Já havia passado algumas semanas.
Minha vida fluía normal. Claro que Wilson não me deixou e nem me deixa em paz. Ele tem se feito presente na porta da faculdade quase todos os dias. Ele está tentando de tudo para me atormentar, porém, ele não vai conseguir. Nunca mais.
As visitas supervisionadas foram agendadas e mesmo assim, ele não para de me procurar.
Markos como sempre está na porta da faculdade, e tem acompanhado esse martírio com Wilson. Ele até queria intervir uma vez, quando Wilson estava alterado e me agarrou, porém, eu fiz sinal para ele não fazer nada. Dei uma ajoelhada naquele velho i****a, que ele não pode mais me segurar. Eu deixei ele lá e fui para dentro da faculdade, e ele ficou uns dois dias sem ir me atormentar. Mas meu sossego durou pouco. Suspiro só de pensar.
— Titiaaaaa... April grita. Ela tem estado comigo todos os finais de semana. Como Coby está montando sua loja, está andando bem ocupada, então essa princesa tem ficado comigo.
— O que foi, minha linda? Indaguei pegando a mesma no colo.
— O pacilente acordou. Sorrio do jeito errado dela falar. A mesma tem me ajudado muito com Thomas. Ela me ajuda pegando as coisas do banho dele e a pentear os cabelos dele. E o mais engraçado que na primeira vez que ela o viu, ela me perguntou se ele era o papai dela. Disse que não. Que ele era como um titio emprestado. Não sei como ficou e nem como ficará isso na cabeça dela quando ele começar a reagir, mas o fato que ela não poderia pensar que Thomas é o pai dela.
— Vamos ver como ele está, minha enfermeira favorita. Vamos nós duas para o quarto. Entramos e vejo Thomas olhando para todos os lados do quarto. Ele tem respondido bem ao tratamento. Não se mexe ainda, não fala , mas seus olhos já voltaram a se mexer, e ter brilho. Na consulta que tivemos, o médico foi bem animador, dizendo que Thomas está progredindo, mesmo que lentamente, ele tem respondido bem ao tratamento.
— Olha, titia! April aponta para Thomas. Desço ela do meu colo e vou até Thomas. Ele me olha e pisca varias vezes os olhos.
— E o que foi? Indaguei para mim mesma, porque sei que ele não pode responder. Ele tem piscado varias vezes os olhos toda vez que estou com ele. Não sei se ele quer me dizer alguma coisa, mas ele fica bem agitado quando chego perto dele. O médico me disse que ele pode está tentando falar algo comigo e por isso, ele tem feito acoompanhamento com fonoaudiologo e fisioterapeuta. A pensão dele não é muito, mas uso ela somente para pagar seu tratamento. Ele ainda continua piscando seus olhos. Fique calmo. Você está bem! Vai ficar tudo bem com você. Como todas às vezes, eu tento acalmá-lo. April vai para cima da cama e fica passando sua pequena mãozinha no rosto dele. Thomas vira seu olhar para ela.
— Ele fita talmo. April diz e dar um beijo na bochecha dele.
— Você é a melhor enfermeira que ele podia ter. Ela sorrir mostrando seus pequenos dentinhos. — Eu dosto dele, titia. Ele é mo papai. Olho para ela e suspiro.
— Gatinha, já conversamos sobre isso. Ele não é seu papai. Ele é o titio. Igual titio Marko. Lembra.
— Mas ele não pode ser mo papai?
— Não sei, pequena. Vamos deixar ele melhorar e quem sabe. Não quero criar esperança no coração dela, porém, como se explica uma situação para uma criança de dois anos? Não vejo como, então deixo ela com seus pensamentos, e espero que ela esqueça. Vamos preparar alguma coisa para comer? Indaguei querendo que ela se distraia.
— Te fica. Ela diz.
— Quer ficar aqui? Ela assentiu. Tudo bem! Eu vou preparar algo. Sair do quarto e fui para a cozinha. Porém, m*l abrir a geladeira para pegar uma carne, escutei a campainha. Fui abrir a porta e estava lá três homens. Franzi a testa, porque não sabia o que os três estavam fazendo aqui, principalmente Markos, pois ele não vem aqui. Ele sempre está lá embaixo, dentro do carro. Fica lá por horas e não sobe.
— Como vai, a rainha desse castelo? Tom fala brincando e me abraça.
— Vou bem, e vocês? Entrem. Digo. Bryan me abraça e me dar um beijo no rosto. Markos entra sem dizer nada. Ele tem respeitado muito o meu espaço. Tem respeitado tanto, que chega a ser chato. Porque ele, agora, poderia tirar uma casquinha. Bufo. Eu é que quero tirar uma cascona dele. Sorrio do meu pensamento.
— Trouxemos o almoço. Bryan fala tirando as sacolas das mãos de Markos.
— Humm, eu nem queria cozinhar mesmo. Digo pegando as sacolas e colocando em cima da mesa. Vocês três vieram almoçar comigo?
— Sim. E também conversar. Markos diz e eu o olho.
— Vamos colocar as coisas na mesa, e podemos sentar e conversar. Digo colocando toda comida na mesa. Tom e Bryan pegam os pratos e talheres. E Markos ajuda a organizar a mesma. Ele fica me olhando. O que tanto você me olha? Indaguei terminando de arrumar a mesa.
— Sinto sua falta. Não está sendo legal para mim esse afastamento.
— Você me afastou primeiro e nem sentiu a minha falta. Digo e ele passa as mãos na cabeça.
— Mentira. Eu sentia todos os dias a sua falta, porém, burro que fui me coloquei em outro lugar.
— São escolhas que a gente faz, que devemos arcar com as consequencias. Digo mais para mim do que para ele.
— Até quando? Ele indaga.
— Não sei. Vou buscar April para comer. Vou até o quarto de Thomas e April está na deitada com a cabeça na barriga dele. Ela está com suas pernas cruzadas e com um livro na mão. Na imaginação dela, ela está lendo para ele. Sorrio disso. Está contando uma história para ele, lindinha?
— To. Ele dosta.
— Acredito que sim.
— E o mo papa? Sorrio e pego ela no colo.
— Está pronto o papa. Vamos lá comer. Temos visistas hoje.
— Tem é?
— Somos nós, princesa! Markos diz chegando perto de nós e ela dar um grito e pula no colo dele. Nossa, tudo isso é saudades?
— Sim. Titio no vai ver eu.
— Desculpa, meu amor, mas titio está trabalhando muito.
— Nós aqui não merecemos um beijo dessa princesa? Bryan indaga.
— Simmmm. Ela grita mais alto ainda. Bryan e Tom dão um beijo em conjuntto nela e ela é toda sorriso.
— Vamos comer? Indaguei me sentando. Markos coloca ela na sua cadeira Coloco comida no prato para ela e já passo para ela comer. Então, rapazes, o que vocês tem para conversar comigo que pode ser falado perto de uma pessoinha de quase três anos?
— Viemos intervir nessa sua decisão de se manter trancada aqui. Bryan diz.
— Não entendi. Falo olhando de um para o outro.
— Você se inclausurou nessa casa. Está indo de casa para a faculdade, da facculdade para o trabalho e do trabalho para casa. Nos finais de semana você não sai. Não vive mais.
— Vocês estão sendo injusto. Eu estou aqui, e estou respirando. Então, não podem dizer que eu não estou vivendo.
— Não vem, engraçadinha! Estamos falando que você não precisa se sacrificar tanto. A enfemeira pode continuar aqui aos finais de semana para você se distrair, sair um pouco.
— Não tenho como pagar o final de semana, gente, então não se preocupem. Eu abrir mão do final de semana da enfermeira, para que Thomas tivesse o acompanhamento do fisioterapeuta e da fonoaudiologo. A pensão dele não dar para tudo isso, e eu ainda tiro do meu salário para inteirar. Portanto, não se preocupem. Eu estou bem.
— Não está, não. Magno não te ver desde quando você se colocou nessa situação. Ele só não veio almoçar e falar umas verdades para você, porque tinha um almoço de ex policiais para participar. Você m*l fala com a gente. Esse dai. Tom aponta para Markos. Está igual ao um zumbi. Porque não vive se não te ver. Ele não está bem, assim como você. Eu não estou pedindo para você voltar para ele, mas que vocês dois resolvam pelo menos ter uma amizade.
— Mas nós temos uma amizade. Tanto que ele está aqui. Digo piscando para Markos. Ele balança a cabeça sorrindo.
— Eu quero você de volta. Ele afirma devolvendo a piscada.
— Vamos continuar nossa amizade. Não posso voltar para você agora, pelo menos até Thomas está bem.
— Pelo menos não é o fim. Bryan diz levatando as mãos para o céu. Sorrio dele.
— Deixa de ser bobo.
— Menos uma coisa para resolver. Agora vamos resolver seu final de semana, porque acredito que meu irmão aqui está louco para planeja, cinemas, piqueniques, até mesmo te levar para New jersey para conhecer o lugar onde ele está trabalhando.
— Gente, eu agradeço o que vocês querem fazer. Mas, não precisam se revesar para cuidar de Thomas. Ele não é obrigação suas.
— E nem sua. E acredito que, se você não tivesse Wilson no seu pé e sua liberdade, você teria deixado Thomas em alguma instituição, para ser cuidado. Suspiro porque ele tem razão.
— Eu não posso prender nenhum de vocês nisso. Principalmente você, Markos. Ele me olha sem entender. Imagina você, que foi meu namorado, cuidando do meu então marido. Meio estranho, você não acha?
— Primeiro, que você continua sendo minha namorada. Segundo, que jamais aceitaria uma situação dessa. Não por ele ser quem é, mas pelo m*l que causou a você por anos. Porém, ninguém aqui quer cuidar dele. Franzo a testa. Queremos que você aceite a enfermeira aos finais de semana...
— Não posso. Não tenho como pagar.
— Mas nós temos. Eu já tinha conversado sobre isso com os meninos e Magno. Ele se propos a ajudar financeiramente. Eu disse que não precisava, porque poderia pagar, porém, sei que você não aceitaria, então vamos nos juntar e pagar a enfermeira os finais de semana, para você ficar livre para fazer o que quiser.
— Eu não posso aceitar isso, meninos. Agradeço muito, mas como disse, Thomas não é responsabilidade sua.
— Não adianta. Já entrramos em contato com a enfermeira e pedimos para ela olhar uma amiga que possa revezar com ela os finais de semana.
— Gente, por favor!
— Por favor, pedimos nós. Não vamos desistir de você. Thomas pode ser cuidado pela enfermeira o dia todo e a noite você pode está aqui por ele. Portanto já está decidido.
— Sorrio. Vocês três quando se juntam, não tem jeito.
— Que bom que vocẽ sabe. Mesmo porque, meu amigo aqui não está podendo usar a arma dele para te convencer. Bryan diz e eu gargalho deles. Saudades. Penso comigo.
— E por falar nisso, ele está se tornando virgem. Thomas podia pelo menos voltar a falar, para poder vocês dois se acertarem. Markos joga o guardanapo em Tom sorrindo.
— Tabei primeilo. April grita.
— Titio trouxe sobremesa. Markos diz
— Selio? O te é?
— Sorvete. Markos já se levanta e vai até a cozinha. Ele não demmora e trás uma taça de plastico com sorvete para ela;
— Delicinha. Bligada, Titio.
— De nada, meu amor.
— Tome pala vocês ganhalem tumbém. Sorrimos dela.
— Pode deixar. Vamos comer tudo. Digo e todos nós voltamos comer.
Mais tarde, ficamos conversando sobre outras coisasm até do casamento de Bryan e Tom. Eles estão empenhados a casa e ainda adotar uma criança. Ambos querem ser pais. E eu o acho muito legal essa atitude deles. Porém, eles querem se casar antes de entrar com o pedido de adoção.
Tom e Bryan me disseram que eles querem muito que, eu e Markos sejamos padrinhos, tanto de casamento, quanto da criança que eles irão adotar.
Markos e eu aceitamos de cara, estavámos muito felizes por eles. Eles são abençoados.
Eles se levantaram para ir embora. Já era quase seis da tarde.
— Dani, estamos conversados. Semana qe vem você não fica trancada nessa casa.
— Sim, Sr. Não tenho muito para onde fugir.
— Tem sim. New Jersey te espera. Markos fala piscando para mim.
— Vamos embora. Até mais. Tom e Bryan me dão um beijo no rosto e saem. Markos para na porta.
— Não está tão chateada comigo mais?
— Só um pouquinho. Digo sorrindo para ele.
— Pelo menos isso. Eu te amo. E quero você de volta.
— Já te disse que não podemos.
— Eu sei. Você é certinha demais para fugir as regras.
— Só não quero que Wilson tenha motivos para me acusar.
— Que se fodas Wilson e quem mais quiser. Eles não precisam saber da nossas vidas. Quero te levar para New Jersey no final de semana que vem. Você aceita?
— Aceito. Não teremos problemas se ficarmos longe de New York e do Brooklin.
— Te pego aqui. Ele fala me dando um beijo no rosto e se vai. Eu amo esse homem demais, e por mais que possa ser errado que saia com ele ainda casada, eu não quero saber. Cansei de pensar nos outros, tenho que pensar em mim. Só não quero que Wilson saiba de nada, porque, se ele já está no meu pé, ficará ainda mais.
Meu final de semana passou.
Estava chegando na faculdade e vi Markos no carro. Pisquei para ele e adentrei a faculdade. Eu estava tão bem. Parecia que nada iria me pertubar hoje.
Minhas aulas foram todas tranquilas. Fizemos um trabalho em grupo em todas as aulas. Foi mais musicas e a arte da dança, tudo na pratica. Eu amei.
Sair da faculdade e fui para um ponto de ônibus. O trabalho me espera.
Na hora que cheguei no escritório de Andrew, a porta da sua sala estava aberta. Ouvir vozes. Não queria interromper, mas precisava avisá-lo que cheguei.
Bato na porta.
— Com licença, Dr. So queria avisar que cheguei.
— Pode entrar, Daniela. Vem conhecer uma das donas do meu coração.Fico encantada pelo que ele fala. Ele é um amor com a avó e a esposa. Nunca vi nada diferente quando ele fala ao telefone com elas. Entro e vejo uma senhora sentada na poltrona que tem na sala, tomando algo em uma xicará. Vovó, essa é Daniela Clarke, minha secretaria. A Sra para e me olha e seu rosto paralisa ao me ver. Do nada escultamos algo se quebrando no chão.