Sayuri A respiração dele é lenta e pesada no meu ouvido. É um som constante, um batimento cardíaco que me acalma mais do que qualquer remédio. A toalha ainda tá meio grudada na minha pele úmida, o cheiro do sabonete dele, algo amadeirado e forte, nada de florzinha, se mistura com o meu, de coco e caramelo salgado. É uma bagunça de cheiros que, de algum jeito torto, faz sentido. O clima no quarto não é de t***o agora. O t***o a gente já resolveu lá embaixo, na piscina, na espreguiçadeira, na água quente do chuveiro. Agora é outra coisa. É aquela i********e quieta que pega mais desprevenida do que qualquer rola dura. É a sensação de pertencer. De, por mais absurdo que seja, estar no lugar certo. Eu odeio admitir, mas eu amo sentir isso. O banho… p***a, o banho. Eu não esperava aquilo. O

