Vassoura — O Peso que a Gente Carrega

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Vassoura O macarrão da sogrinha ficou bom pra c*****o. Não é nem zoeira. Comi duas pratadas e ainda bebi o refri quase todo, porque a fome que eu tava era mais de cabeça do que de estômago. Tinha tempo que eu não sentava numa mesa simples assim, sem ninguém me bajular, sem ninguém me olhar torto por medo. Só eu, a Daiane e a mãe dela, naquele canto apertado, com ventilador barulhento e comida feita com o que tinha. Era simples. E era real. A mãe da Daiane quase não falava. Eu sacava que ela me olhava de r**o de olho, tentando me ler, entender se eu era ameaça ou só mais um problema entrando pela porta. Não julgo. Se fosse comigo, ia fazer o mesmo. Quando a gente terminou de comer, eu agradeci e ajudei a levar os pratos pra pia. A Daiane veio comigo até a porta. — Te levo até a rua —

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