— Posso te dar um abraço? Ela pede assim que terminamos de almoçar.
— Claro. Ela ainda se encontra emotiva. Me levanto juntamente com ela e a mesma abre os braços. Vou até ela e assim nos abraçamos. É estranho isso. Eu nunca ganhei um abraço assim. Um abraço com ternura. Eu me senti estranha. Me sinto estranha. Ela me aperta mais forte e chora mais e eu não estou entendendo o que ela tem. A Sra está bem? Indaguei me desgrudando dela e olhando para a mesma.
— Estou. Estou e vou ficar melhor. Ela pega seu lenço e limpa seu rosto.
— Espero que fique mesmo. Olho no meu relógio e já estava mais que na hora de eu voltar. Eu preciso voltar.
— Tudo bem! Quero te ver novamente. Fico olhando para ela. Por que você não vai no final de semana almoçar comigo? Leva seu namorado, adoraria conhecê-lo. Franzo a testa.
— Sra Lana, não quero que a Sra se sinta obrigada a fazer nada por mim. Como disse antes, te ajudei de coração. E outra, eu não fiz nada. Eu só estava lá e tivesse que te segurar novamente eu seguraria. Ela pega minha mão e beija. Acho esse gesto estranho.
— Não estou fazendo isso por obrigação. Eu só quero te conhecer e conhecer seu namorado. Assinto.
— Tudo bem! Eu vou ver o que eu posso fazer. Não vou te prometer nada. Sou sincera. Não quero que ela fique presa porque eu fiz algo tão bobo para ela. Eu faria para qualquer pessoa. Thomas é prova disso. Balanço minha cabeça dissipando meus pensamentos.
— Espero que vocês dois apareçam. Será um prazer receber vocês na minha casa.
— Obrigada pelo convite! Agradeço. Vamos? Ela assentiu e eu fui pegar minha carteira para pagar a conta. Sei que esse restaurante é caro, mas como aceitei, então, terei que usar meu cartão de crédito.
— Não precisa. A conta já foi paga. Franzo a testa.
— Não Sra, não posso permitir que Sra pague.
— Não tem problema. Meu segurança já pagou. E outra foi eu que te convidei para almoçar, portanto não fique assim. Suspiro.
— Obrigada! Falo somente e ela sorrir para mim. Vamos andando.
— Você mora onde?
— Em um prédio mais afastado do centro de New York.
— Tem muito tempo que você mora por aqui?
— Eu morava em uma parte do Brooklin, e ai quando tudo aconteceu, Thomas apareceu, eu aceitei o apto de um amigo para morar, já que morava com meu namorado no Brooklin.
— Entendi. Eu não quero mesmo perder contato com você. Vou pedir a Andrew para te passar meu endereço. Gostaria muito que você e seu namorado fossem jantar ou até mesmo almoçar comigo neste final de semana.
— Eu não sei se vai dar. Suspiro. Sra Lana, eu não posso ficar circulando por aqui com Markos. Wilson pode nos encontrar e fazer um tumulto na minha vida como já fez. Então preferimos ir para sua casa em New Jersey.
— Achei que você tinha dito que ele morava no Brooklin.
— Morava, mas recebeu uma proposta de trabalho e agora mora em New Jersey, e foi melhor assim. Pois evitamos Wilson e toda sua paranoia em cima de mim.
— Que tal um segurança meu emprestado? Assim esse homem não chega perto de você.
— Não precisa se preocupar. Markos está sempre perto. Ele fica na porta da faculdade, e depois na porta da minha casa para me ver chegar. Durante o dia eu fico no escritório, então não temo nada ali.
— Entendo. Mas se você precisar, não hesite em me ligar. Ela me passa um cartão. Olho para esse cartão e para ela. Pegue. Aqui tem meus contatos. Pego e ela sorrir. Tudo que você precisar, pode contar comigo.
— Obrigada! E digo o mesmo para a Sra. Ela me abraça no impulso.
— Você é maravilhosa. Apesar de tudo que você passou, seu coração é de uma bondade imensa.
— Eu tento ser melhor a cada dia.
— E você é. Fomos andando até chegar ao escritório. Eu te deixo aqui. Espero que você aceite meu convite.
— Vou ver e qualquer coisa eu te ligo. Ela me dar outro abraço e custa a me largar. Hoje ela está bem emotiva. Não sei por que, mas ela não parece bem. Ela me solta e me olha. Alisa meu rosto.
— Fique bem! Vamos nos ver de novo.
— Vamos sim. E a Sra fique bem também.
— Eu vou ficar. Tudo vai ficar bem para nós duas. Ela diz e eu não entendo.
— O que a Sra quer dizer?
— Não se preocupe. Agora vai antes que eu te alugue a tarde toda. Sorrio para ela e vou subindo as escadas. Fico olhando para trás e vejo ela guardar seu lenço em um saco. Fico sem saber o motivo, mas ela é rica, então nem deve pedir alguém para lavar, deve jogar fora. Sorrio dos meus pensamentos.
No escritório de Andrew, eu já fui para meu lugar.
E não demorou para seus clientes chegarem.
O dia foi corrido demais. Tanto Andrew quanto eu não tivemos tempo para respirar direito. Tive que ficar até as oito para ajudar ele.
Eu liguei para a enfermeira pedindo para ficar mais um pouco, e ela disse não ter problema.
No fim eu estava exausta. Queria chegar em casa e tomar um banho e descansar. Queria comer também, mas nem sei se teria animo para comer. Eu só quero deitar e descansar.
Meu telefone toca assim que entro no taxi. Olho e é Markos. Atendo.
— Oi, amor!
— Oi, vida. Onde você está? Ele indaga e tenho certeza de que ele está na porta do prédio onde moro.
— Estou saindo do escritório agora. Estou muito cansada.
— Dar para ver em sua voz. Ele suspira. Por que você não aceitou meu almoço? O restaurante me ligou dizendo que você não estava lá para receber.
— Desculpe, amor! Eu fui almoçar com a avó de Andrew. Ela queria me agradecer, por ter ajudado ela no dia que ela passou m*l. Eu não queria ter aceitado, mas acabei aceitado.
— Entendi. Estou com saudades. Sorrio.
— Eu também. Podíamos voltar para nosso final de semana, que era somente nós dois.
— Eu também. Te amo tanto, que gostaria muito que Thomas se recuperasse logo para você ficar comigo de vez.
— Nem me fale. Não vejo a hora. Você está na porta do prédio?
— Sim. Estou aqui querendo te ver. Sorrio.
— Estou quase chegando. Como foi seu dia?
— Não tão bem, porque queria ficar com você. Mas tirando isso, ficou tudo bem.
— Que bom! Cheguei. Falo e vejo o carro dele pela janela do taxi. Pago o mesmo e desço após agradecer o taxista. Vou até o carro de Markos, olhando para todos os lados. Dou a volta e entro no carro dele. Ele nem espera eu sentar direito no banco e me puxa para o colo dele. Sua boca cola na minha e assim começamos uma batalha de línguas. Nós dois estamos desejosos. Sinto sua ereção. Ele me aperta mais em seu corpo e eu tenho que parar, pois se continuarmos não vamos sair desse carro tão cedo.
Vou cessando nosso beijo devagar, porém ele não me deixa cessar. Ele busca mais e mais e não tem jeito. Eu acabo deixando rolar. Eu sinto tantas saudades dele, tantas saudades de ficar assim com ele.
Logo lembro da enfermeira. Cesso o beijo logo e ele me olha estranhando.
— O que foi? Suas sobrancelhas estão erguidas em sinal de confusão.
— Desculpe, amor! Eu preciso subir. A enfermeira está me esperando. Digo saindo do colo dele.
— Tudo bem! Eu entendo. Só queria matar a saudades e o desejo que tenho de ficar sempre com você. Aliso seu rosto.
— Eu também tenho esse desejo e saudades. Ele beija minha mão. Eu vou subir. Depois nos falamos mais.
— Tudo bem! Te amo.
— Eu também te amo. Até amanhã!
— Até! Dou um selinho nele e saio do carro. Dou tchau ao atravessar a rua e entro no prédio.
Entro no apto e a enfermeira está sentada no sofá vendo tv.
— Me perdoa, Tabata! Hoje o dia foi puxado no trabalho e acabei tendo que ficar até mais tarde.
— Tudo bem! Não se preocupe. Meu namorado está vindo me buscar.
— Me desculpe novamente. Não foi minha intenção atrasar você.
— Já disse, não se preocupe. Está tudo bem. Assinto meio sem graça.
— Tudo ficou bem aqui? Vou para o quarto de Thomas.
— Sim. Ele tem estado mais ativo. Franzo a testa entrando no quarto.
— Como assim? Indaguei olhando para Thomas que está dormindo.
— Suas mãos começaram a mexer e ele está querendo falar. Sorrio mais com isso.
— Você está falando sério? Eu não consigo parar de sorrir.
— Sim. Ele tentou falar seu nome hoje. Olho para ela não acreditando. Claro que ele está apresentando dificuldade, mas como está fazendo acompanhamento com a fonoaudióloga, acredito que mais cedo do que pensamos ele vai falar.
— Nem acredito nisso, Tabata. Essa é a melhor notícia da noite.
— Fico feliz pela Sra. Agora eu preciso ir. Meu namorado já está lá embaixo.
— Tudo bem! Muito obrigada por hoje. Ela sai e eu fico ali olhando para Thomas. Eu não vejo a hora dessa evolução aparecer totalmente. Nem acredito que ele está reagindo. Saio do quarto dele indo para o meu quarto. Começo tirando minha roupa assim que fecho a porta.
Tomo meu banho e vou para sala, pego meu celular e ligo parra Markos. Quero saber se ele já chegou em casa. Ele atende no segundo toque.
— Já está com saudades, Srta?
— Muita, Sr. Já chegou em casa? Vou conversando com ele pegando algo para comer na geladeira.
— Sim. Tem uns minutos. Queria que você estivesse aqui.
— Eu também. Me deixa te contar uma novidade.
— Sou todo ouvido.
— A enfermeira me disse que Thomas já está apresentando melhoras.
— Sério? O que por exemplo? Porque eu quero que ele saia desse estado para te dar o divórcio e nós dois ficarmos juntos.
— Eu também, amor. Eu não vejo a hora disso acontecer. Sei que tudo está acontecendo a passos lentos, mas vejo que estamos indo bem, já que hoje, ele tentou falar e mexeu as mãos.
— Isso é maravilhoso. Não vejo a hora dele mexer o corpo todo. Ficar de pé e assim vamos nos ver livre dele e de tudo.
— Markos, eu não pretendo esperar que Thomas ande ou se levante. Eu só quero que ele esteja em plena consciência e que suas mãos estejam aptas para assinar o divórcio.
— Falou e disse. Adorei. Vamos fazer de tudo então para ele pelos menos voltar a consciência e mexer suas mãos. Quero você comigo e para sempre.
— Eu também.
— Vamos ficar esse final de semana?
— Sim. Mas temos um convite para almoçar ou jantar.
— É mesmo? De quem o convite? De Tom e Bryan não é, porque conversei com eles hoje, e eles não falaram nada.
— É da avó de Andrew.
—O que há com essa Sra? Vocês já tinham essa amizade de almoçar e trançar os cabelos uma da outra. Ele é zombador.
— Markos?
— O que foi? Dani, eu não estou entendendo por que ela te convidou para almoçar e agora que um jantar na casa dela.
— Como disse mais cedo, acredito que ela está querendo ser grata pelo que o que ela acha que eu fiz por ela.
— Entendo. Porém, eu quero e queria você só para mim. Não quero plateia. Suspiro.
— Eu também queria somente nós dois. E eu ainda não confirmei com ela.
—Você quem sabe. Se você quiser ir, eu farei o sacrifício de dividir sua atenção com outras pessoas.
— Tudo bem! Eu vou pensar e te falo até sexta feira.
— Ok, Srta!
— E como estão os meninos e Magno? Tem um tempo que eu não falo com eles.
— Magno está viajando para New Orleans. Ele foi visitar alguns amigos dele. Tom e Bryan estão bem. Estão pensando em se casar.
— Que lindo!
— Sim. Estão pensando em se casar e adotar um bebê. Eles querem um filho. A menção de ter um filho me faz lembrar que Markos e eu não nos protegemos e eu parei de tomar os anticoncepcionais porque minha vida s****l estava zero ativa. Eu preciso me preocupar com isso. Eu ainda tenho dois anos e meio de faculdade. Não posso engravidar agora. Você ainda está aí? Markos me traz de volta.
— Sim. Fico feliz por eles. Espero que tudo dê certo. Não revelo meus pensamentos para ele.
— Eu também. Amor, eu tenho que acabar de fazer uns relatórios.
— Está me dispensando? Peço com falsa chateação.
— Não. Por mim você estaria aqui do meu lado e eu não faria relatório nenhum. Meu relatório seria inspecionar o seu corpo todo.
— Eu iria amar.
— Não brincar com fogo.
— Adoro me queimar.
— Quero você o final de semana para mim. Só para mim.
— Delícia.
— Boa noite, porque eu sou capaz de aparecer aí e só sair amanhã de manhã.
— Boa noite, amor! Te amo!
— Eu também te amo! Desligamos e eu fui para meu quarto. Fui dormir me sentindo amada e feliz.
No outro dia, levantei e já fui para o banho.
Fiz minha higiene e depois me arrumei para mais um dia.
Assim que sair do quarto, passei no quarto de Thomas. Ele ainda estava dormindo.
Sair do quarto dele e fui até a geladeira e peguei outra dieta. Voltei para seu quarto e troquei a mesma.
Queria que ele estivesse acordado para ver se ele está mesmo evoluído. E não é que não acredite em Tabata, mas eu quero muito ver que minha liberdade está próxima.
Sair de casa deixando a enfermeira com ele.
Chegando na faculdade, eu já sair do Taxi olhando para o outro lado da rua para ver Markos, porém, ele não estava.
Já peguei meu celular e quando iria discar o número dele, alguém me agarrou por trás, tampando minha boca com um pano molhado de algo.
— Você é minha. Escuto lá no fundo a voz de Wilson e acabo desmaiando.