Eu já estava em casa. Nem sei como conseguir sair da casa de Tom deixando Markos. Porém, não tinha muito o que fazer. Nós dois temos que seguir caminhos diferentes neste momento. Ele precisa se descobrir e eu preciso trazer a minha vida de volta.
Thomas estava do mesmo jeito que sair. A enfermeira me disse que ele pode demorar a responder o tratamento. Os medicamentos dados a ele por meses podem demorar a sair do organismo do mesmo, apesar da lavagem. Pois o efeito ainda continha em seu corpo.
Eu estava sim preocupada com essa demora, porque não sabia quanto tempo tinha que cuidar de um homem não via mais como algo bom em minha vida. Suspiro.
Eu liberei a enfermeira as sete como havíamos combinado. Ela me deu todas as instruções para o cuidado de Thomas durante a noite e o final de semana todo.
A dieta dele tem que ser trocada a cada seis horas, então estava ajustado o despertador do meu celular para não fugir do horário. Tudo que quero é que ele se recupere e me deixe livre.
Meu final de semana passou voando e eu sobrevivi cuidando de Thomas. Achei que seria mais difícil, porém, eu consegui. A minha dificuldade foi mais na hora de colocar ele na cadeira de rodas para dar banho no mesmo. Ele é muito pesado, e eu não tenho forças nos braços para nada, m*l, m*l para carregar April. Sorrio do meu pensamento.
A enfermeira chegou as sete e eu corri para a faculdade. Não queria faltar, já que havia feito isso na sexta.
ssim que cheguei na faculdade vi Markos encostado em seu carro. Suspiro. Ele que ele faz aqui? Ele me mandou mensagens o final de semana todo. Não insistindo para voltarmos, mas, para perguntar como eu estou, se estava tudo bem. Eu respondi que sim, que estava bem e que eu estava bem também. Não passou disso, porém, ele agora está aqui.
— Bom dia, Dani! Ele fala se aproximando de mim
— Bom dia! O que você faz aqui? Indaguei olhando para ele e para meu relógio, porque eu já estou atrasada.
— Eu não quero te atrasar. Eu só precisava de tiver. Franzo a testa.
— Por que e para que?
— Porque eu sinto sua falta e para meu dia fluir bem. Eu me contento somente te ver assim, até você me aceitar de volta.
— Markos, eu pedir para você não tornar isso pior do que já é para nós dois.
— Eu não quero te magoar mais do que já fiz, mas não me pede para me afastar. Ele passa as mãos na cabeça. Eu sei que errei, te deixei de lado. Te excluir da minha vida. Eu percebi o grande erro que foi ver suas mensagens e não ter respondido nenhuma, porém, eu quero uma chance. Não agora, mas em um futuro, porque sei que você está com mil coisas na sua cabeça por causa de Thomas.
— Eu quero que você se cuide. Somente isso. Vamos deixar o tempo falar por nós dois. Eu preciso entrar. Falo e ele segura meu braço. Marko, por favor.
— Eu só quero que você saiba que eu vou está aqui todos os dias nesse horário para te ver. Por mais que você não queira me ver, eu quero e estarei aqui. Não digo nada. Ele é muito teimoso. Isso só vai fazer m*l a nós dois, porque da mesma forma que ele tem vontade de me agarrar aqui e agora, eu tenho vontade pular em seu colo e ser levada para um lugar só nosso. Entro na faculdade sem pensar em mais nada. Eu tenho que seguir meu caminho e fazer de tudo para resistir a vontade do meu coração.
Na sala, cheguei atrasada para variar. Peço desculpa o professor e ele me permiti entrar.
Nas próximas horas eu foquei nas aulas. Não pensei em mais nada que não fosse meu objetivo de vida.
Assim que acabou as aulas, eu sair e na porta estava Wilson. Suspiro, pois estou tão cansada dele. O mesmo não cansa de impor sua presença. Mas, como sei que ele não pensa, eu só posso me desgastar mais ainda com ele.
— Estou o final de semana todo querendo ver o meu filho. Ele diz com certa raiva.
— Ele está bem, não precisa se preocupar. Digo passando e ele segura forte meu braço.
— Eu quero vê-lo. Ele fala firme e aperta mais sua mão em meu braço.
— Se você não me soltar agora, eu vou gritar até a universidade está toda aqui fora e chamar a polícia. Ele me olha com raiva e solta meu braço.
— Amanhã na audiência vamos definir hora e local que você poderá ver seu filho. Digo firme.
— Como é que é? Por que isso?
— Não sei. Pergunte a você mesmo, já que Thomas não pode falar. Amanhã nos vemos na audiência e ele vai está lá. Se eu fosse o Sr não se preocupava com Thomas, porque ele está bem. Recebendo o devido tratamento. Eu estaria preocupado com que falarei para o juiz amanhã.
— Eu quero vê-lo hoje. E eu vou com você para aquele lugar que você está morando com seu amante. Sorrio.
— Primeiro que, não que seja da sua conta, eu estou indo trabalhar.
— No bordel? Seu namorado tem um novo bordel? Olho bem firme para ele.
— Como você sabe que Markos era dono de um bordel? Resolvo tirar essa história a limpo.
— Não interessa. Vai interessar ao juiz amanhã que você, uma mulher casada, tem um amante e ainda trabalha em um bordel. Sorrio.
— Boa sorte, Wilson. É tudo que te desejo. Boa sorte, porque o Sr vai precisar. Digo indo embora. Eu tenho um pressentimento que, ele está envolvido no incêndio da boate. E só o pensamento disso se confirmar, me deixa triste, porque, vou me sentir culpada por ter destruído os negócios de Markos.
Não quero pensar nisso. Vamos ao meu primeiro dia de trabalho. Eu preciso muito me focar nisso para me manter e poder manter a enfermeira. Não posso continuar aceitando ajuda de Magno. Ele, Tom e Bryan tem sido mais que amigos, uma família de verdade que nunca tive, mas, não quero que eles pense em estou abusando.
No escritório de Andrew, cheguei colocando minha bolsa na mesa da recepção. Bate na porta da sua sala e escutei um entre.
— Boa tarde, Dr!
— Boa tarde, Srta Clarke! Está pronta? Ele indaga brincalhão.
— Sim. Mais que pronta. Ele assentiu se levantando.
— Venha, deixa eu te mostrar sua mesa e te explicar mais ou menos o que você tem que fazer. Vou o acompanhando e ele me mostra a mesa que deixei a minha bolsa. Aqui que você vai ficar. E basicamente é cuidar da minha agenda, atender o telefone e anotar os recados. Minha agenda, eu gosto de fazê-la toda sexta. Assinto ouvindo tudo com atenção. Alguns clientes vêm aqui, ao invés de ligar para marcar hora, então eu prefiro atender, pois pode ser algo urgente. Fora isso, não temos contratempo.
— Tem alguém que eu possa passar direto para o Dr?
— Somente minha avó e minha esposa. Dona Lana e a Sra Linda. Sorrio do jeito emotivo que ele fala de ambas.
— Tudo bem!
— Qualquer dúvida, pode me perguntar.
— Tudo bem! Obrigada por essa oportunidade.
— De nada! Agora deixa eu começar a trabalhar lá dentro. Tem muitas coisas para fazer. Assinto e ele sai.
Ligo o computador e tem um link com a agenda dele. Abro a mesma e ele tem muito cliente para essa semana.
E nas próximas horas, eu passei atendendo o telefone que não parava de tocar. Eu terminava a conversa com um, e outro já estava na fila de espera.
Eu tive que parar o atendimento por três ou quatro vezes, nem lembro direito, por não saber o que fazer com que eles queriam. Andrew me socorreu em todas as vezes. Ele é muito paciente e me deixou mais tranquila. Agradeci aos seus, por ele ter tido a paciência comigo.
— Daniela Clarke. Um homem aparece com um pacote nas mãos. Franzo a testa.
— Sim, sou eu. Respondo me levantando.
— Entrega para Srta.
— Eu não pedi nada.
— Mas pediram para a Srta. Aqui. Assina o recebimento para mim. Pego a caneta em sua mão e assino em seu aparelho eletrônico. Certinho.
— Obrigada! Falo e ele sai. Me sento e pego o cartão que tem colocado no pacote.
"Parabéns pelo novo emprego! Espero que esteja bem! Não sabia que horas seria seu almoço já que começa a trabalhar ao meio-dia, então calculei mais ou menos três a quatro horas depois. Espero que goste! Te amo! Markos.”
Ele não tem jeito.
Abro o pacote e o cheiro de camarão já invade meu olfato, fazendo com que meu estomago ronque de fome. Tiro o recipiente da embalagem e abro. É strognoff de camarão.
Vou para a pequena cozinha que tem perto do escritório e me sento a mesa. Começo a comer.
Enquanto como, pego meu celular e mando uma mensagem para ele, o agradecendo.
Ele me responde no mesmo momento, um de nada! E espera que eu goste.
Não respondo mais nada e começo a comer antes de esfrie.
O resto da tarde foi mais tranquilo. Eu pude me sentar e olhar todas as correspondências que chegou para ele. Organizei as mesmas e deixei na mesa dele, para que o mesmo olhasse o que era ou não importante.
O meu horário de ir embora chegou. E eu fui correndo para casa, para liberar a enfermeira.
Eu tinha combinado com ela até as sete, porém, como saio daqui as sete, não dar tempo. Eu liguei mais cedo para ela, para saber com Thomas estava, e ela me disse que estava na mesma, e eu acabei falando com ela sobre o meu horário. Ela não se importou e eu estava bem com isso.
Dentro do Táxi, eu recebi uma mensagem de Tom me falando sobre a audiência amanhã, que estava marcada dez e meia da manhã. Eu iria para faculdade e assistiria as primeiras aulas. Depois iria para a audiência. Não via hora disso acontecer. Eu quero ver o que Wilson vai falar e fazer amanhã. Porque ele tem muito que se explicar. Fora que ele não terá mais acesso livre a Thomas. Pelo menos até ele melhorar e poder tomar a melhor decisão para sua vida.
Espero que isso não demore a acontecer. Eu quero poder sair disso o mais rápido possível.