CAPÍTULO 16

2120 Palavras
Eu acordei com uma sensação maravilhosa. Olhei no relógio em cima do criado mudo era seis e meia. Suspirei feliz. Me levantei e fui ver Thomas. Ele estava dormindo. Sua respiração estava tranquila. Tirei o recipiente da dieta que tinha acabado. Fui até a cozinha e descartei e já peguei na geladeira outra. Voltei para o quarto de Thomas e coloquei a nova dieta. Deixei o quarto e fui me arrumar. Eu não queria me atrasar. Depois de tomar banho. Sequei meus cabelos, escovei meus dentes e fui para o closet. Escolhi um vestido florido, solto no corpo, que vai um pouco acima dos joelhos. Calcei uma sandália baixa. Fiz uma maquiagem leve. Amarrei meus cabelos em um r**o de cavalo e estava pronta. Peguei meu relógio de pulso e coloquei o mesmo olhando as horas. Era sete e dez. Markos já deve está chegando. Pego minha bolsa e vou para sala. Escuto a campainha tocar e deve ser a enfermeira. Abro a porta e é Laisa. — Bom dia, Sra Clarke! Me desculpe o atraso. — Bom dia! Não tem problema. Fique tranquila. Ela entra. Tabata te explicou todos os cuidados e como funciona a rotina dele? — Sim. Não se preocupe. — Ótimo. Eu vou sair e ficarei o dia todo fora, mas se precisar de algo, estarei no celular e o número está pregado na porta da geladeira. — Pode ir tranquila, que vamos ficar bem. — Minha amiga vai te auxiliar hoje também. Ela assentiu. Você já tomou café? Porque eu não tive tempo de fazer e nem de preparar a mesa. Mas tem tudo aqui. Falo indo para o armário e mostrando as coisas para ela. O que você quiser comer, fique à vontade. Escuto uma batida na porta. Estranho. Vou até a mesma e vejo que é meu namorido. Ele está lindo todo despojado. Uma tentação. — Está pronta, Srta? — Sim. Digo sorrindo. — Aqui. Ele me dar uma sacola. Franzo a testa. Café da manhã para as meninas. Ele fala. — Muito gentil da sua parte. Obrigada! — De nada! Esse é para minha princesa. Ele me dar uma caixa cheia de donuts. — April vai fazer a festa. Digo já imaginando a cara da nossa sapequinha. — Vai mesmo. Agora vamos? — Vamos. Laisa, estamos indo. Qualquer coisa ligue no meu celular. — Não. Qualquer coisa ligue para Tom ou Bryan. Essa pessoa está indisponível hoje. Ele fala me puxando. Ele fecha a porta. Saímos de mãos dadas. O elevador chegou e entramos. Assim que ele apertou o botão para o elevador se fechar, seu olhar estava em mim intensamente. — Por que você está me olhando? Indago meio sem graça pelo olhar dele. — Porque eu não sei se vou conseguir resistir a esse seu teste o dia todo. Ele vem para cima de mim e gruda nossa testa. Eu te amo tanto, que lamento ter causado esse nosso afastamento. Eu daria tudo para você está comigo agora. Daria tudo para estarmos na mesma cumplicidade de antes. Eu não sei se vou resistir a essa sua boca, porque tudo que eu quero é beijá-la sem hora de parar. Ele passa de leve um dos seus dedos em meus lábios. — Quem sabe no final do dia você tenha sorte. Ele sorrir e sinto seu hálito quente — Vou torcer para isso. Ele beija minha testa, nos desgrudando. Mas sua mão não deixa a minha. — E o roteiro de hoje? Qual é? Indaguei querendo saber para onde ele está me levando. — Não falarei. Só digo que você vai curtir cada momento. — Só de está com você já estou curtindo. — Não fale isso. Eu te agarro aqui mesmo e não vamos a lugar nenhum. Não digo mais nada, pois sei que ele tem essa coragem. O mesmo não tem pudor nenhum. Sorrio dos meus pensamentos. Saímos do prédio, e nos encaminhamos para o carro dele. Ele já abriu a porta do carro para mim. Entrei já colocando o cinto de segurança. Markos deu a volta e entrou na direção. Ele coloca também o cinto de segurança e dar partida no carro. Assim que ele sai, tira uma das mãos do volante e pega a minha mão. Ele é um sonho. — Me diz. Como está indo no novo emprego? Indaguei querendo saber como anda a vida dele. — Está bem. Estou amando o que estou fazendo. Nunca achei que iria me identificar tanto trabalhando na área que me formei. Ele responde com uma certa alegria na voz. — Fico feliz por isso. Tive medo de que você ficasse ressentido em trabalhar para alguém que não fosse para você mesmo. — Mas eu trabalho para mim mesmo, Vida. Eu presto consultoria para várias empresas. E uma dessas empresas, me quer perto deles para poder tirar qualquer dúvida. Me surpreendo com isso. — Achei que você tinha mudado para New Jersey para começar a trabalhar em uma empresa. — Sim. Porque eles me querem por perto. Mas eu poderia fazer isso daqui mesmo. Assim como eu presto serviço para algumas empresas de New York, e as vezes tenho que vir para cá para resolver qualquer pendencias. — Entendi. — Eu estou muito feliz e bem resolvido com a decisão que tomei. Não precisa se preocupar, porque eu não vou voltar atrás e nem quero. Mesmo porque, eu quero você de volta na minha vida. Fico feliz por ele pensar em nós. Por pensar nele. Achei que isso iria demorar bem mais para acontecer. Por que você ficou pensativa? Ele me traz de volta. — Não é nada. Eu só estou feliz por você está pensando em você e em nós. — Eu sei que demorei a acordar. Sei que nunca deveria ter deixado você de lado para pensar nos outros. Talvez hoje eu não tivesse que passar por um teste. Gargalho. — Você achou que seria fácil? Indaguei brincando. — Não. Mas eu gostaria. Ele leva minha mão até sua boca e beija. E você? Está gostando do seu novo emprego? — Sim. Tom foi muito legal em me indicar para esse amigo dele. — Você sabe que eu posso cuidar de você e tudo em relação a você, não sabe? Você não precisava se preocupar em procurar um trabalho. — Thomas não é responsabilidade sua. Na verdade, nem eu, Markos. — Eu faria tudo por você. Não me importa se tivesse que pagar o tratamento de Thomas. Tudo que me interessa é que no final você esteja comigo. — Tudo vai dar certo. — Não vejo a hora. Espero mesmo que Thomas saia dessa e possamos resolver nossas vidas. Eu não sei como será quando ele se recuperar totalmente. Não sei se ele vai querer me dar o divórcio ou se vai querer dificultar a minha vida. Espero que não. Apesar de achar que ele é igual ao pai e pode acabar com minhas esperanças de sair da vida dele e do pai dele. Dissipo esse pensamento. Ele vai me dar a liberdade. Ele vai me dar a liberdade. Repito mentalmente. Depois de algumas horas estávamos em New Jersey. Markos parar o carro e eu fico olhando tudo a minha volta. — O que vamos fazer nessa reserva? Indaguei e ele veio até a mim e tirou meu cinto. Meu deu um selinho. — Vamos começar o nosso tour por New Jersey. Nosso café da manhã é aqui. Ele desce e eu vou abrir a porta e ele já abre. Ele me dar sua mão. — Tem certeza de que é permitido entrar aí? Estou duvidosa. — Você costumava elogiar os lugares que eu escolhia para nós. — Não é isso. Mas se trata de uma reserva militar. Ele sorrir. — Vem. Esse é um dos meus lugares favoritos aqui. Saio do carro e ele segura firme na minha mão. Eu tenho mesmo que te reconquistar, porque você não está nem confiando em mim com os lugares que te levo. — Parar. Não é isso. Eu confio. Só fiquei meio assim, por ser uma reserva. Passamos por uma cortina de folhas. Entramos em um lugar cheio de arvores. É lindo. Digo olhando toda paisagem ao meu redor. — Não é uma reserva militar. Era, porém, foi desativada em 1973, para preservação da floresta. A placa lá fora só foi mantida, para afastar idiotas que não sabem preservar o meio ambiente. — Que legal! Você conheceu aqui quando veio para cá? — Não. Eu já tinha vindo para cá antes. Já tinha vindo a passeio mesmo, somente para conhecer, e aí, eu conheci esse lugar. Eu costumava vir para cá e ficar sentando horas e horas debaixo daquela arvore ali. Ele aponta uma arvore, onde tem um forro xadrez estendido debaixo dela. — Acho que ocuparam seu lugar favorito. Digo vendo que tem várias coisas em cima do forro. Tudo está tampado. — Vem. Esse lugar é nosso. Ele fala me levando até a arvore e fico encantada. — Um piquenique de café da manhã? Indaguei sorrindo feito boba. — Sim. Sei que você ama. — Combinou bem. Ele me dar um beijo na cabeça. — Senta-se. Me sento e ele se senta em seguida. — Como você conseguiu arrumar isso aqui? E ainda, como sabia que ninguém iria mexer? Ele sorrir e pisca para mim. — Esse lugar quase não é visitado. Muito raro você encontrar um casal ou outra pessoa só aqui. Eu vim mais cedo e arrumei tudo para nosso café da manhã. — Você sempre me surpreende. — Isso é bom ou r**m? Ele pede destampando as comidas e bebidas. Pega um copo e coloca café para mim. — Ponto positivo para você. Ele levanta as mãos para o céu. — Tenho que passa nesse teste. Ele fala com falsa preocupação. — Você já começou bem, Sr O’ Connell. Ele me passa um muffin de chocolate. — Como está indo na faculdade? — Bem. Estou cada dia amando mais. — E ainda tem o desejo de montar seu estúdio de dança? — Claro! É o que mais quero. Não vejo a hora de está formada e começar a montar meu estúdio. E por mais que não tenho dinheiro para montar algo grande, farei um espaço pequeno. — Estarei aqui para o que precisar. — Eu sei e digo o mesmo para você. Passamos um bom tempo ali, curtindo nosso piquenique, e conversando sobre a gente, nossos planos para o futuro, e parecia que não precisava dizer que eu estaria na vida dele e ele na minha. Eu só precisava resolver minha vida com Thomas e pensar no meu futuro ao lado desse homem maravilhoso que está aqui me levando para outro lugar que eu não sabia onde. E nem queria saber, pois, tudo que queria era está ao lado dele e ter essa normalidade de passear, de fazer as coisas com ele sem a preocupação de Wilson está nos vendo. Markos me levou a museus, parques, parques de diversões. Tiramos fotos engraçadas em uma cabine de fotos. Ele me levou ao restaurante preferido dele, e depois invadimos literalmente um festival de sorvete, que estava acontecendo na praça principal. Eu estava amando esse dia, estava amando passar o dia ao lado dele. Não precisávamos de mais nada. Somente, um ao outro. O sorriso dele era algo maravilhoso. Quanto tempo eu não o via descontraído. Nem mesmo antes. Acredito que o bordel lhe trazia uma sobrecarga muito grande, no qual ele se doava demais. E hoje, vendo-o assim, tão zen, tão descontraído, tenho certeza de que ele fez a escolha certa de dar outro rumo a sua vida. No final do dia, nós dois era só sorriso um para o outro. — E aí, garota? Gostou do seu dia? Ele indagou depois que entramos no carro. Já tínhamos comido em um trailer. Ainda consigo ficar espantada de como ele conhece os melhores lugares para comer. — Amei. Excelente dia! Muito obrigada! — Já estamos no final do dia. Sorrio porque eu sei o que ele está esperando. — É mesmo? Finjo inocência. Ele pega na minha mão e leva até a boca. — Você acha que eu passei no teste? Ele morde de leve a minha mão. — Você não me levou para conhecer a sua casa? Ele me olha e solta a minha mão. — Vamos lá, então. Ele dar partida no carro e pega minha mão de novo. E só para constar, a casa não é só minha. É nossa. Mordo meus lábios de leve e assinto. Eu sei que não deveria ir até a casa dele. Sei que nós dois estamos desejosos. E minha ida para o apto dele, pode, quero dizer, não vai prestar.
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