O castelo de Eryndor parecia respirar em silêncio. As chamas das tochas tremulavam em respeito ao que havia acontecido na noite anterior — quando o céu se abriu e a lua, pela primeira vez em séculos, derramou lágrimas de prata sobre a terra. Lucian permanecia ao lado da cama onde Isla dormia. Havia três dias desde o fechamento do véu. Três dias em que o reino pairava entre esperança e pavor. Ninguém ousava entrar nos aposentos reais sem permissão. O rei estava diferente. O ar ao redor dele parecia mais denso, o olhar mais sombrio, o corpo mais tenso. Ele não dormia. Observava a cada respiração dela, o leve movimento do peito, o brilho quase etéreo que envolvia sua pele. Quando a luz da manhã atravessou as cortinas, Isla se mexeu. Um gemido suave escapou de seus lábios. Lucian se

