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O Cheiro dela

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possessivo
família
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drama
Comédia
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mistério
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Sinopse

Prólogo:

Meu nome é Laura, acabei de completar 19 anos. Meus pais faleceram quando eu tinha 9 anos. A minha babá Bethânia cuidou de mim até aos 17, acabei de perdê-la também, dois dias antes do meu aniversário. A Bethânia ficou como minha tutora, sempre cuidou de tudo para mim com os advogados dos meus pais. Antes de falecer, ela já tinha vendido todas as empresas dos meus pais e os escritórios de advocacia da mamãe. Ela herdou dos meus avós assim como eu, ela também era filha única. Meus pais faleceram em um acidente de avião, nunca descobriram a causa da queda.

Quando a bá começou a vender tudo, pedi a ela que deixasse somente a mansão que fica em Manhattan, os carros do papai e a cobertura em Seattle. Foi lá que conheci meus melhores e únicos amigos, a Lorena e o Gustavo. O Gustavo é gay, diz ele, mas tenho lá minhas dúvidas. A Lorena é a típica amiga doida. Agora estou aqui, saindo da poluição e da barulhenta Nova York. Olho pela janela do carro em movimento, a vista da estrada passa diante de mim. É época de outono, resolvi me mudar para uma cidadezinha no norte da Califórnia, de nome Bella. As árvores estão lindas, todas coloridas, é uma combinação perfeita! Inalo a suave brisa que entra pela janela do carro. Olho para a vasta floresta em sintonia com o céu azul e o sol brilhando. O cheiro de ar fresco invade minhas narinas, penetrando direto em meus pulmões. Paro o carro no acostamento, admirando toda aquela beleza, fecho os olhos por um segundo, sentindo aquela maravilhosa sensação de paz e liberdade. Após sentir toda essa sensação, entro em meu carro e sigo rumo à minha nova casa e vida.

Meu nome é Rodrigo Oliver. Se tem uma coisa que nunca aconteceu comigo e não sinto falta, é o amor. O amor é um meio de manter a gente fraco. Cheguei a essa conclusão, quando meu pai perdeu a minha mãe. Isso o desestabilizou, o levando a uma grande depressão, ele a amava muito, isso o deixou sem forças. Ele acabou arranjando mulheres que só pioraram ainda mais a sua situação. A primeira fugiu com um homem mais novo. E a segunda… bem, essa causou nosso afastamento. Ela dava em cima de mim e meu irmão. Quando contávamos a ele, sempre saiamos como errados da situação. Pois a cachorra se fazia de vítima e ofendida, e papai acreditava nela. Então, saí de casa e levei meus irmãos juntos. Já tem 6 meses que ele faleceu. E cachorra? Só ficou com as roupas! O amor é para os fracos, não cairei nessa.

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Capítulo 1
Laura: — Enfim, cheguei! Disse empolgada. Parei em frente à minha nova casa, segurando a minha caixa de livros. Não trouxe muitas coisas, somente as minhas roupas e porta retratos. O mais legal dessas casas é que elas são todas mobiliadas. Entrei e saí percorrendo todos os cômodos, depois voltei em direção às escadas e subi até chegar à porta do primeiro quarto à direita. Olhei pela janela e vejo que na casa tem um pequeno quintal com muitas flores, parecendo um jardim. Coloquei minha mala sobre a cama e a primeira coisa que faço é enviar uma mensagem para os meus amigos. WhatsApp — grupo best friends: Laura: — Aqui não é tão r**m como vocês pensavam. Estou morrendo de saudades, amo vocês. Beijos. Gustavo: — Deve ter uns bofes lindos aí. Também te amo amiga, e estou com muitas saudades já. Bjs na boca! Lorena: — Aproveita, amiga, sai para a balada, toma umas bebidas e se joga. Em breve estaremos aí. Te amo e estou com muitas saudades. Bjs! Reviro meus olhos com a mensagem de Lorena! Quando nos despedimos entre choros e risos, eles prometeram que viriam para morar ou me visitar. Eles moram em minha cobertura em Seattle. Morávamos todos juntos, até que decidir vir morar no norte da Califórnia, depois da morte da minha bá. Tantas lembranças ruins em um só lugar! Mas só em saber que eles estarão aqui comigo em poucos dias quando estiverem de férias já me conforta e faz com que eu me sinta melhor. Me encostei na janela e fiquei relembrando os momentos com os meus amigos. Sorri ao lembrar das loucuras deles, saí do meu transe, quando ouvi um barulho de carro se aproximando da casa ao lado que eu nem havia reparado. O carro entra na garagem, só consigo enxergar vultos, parece ser um homem, não dá para ver direito, quando vou me aproximando para ver melhor. Ouço gritos vindo de outro carro que para atrás do que está estacionado à frente. Uma jovem que aparenta ter a mesma idade que eu ou alguns anos a mais, sai do carro batendo a porta e o rapaz atrás. Ele também é jovem e parece muito com a moça, com diferença de idade, ele parece ser mais velho. Ele entra levando ela à força, ela gesticula, ele olha irritado para ela. Eles desaparecem entrando na casa, e eu não vejo mais nada. Aproveitei e desci para fazer algo para comer, faço uma coisa básica, me alimento e vou direto para o meu quarto. Assim que entrei, vejo que tem uma luz acesa que vem da casa vizinha. Acho que é do quarto de alguém. Entrei no banheiro, tomo uma ducha e faço minha higiene. Quando saí do banheiro, ouvi um barulho, alguém saiu pela porta dos fundos dos vizinhos. É um homem! Ele está de costas falando ao telefone, gritando, gesticulando e puxando os cabelos como um louco. Faço uma pequena análise dele e mesmo de costas, ele parece ser um gato. Sem esperar, ele se virou de vez, ficando de frente para onde estou. Meu coração bateu descompassado e quase tive um ataque cardíaco. Ele me olhou sem esboçar reação e fechou os olhos, puxando o ar profundamente. E, de repente, os abriu e me encarou com o olhar frio e sombrio. Depois que o estranho entrou para casa, comecei a me preparar para ir dormir. Quando fecho a janela, ouço barulho de carro saindo, é ele! O carro ficou parado por um instante e depois seguiu seu destino. Fechei minha janela e fui dormir. Estou cansada! Acordei, preparei meu café e arrumei umas coisas. Eu preferia ir para o quintal, mas infelizmente não estava fazendo muito sol hoje. Arrumo toda a casa para ficar do meu gosto, enquanto preparo o meu almoço. Faço um macarrão com molho branco e frito uns pedaços de frango já temperados. Depois do almoço, limpo tudo e vejo um pouco de TV na sala. Assisto a filmes e a séries. Quando dou por mim, já é noite. Preparo meu café, decido comer lá em meu quarto, assistir deitada e quem sabe ler um bom livro. Assisti ao filme, mas não deu muito certo e acabei pegando no sono. Acordei um tempo depois com o barulho da televisão ligada. Pego o celular para ver às horas e são duas da manhã. Vou até a janela tomar um ar fresco, já que aqui em cima está um pouco quente e eu toda lavada de suor. Essa é a diferença entre Seattle, Manhattan e a Califórnia. Aqui não é frio o tempo todo. Após tomar um pouco de ar, vou ao banheiro, tomo uma ducha e desço para beber um pouco de água. Quando voltei, vi haver uma luz acesa na casa ao lado, não sei se é um quarto ou outro cômodo. Deve ser um quarto, por ser na parte de cima. As cortinas estão abertas assim como as janelas. De repente, aquele mesmo moço aparece no meu campo de visão, semi nu. Meu Deus, arregalei os meus olhos. Ele está apenas de cueca, ele é maravilhoso, gostoso… balanço minha cabeça, espantando esses pensamentos. O que ele faz a seguir me deixa mais perplexa do que já estou, e pior, não consigo parar de olhar. Ele não está apenas semi nu… Ele está… com o p*u para fora, sentado em uma poltrona perto da janela, com os olhos fechados, fazendo movimentos de vai e vem. — Gustavo iria adorar essa cena. Disse para mim mesma em voz baixa e ri. Eu não posso acreditar no que estou vendo! … Fiquei estática, paralisada e não consigo mexer um só músculo. Mesmo que ele esteja com os olhos fechados, devo estar corada de vergonha, não sei o que fazer e nem como reagir. Então, apenas observo aqueles repetidos movimentos de vem e vai, lentamente… De repente, ele começou a puxar o ar profundamente, como se estivesse sentindo o cheiro de algo. E abriu os olhos na minha direção, meu coração quase parou de bater. Ele me encarou por longos minutos sem parar de fazer os movimentos, e ter me flagrado observando-o pareceu motivá-lo ainda mais. Fechei a janela tentando regular minha respiração. — Droga! É tudo que consigo dizer. Não sei o que fazer para dormir agora, fiquei revirando de um lado a outro na cama, sentindo um calor dentro de mim fora do normal. Sei que ele me viu, ele olhou nos meus olhos… — aquele pervertido! Murmuro para mim mesma. Após longas horas, conseguir dormir. **** Continuo de pijama, um short curto e uma blusa um pouco grande. Mas que não tapa muita coisa. Preparo meu café da manhã e, quando sento para degustá-lo, a campainha toca. Fiquei me perguntando quem será, não conheço ninguém aqui. Ainda nem sair de casa. Quando eu abri, meu coração errou nas batidas, é o vizinho pervertido. Sabe aquele jeito que você fica sem saber onde enfiar a cara? Mesma coisa, estou eu! E pedindo a Deus, para que o chão se abra e eu caía dentro. Ele é realmente lindo, seus cabelos negros cortados em estilo militar, seus lábios grossos, seus olhos quase verdes, seu rosto bem esculpido. Ficamos um encarando o outro, e tenho certeza de que ele percebeu a vergonha estampada em meu rosto. Depois de uns longos minutos nos encarando, eu resolvi quebrar o silêncio. — Me desculpe pelo que aconteceu hoje de madrugada. Não foi minha intenção ser indiscreta. Ele me olhou de cima a baixo e deu uma risada diabólica! — Nova aqui, senhorita? — Sim! — Da próxima vez, não precisa ficar espionando às escondidas, é só me chamar que terei o imenso prazer de… ele se aproxima bem na direção da minha orelha e diz: — fodê-la bem lentamente. Pelo que vi, você gostou do meu p*u. Olhei para ele com os olhos arregalados e sem nenhuma reação. E pior é que meu corpo está todo arrepiado. Após sair do meu transe, pelo que o meu vizinho pervertido acabou de me dizer, apenas respondi para ele: — Quando quiser fazer suas perversões, é só fechar as cortinas e a janela, seu filho da mãe. Bati a porta na cara dele. — Grosso, i****a e babaca. Saí xingando e volto a sentar à mesa para tomar meu café.

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