ela ergueu a mão e viu pequenas partículas luminosas dançando entre seus dedos. Sorriu. --- Do alto das muralhas, Lucian observava. Ele havia sentido o despertar dela, o poder fluindo pelo vínculo como um raio prateado. E, por um instante, sentiu o mesmo poder dentro de si responder. O vínculo os tornava mais fortes — não apenas como rei e rainha, mas como duas metades de uma força divina. Mas ele também sabia o que isso significava. Com grandes dons, viriam grandes provações. E embora a lua estivesse cheia e o reino em paz, as sombras jamais descansavam por muito tempo. Lucian olhou para o horizonte e viu as montanhas distantes cobertas de neblina. Algo se movia além delas. Um pressentimento gelou seu peito. Que a Deusa nos proteja… — murmurou. Porque a luz dela está prestes a ser testada novamente. Ele voltou-se para o castelo, onde Isla o esperava. E quando os olhos dela encontraram os dele, o vínculo brilhou — quente, vivo, indestrutível. Era o novo começo. Mas também, o prólogo de uma nova guerra.

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