Estávamos ainda na sala de Andrew. Sua avó transmitia uma emoção no olhar que eu não sabia decifrar.
Olhei para sua mão. Ela estava tremula. Será que ela estava passando m*l?
— Vovó, a senhora está bem? Andrew pergunta e a mesma deixa lagrimas banharem seu rosto. Ela está me deixando assustada. Vovó? O que foi? O que a senhora está sentindo? Andrew continua, mas ela só sabe chorar.
— Eu vou buscar um copo d’ àgua para ela. Digo saindo da sala e do nada só escuto Andrew desesperado na sala. Volto e ele está segurando sua avó, que tombou seu corpo na cadeira. Ela desmaio?
— Sim. Chame uma ambulancia. Andrew pede desesperado. Faço o que ele pede. Ficamos os dois ali sem saber o que fazer. Ele está desperado, e eu estou assustada.
— Ela estava passando m*l? Indaguei sem entender nada.
— Não. Ela estava ótima quando chegou aqui. Estávamos conversando sobre uma viagem que ela está querendo fazer. Eu nãao sei o que houve. Do nada ela ficou palida, tremula. Ele passa uma das suas mãos no rosto da avó.
— Fique calmo. Ouvimos uma batida na porta e são dois paramédicos. Eles entram com a maca e perguntam o que houve.
Andrew explica o que aconteceu e eles a colocam na maca.
— Daniela, cancele minha agenda. Vamos remarcar.
— Claro! Não se preocupe. Me dê noticias. Digo e ele sai junto com os paramédicos.
Fico pensativa com que houve. Tomara que não seja xnada grave. Andrew ficaria muito m*l se algo acontecesse com ela e com a esposa.
Nas proximas horas comecei a desmarcar os compromissos de Andrew.
Não reagendei, pois prefiro olhar com ele, já que um dia na semana ele tira para sair com a esposa. E normalmente a agenda dele é bem cheia.
Markos como sempre, me mandou o almoço. O agradeci por mensagem e ele me retornou me dizendo que estava pensando em mim, e que não via a hora de chegar sabado, para passarmos um tempo juntos.
Mandei outra mensagem provocando-o. Dizendo que iriamos sair como amigos.
Ele me retornou, perguntando se amigos podiam beijar na boca, porque é isso que ele queria fazer comigo. Fico toda boba olhando para o telefone. Não respondo.
Meu expediente terminou.
Andrew não me deu notícias, e eu não achei devido da minha parte ligar para ele. Não queria e nem quero invadir a privacidade deles. Acredito que se estiver tudo bem ele vai aparecer no escritório e eu posso perguntar o que houve, e se a avó dele está bem.
Fechei todo o escritório e fui embora para casa render a enfermeira.
Em casa cheguei e a enfermeira estava sentada no sofá lendo um dos livros de medicina.
— Boa noite, Tabata!
— Boa noite, Sra Clarke!
— Está tudo bem por aqui? Indaguei colocando minha bolsa na mesinha que tem na entrada da sala de estar.
— Está sim. Hoje ele está mais agitado do que o normal. Franzo a testa e vou até o quarto. Ele está dormindo. Tive que dar um calmante para ele, para ele ficar tranquilo.
— Será o que ele tem? Vejo que ela já trocou a dieta.
— Não sei. Mas saiu até um som da boca dele.
— Sério? Perguntei esperançosa.
— Sim. Parecia que ele queria falar, gritar, mas foi um som roco. Ele ainda está com dificuldade.
— Mas é um bom sinal. Espero que ele volte logo a responder.
— Estamos no caminho certo.
— Verdade. Mas agora, pode ir. Agora é comigo.
— Tudo bem! Boa noite!
— Boa noite! E muito obrigada por hoje!
— De nada! Ela pega sua bolsa e sai do quarto. Passo uma mão no rosto dele para ver se ele não está com febre e nem nada. E ele está normal. Sua temperatura está normal. Deixo o mesmo e vou para meu quarto.
Tomo um banho e me vou para cozinha comer alguma coisa.
Pego uma salada de frango e coloco em um prato. Me sento no sofá ligando a tv. Coloco em qualquer canal e começo a comer.
Meu celular toca dentro da bolsa. Me levanto e pego o mesmo. Era Markos.
Atendo...
— Oi. Boa noite, Sr O’ Conell!
— Boa noite, minha vida! Estou sentindo sua falta na nossa cama.
— Você está em seu apto?
— No nosso apto, sim. Eu venho todos os dias para ficar perto de você. E não vou embora enquanto você não for comigo.
— Markos, isso pode demorar...
— Não importa. Eu não vou desistir de você e nem da gente. Eu fiz isso uma vez e estou pagando caro por não ter você aqui, agora, comigo. Sei que tem todo esse problema com Thomas, mas acredito que se estivéssemos bem, você estaria aqui comigo. Você fugiria para está aqui comigo, mas enfim, não vou ficar remoendo isso. Eu só quero te ter de novo na minha vida, nos meus braços e na nossa cama. Ele falando assim me deixa acesa.
— Eu também sinto sua falta. Você não tem ideia de como eu sinto sua falta.
— Sei sim, porque é o mesmo que sinto. Eu quero você comigo. Sorrio feito uma adolescente com seu primeiro namorado.
— Vamos ter calma. Já tivemos até agora...
— Você teve. Eu não. Ele não me espera terminar de falar. Eu estou pirando sem você, Dani. Eu não aguento mais. Eu quero que sejamos aquele casal antes de acontecer tudo que aconteceu. Eu quero poder andar de mãos dadas com você. Quero poder te levar para comer algo e namorar. Namorar muito sem pensar no amanhã.
— Eu também quero tudo isso, Markos. Porém, a gente tem que ser cautelosos. Não podemos fazer essas coisas sem pensar nas consequências.
— Eu sei. Eu só estou desabafando. Eu te amo.
— Eu também te amo. E sinto sua falta.
— Se não fosse esse problema de Thomas, eu não teria te dado tempo nenhum. Eu só respeitei por saber que você estava com muitas coisas na cabeça, e eu não queria que você tivesse que lidar com mais uma coisa.
— Te agradeço por isso. Você é um fofo.
— Já estou ganhando elogio de novo? Estou no caminho certo. Gargalho dele.
— Deixa de ser bobo.
— Fica comigo no sábado? Eu não quero somente a minha amiga lá. Eu quero minha amiga, minha amante, namorada, minha mulher. Eu quero você toda.
— Vamos ver se você está merecendo. Digo brincalhona.
— Estou sendo avaliado?
— Sim, Sr!
— Vou ter que usar todo meu charme para te convencer.
— Vai precisar mais do que seu charme, Sr O’ Conell.
— Estou perdido. Gargalho.
— Você acha que será fácil assim? Terá que me conquistar muito no sábado para essas denominações aparecer. Por enquanto, quem vai está lá é sua amiga, vamos ver no decorrer do dia como vai ser e se o Sr está merecendo.
— Pode deixar que farei de tudo para ter todas em uma só. E só para constar, eu odeio está em teste. Começo a rir dele. Você está rindo? Fico feliz em saber que sou alvo do seu divertimento
— Está muito dramático, Sr O’ Connel.
— A culpa é sua. Já não estou conseguindo pensar. Você tem me deixado em um estado de solidão. Eu me sinto só sem você.
— Eu também me sinto assim sem você.
— Vou voltar aí e te agarrar, te soltar somente quando nós dois estivermos totalmente satisfeitos.
— Não seria má ideia, porém, você sabe que não pode.
— Droga! Sábado, eu farei de tudo para passar no seu teste.
— Vamos ver. Digo brincalhona. Começo a abri a boca de sono.
— Já vi que está com sono. Vou deixar você dormir. Amanhã estarei na porta da faculdade. Pena que não posso chegar e te agarrar como antes.
— Thomas começou a querer responder. Falo entrando no quarto de Thomas.
— Sério? Vamos poder nos livrar dele e aquele velho chato pelo resto da vida?
— Não vejo a hora.
— Dani, você já pensou se Thomas não quiser te dar o divórcio?
— Eu não quero pensar nisso. Ele não vai conseguir me segurar ao lado dele. Markos, se Thomas começar a falar e ter entendimento do que está acontecendo a sua volta, eu o largo no mesmo dia. Não me interessa o que ele quer ou não. Eu quero minha vida de volta. Eu só quero que ele volte a si e me deixe livre. O que ele vai fazer da vida dele não me interessa. Olho Thomas e está do mesmo jeito. Sua respiração está tranquila.
— Espero que nesse plano, eu esteja incluído.
— Quem sabe. Você está em teste.
— Droga, esse teste pode me deixar de fora da sua vida? Estou morto. Ele diz e eu gargalho.
— Boa noite, Sr O’ Connel! Até amanhã. Digo sorrindo.
— Te amo! Até amanhã. Sonha comigo!
— Também te amo! Até amanhã! Desligo e vou para meu quarto.
Me deito e fico pensando na nossa conversa. Apesar do que ele fez, eu o amo, o amo muito e quero mesmo que tenhamos uma chance e agora para sempre.
Acabo pegando no sono com esse pensamento.
Mais um dia se passou, e não tive nada de novo.
Markos como sempre estava na frente da faculdade. Ele assim que nossos olhos se cruzaram, me mandou um beijo no ar. Somente sorrir. Não podia correr o risco de Wilson está ali me vigiando. Mas depois que entrei na sala mandei uma mensagem para ele, desejando um bom dia! Ele me desejou o mesmo.
A Avó de Andrew teve um princípio de infarto. Fiquei em choque quando Andrew falou.
Ela ainda estava no hospital, e passa bem. Andrew só veio ao escritório resolver algumas pendências e voltou para lá. Ele disse que não volta a trabalhar enquanto sua avó não sair do hospital. E qualquer coisa poderia ligar para ele.
A semana passou voando. Hoje era o dia que Wilson iria ver o filho.
Toda semana ele ver Thomas, porém, quem o levo é um dos meninos, e hoje será diferente, porque nenhum dos dois pode ir.
Magno até se ofereceu para levá-lo, mas eu não queria dar esse trabalho a ele. Eu pedir duas horas de folga para Andrew, e já estava aqui levando Thomas com o auxílio da enfermeira.
Eu não vejo Wilson desde a audiência. Nem fazia questão. E o mesmo sempre reclamava com os meninos que eu é que deveria levar o meu marido para vê-lo. i****a. Ele quer é colocar suas garras e vontades sobre mim, porém, isso nunca mais vai acontecer.
Cheguei no fórum. Local que foi estabelecido para Wilson ver seu filhinho.
Com a ajuda da enfermeira tirei a cadeira de rodas no taxi e colocamos Thomas em sua cadeira. Olho para o mesmo e ele está me olhando bem firme.
— Eu espero que esse olhar não seja de desaprovação. Digo com humor. Ele não expressa nada que não seja mexer seus olhos para cada lado. Vamos porque seu querido pai já está te esperando.
Adentramos o fórum e já avistamos Wilson andando de um lado ao outro.
— Estão atrasados. Ele fala assim que me ver. Nem me abalo.
— Você tem uma hora. Digo entrando na sala e me sentando.
— Até que enfim que você resolveu cuida dele e não deixar ele nas mãos de estranhos. De novo nem me dou o trabalho. Como ele está?
— O que você acha?
— Acho que esse tratamento é perda de tempo. Ele não tem evoluído nada. Você está gastando à toa, Olho para Thomas e vejo que a postura dele mudou. Ele tem seu olhar perdido e sua cabeça baixa. Estranho, porque ele não estava assim. Ele tem evoluído sim. Não tanto quanto gostaria, mas ele tem mostrado uma pequena evolução.
— Não importa, Wilson. O dinheiro é dele, então vamos esgotar tudo que tiver para ele ficar melhor.
— Só para você saber, eu entrei com recurso para compartilhar a guarda dele. Ele só me cansa.
— Faça como quiser.
— Por que você não deixa nossas desavenças de lado e volta para nossa casa? Seria tão mais fácil nós dois cuidarmos dele. Ele podia contar comigo e com você. Já disse que ele me cansa? Pois, ele me cansa e muito.
— Vamos fazer o seguinte, Wilson. Quando ele melhorar voltamos para sua casa. Voltaremos para dar um ponto final nisso. Porque eu nunca mais quero ver você na minha vida. Você dois podem fazer o que quiser, que eu não vou voltar na minha decisão.
— Eu não deixarei assinar o divórcio, Daniela. Nunca. Pode ter certeza disso. Sorrio.
— Por mim, ele e você podem fazer o que quiser. Não me interessa e nem me importa. Meu celular apita e eu o pego. É uma mensagem de Markos.
Ele me pergunta se estou bem.
Respondo que sim.
Ele retorna a mensagem me perguntando se estava tudo certo para amanhã. Sorrio.
Respondo que sim.
— Eu queria dar uma volta com ele. Você pode acompanhar. Wilson me tira do meu flerte.
— Achei que tinha ficado claro que as visitas seriam aqui e o Sr não tinha direito de mais nada.
— Você não pode me negar passar mais tempo com meu filho.
— Vai a merda, Wilson. Seu filho ficou desaparecido por meses e agora você quer dar um de bom pai? Vai a merda. Eu não estou te negando nada, somente cumprindo com o determinado da justiça. Portanto, pare de tentar, porque você não vai conseguir. Me levanto de saco cheio disso.
— Aonde você vai? Ele se levanta e vem atrás de mim. Esse homem é louco.
— Respirar onde você não respira. Digo indo para fora do Fórum e ele continua me seguindo. Seu tempo está acabando. Não é a mim que você tem que ver e sim seu filho.
— Eu sinto falta de você também. Era tão bom quando você estava na nossa casa. Éramos os três felizes, porém, aquele i****a queria... Franzo a testa me virando parra ele.
— Queria? Indago para ele continuar.
— Nada. Eu vou voltar. Ele fala já indo para dentro do Fórum. Eu sei que ele esconde o que realmente houve. Tenho quase certeza de que ele provocou o estado de Thomas. Eu só queria alguma coisa para confirmar isso.